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Segundo o Ibama, Petrobras esconde vazamento de petróleo no Espírito Santo e Rio de Janeiro

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 24/08/2019 às 11:48

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Petrobras esconde vazamento de petróleo
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Petrobras registrou dois vazamentos de petróleo em plataformas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo que não foram comunicados ao mercado.

Segundo o Ibama, houve falhas na contenção de danos provocados por dois vazamentos de petróleo no mar neste ano, envolvendo duas plataformas da Petrobras. Um dos vazamento ocorreu em fevereiro na plataforma P-58, a 85 quilômetros da costa do Espírito Santo e o outro  aconteceu na plataforma P-53, localizada em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Nesta semana houve rumores que a estatal seria privativada, o governo desmentiu o mal entendido e afirmou que não há intenção de privatizar a companhia.

No vazamento ocorrido na plataforma P-53, a estatal petroleira escondeu o derramamento de óleo deixando de comunicá-lo ao mercado e reportou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, um volume vazado bem inferior ao que efetivamente ocorreu.

O Ibama afirma que nas duas ocorrências havia condições para o recolhimento do óleo derramado, o que não teria acontecido. As falhas foram omitidas. Nos últimos dias, o corpo técnico do órgão comunicou o que ocorreu ao Ministério do Meio Ambente (MMA).

Segundo o que foi reportado pelo Ibama ao ministério, um vazamento de petróleo ocorreu na P-53 em 25 de março deste ano. Inicialmente, o volume vazado reportado pela estatal foi de 1,7 mil litros. Depois, o volume calculado chegou a 122 mil litros, segundo informações do Ibama.

Um relatório de investigação sobre o acidente registra que a ação de contenção e recolhimento de óleo só foi colocada em prática dois dias depois do acidente.

Neste caso, nenhum comunicado ao mercado foi feito pela Petrobras. A estatal de capital aberto precisa comunicar seus acionistas sobre fatos relevantes, bem como a companhia fez no acidente envolvendo a plataforma P-58, no Espírito Santo.

O comunicado foi divulgado no mesmo dia, com informação de que o volume vazado era estimado inicialmente em 188 mil litros.

O vazamento na P-58, em 23 de fevereiro deste ano, gerou uma mancha de petróleo que se estendeu por 2,4 quilômetros. A Petrobras chegou a informar que não houve recolhimento do petróleo vazado, que teria se evaporado.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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