Estudo técnico deverá estar pronto até o final de setembro e dirá a Petrobras se vale a pena deixar os chineses construírem o Comperj, que tem hoje em andamento apenas as obras da UPGN
A diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, deu uma declaração importante para todos nós que ansiamos por um desfecho em relação a continuidade das obras e geração de empregos que o Comperj prometia.
Segundo a diretora, o estudo técnico que vai definir o valor necessário para a construção do empreendimento pelos chineses da CNPC será finalizado no final de setembro deste ano e somente depois disto que a Petrobras dará sua palavra final.
Em coletiva de imprensa na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, a diretora afirmou: “Esse estudo técnico será concluído no fim de setembro. É quando teremos uma avaliação técnica feita por uma empresa de construção de grandes obras e a avaliação da CNPC para a gente saber se leva o Comperj a frente ou não”.
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A Petrobras e o Comperj vem enfrentando vários problemas, no último deles dicou decidido que a estatal assinaria com o Ministério Público do Rio (MPRJ), ontem, sexta-feira (02/08), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no valor de R$ 815 milhões.
A quantia se destina aos municípios de São Gonçalo e Itaboraí, que receberão a verba como forma de ressarcimento pela paralisação das obras do Comperj e todos os prejuízos causados consequentemente.
Mais processos
Este não é o único ressarcimento que a Petrobras terá que fazer. Atualmente existem em tramitação no MPRJ, cinco ações civis públicas referentes aos impactos ambientais causados pelo Comperj.
Segundo o promotor Tiago Gonçalves, responsável pelas ações, o valor total das TAC’s pode alcançar até R$ 7,5 bilhões e a empresa já realizou no segundo trimestre deste ano, uma baixa contábil de quase R$ 1 bilhão devido ao fato.
A decisão da conclusão ou não do Complexo Petroquímico do Rio de janeiro vem em um momento que a Petrobras decidiu vender 8 de suas 13 refinarias, fato que já atraiu o interesse de mais de cinco empresas, segundo a diretora.
“As refinarias à venda vão atender a públicos diferentes. Por isso, os potenciais compradores de uma região não serão os mesmos de outra região. O potencial é grande. Com o Brasil voltando a crescer, haverá uma tendência de melhora na produção de derivados e isso vai atrair mais interessados”, afirmou ela.

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