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Petrobras é convocada para salvar a Amazônia

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 26/08/2019 às 01:00 Atualizado em 26/08/2019 às 10:49

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Utilizar o fundo da Petrobras, em ações de combate a incêndios e preservação da Amazônia “não é o caminho mais apropriado”, disse o ministro do Meio Ambiente.

Nesta sexta-feira, 23 de agosto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), declarou  que é a favor do uso de recursos do fundo da Petrobras para combater as queimadas na Amazônia. Esse valor corresponde a 80% das penalidades definidas no acordo celebrado pela companhia com autoridades dos Estados Unidos, divulgado em setembro de 2018.

Maia informou que fez uma petição ao STF para a liberação de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, sendo R$ 1 bilhão com direcionamento para o combate às queimadas e o restante para aplicação na educação.

Alexandre Moraes, ministro do STF, estipulou o prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Ministério da Economia deem um retorno ao pedido.

Na noite de  quinta-feira, 22, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que convocaria todos os ministros de Estado para formar um gabinete de crise em função das queimadas que atigem a região amazônica.

Durante a tarde, Bolsonaro já havia feito uma reunião com os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura) para discutir as providências que serão tomadas para conter os incêndios.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado, 24, para detalhar a atuação do governo no combate às queimadas na Amazônia, Salles, disse “Esse não é um assunto do nosso ministério, os recursos”.

“Essa destinação do fundo foi delimitada quando o acordo foi celebrado com entidades norte-americanas. Uma mudança na destinação implicaria em repactuar essas questões. O caminho mais apropriado é o que foi apontado pelo ministro general Fernando”, concluiu o ministro.

A declaração faz referência a uma fala feita na mesma coletiva pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Segundo ele, há atualmente cerca de R$ 20 milhões contingenciados em sua pasta e o ministério da Economia já afirmou que pretende descontingenciar ao menos parte desse valor para que possa ser aplicado na preservação da floresta. “Só acredito quando eu abrir o cofre e ver. Mas está combinado com Paulo Guedes.”

O acordo para a criação do fundo citado por Salles foi fechado em 2018 entre o Ministério Público Federal, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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