Paralisação do Comperj faz Petrobras pagar 815 milhões de Reais à São Gonçalo e Itaboraí

Comperj

Quantia a ser paga vem da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para ressarcir os municípios pela paralisação das obras do Comperj, de propriedade da Petrobras

Conforme o Click Petróleo e Gás já havia publicado, a Petrobras estava envolvida em um processo em função do Comperj. Sendo assim a Petrobras vai assinar com o Ministério Público do Rio (MPRJ), na próxima sexta-feira (02/08), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no valor de R$ 815 milhões.
A quantia se destina aos municípios de São Gonçalo e Itaboraí, que receberão a verba como forma de ressarcimento pela paralisação das obras do Comperj e todos os prejuízos causados consequentemente.

A Petrobras deverá fazer o pagamento até o ano de 2021 e o dinheiro será utilizado para compensar impactos ambientais, tais como, reflorestamento de mais 5 mil hectares, saneamento ambiental, além de drenagem de águas pluviais e no plano de mobilidade urbana.

Outros municípios serão beneficiados

Este não é o único ressarcimento que a Petrobras terá que fazer. Atualmente existem em tramitação no MPRJ, cinco ações civis públicas referentes aos impactos ambientais causados pelo Comperj.
Segundo o promotor Tiago Gonçalves, responsável pelas ações, o valor total das TAC’s pode alcançar até R$ 7,5 bilhões e os municípios próximos do empreendimento também serão ressarcidos, são eles: Maricá, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu e Niterói.

“O TAC é resultado da avaliação de todos os prejuízos econômicos, ambientais e sociais que a paralisação das obras do Comperj gerou no Estado do Rio de Janeiro. O termo traduzirá esse prejuízo em números e investimentos. As comissões permanentes irão acompanhar a execução destes TACs da Petrobras”, disse o deputado Luiz Paulo, presidente da CPI da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga a crise fiscal do estado.

Vale lembrar que o Tribunal Regional Federal suspendeu a licença ambiental do Comperj, que terão que ser refeitas depois de terem sido concedidas pela Feema/Inea sem a participação do Ibama.

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Renato Oliveira

Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)