Macaé que tinha se tornado a capital nacional do petróleo começou a encolher e trabalhadores do setor de petróleo estão sofrendo as consequências da crise.
No Norte do estado do Rio, Macaé, está prestes a acabar com a nova onda de euforia acerca dos próximos leilões de petróleo previstos para o Brasil, com destaque para o excedente da cessão onerosa no início de novembro. Embora a notícia de uma nova leva de riquezas provenientes da indústria petrolífera seja atraente, a cidade tenta se desvencilhar da reputação que ganhou ao longo das últimas décadas, de “capital do petróleo”, para quem sabe garantir um futuro mais sustentável.
Com o avanço da exploração e da produção em alto-mar, uma extensa cadeia de fornecedores se formou na região para atender à demanda crescente da Petrobras, trazendo a cidade, brasileiros de todo o país com a esperança de emprego e renda.
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Macaé, que tinha se tornado a capital nacional do petróleo começou a encolher e trabalhadores do setor de petróleo estão sofrendo as consequências da crise
O propósito é diferenciar a base da economia, porém a cadeia do petróleo e gás deve continuar mantendo a cidade por um tempo. Só a arrecadação estimada do município com royalties do petróleo, em 2019, pode superar os 54 milhões de reais, além dos recursos provenientes da indústria do óleo e gás.
Macaé tem o segundo maior parque hoteleiro do Estado do Rio, com cerca de 10 mil leitos. Hoje os moradores expõe a vontade de reconstruir sua história apostando, no turismo.
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Na cidade há aproximadamente 3,5 mil empresas de base comercial (de todos os setores) e aproximadamente 100 indústrias, conforme dados da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim). Diante do avanço do pré-sal, oito novas petroleiras estrangeiras devem chegar à região.
O amplo volume de gás associado à extração em águas ultraprofundas é uma boa oportunidade para a cidade fomentar sua base industrial, tendo em vista que Macaé contém a maior unidade de processamento de gás natural do país, o Terminal de Cabiúnas, da Petrobras.
De mais a mais, o projeto batizado de Terminal Portuário de Macaé (Tepor) promete trazer emprego e desenvolvimento para a indústria local. O complexo de 6 milhões de metros quadrados promete reunir um terminal de armazenamento de petróleo, com capacidade de 4,5 milhões de barris; um de armazenamento de combustíveis e uma planta privada de processamento de gás natural.
Hoje, circulam 3 mil funcionários no complexo industrial Bellavista, que tem 29 empresas, 3 aguardando instalação e mais 12 no cronograma dos próximos meses, entre elas grandes fornecedores de petroleiras como Petrobras e Shell. O condomínio só abriga empresas ligadas à cadeia de óleo e gás, é um exemplo de perspectiva positiva do setor.
“Depois dos piores anos da história de Macaé, o setor está se recuperando. Para 2020, projetamos um crescimento de 30% do faturamento”, diz Leonardo Dias, sócio diretor do empreendimento.
No entanto, os petroleiros da região estão preocupados com o que eles chamam de “desabitação” das plataformas de petróleo, ou seja, redução drástica dos funcionários em ativos que foram vendidos pela Petrobras.
As incertezas sobre o futuro de Macaé não residem somente entre os petroleiros. Do auge à bancarrota, os moradores e trabalhadores da cidade dizem ter aprendido a lição, e relatam que não querem nenhum título: nem de capital do petróleo, nem da energia. Eles querem redenção.
