Apesar da redução anunciada pela Petrobras, o corte no preço do querosene de aviação (QAV) é modesto: apenas R$ 0,13 por litro em setembro e R$ 0,14 no acumulado de 2025, mostrando que os custos do setor aéreo seguem praticamente estáveis.
A Petrobras informou nesta segunda-feira (1º) que vai reduzir em R$ 0,13 por litro o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de setembro. A queda equivale a 3,7% em relação a agosto. No acumulado de 2025, a redução é de apenas 3,9%, o que mantém os custos do setor aéreo praticamente estáveis.
Segundo o portal istoedinheiro a mudança segue a política de contratos firmados com as distribuidoras, que preveem ajustes mensais no início de cada mês. O corte, porém, é considerado modesto diante da pressão de custos enfrentada pelas companhias aéreas.
O que representa a redução anunciada
O QAV é um dos principais insumos para o setor de aviação e responde por grande parte das despesas das companhias. Mesmo assim, uma queda de R$ 0,13 por litro não deve gerar alívio significativo nas tarifas cobradas dos passageiros. Isso porque outros fatores, como demanda, câmbio e custos de manutenção, também pesam no cálculo final das passagens.
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No acumulado de 2025, a redução no preço médio do combustível soma R$ 0,14 por litro em relação a dezembro de 2024. Especialistas avaliam que esse nível de ajuste é insuficiente para mudar de forma consistente a estratégia das empresas aéreas, que seguem pressionadas por margens estreitas e alta competitividade.
Como funciona a venda do combustível
É importante destacar que a Petrobras não vende o QAV diretamente às companhias aéreas. O produto é comercializado para as distribuidoras, que são responsáveis por transportar o combustível até os aeroportos e repassá-lo às empresas do setor.
Esse modelo torna o processo de precificação mais complexo, já que além do valor definido pela Petrobras, entram em jogo custos logísticos e margens de revenda das distribuidoras.
Impacto nas tarifas aéreas
Embora a redução seja positiva, analistas apontam que o efeito sobre o preço das passagens deve ser pequeno. As empresas de aviação lidam com custos dolarizados, como leasing de aeronaves e manutenção, além da oscilação cambial que afeta diretamente suas despesas.
Dessa forma, mesmo que o combustível fique mais barato, não há expectativa de quedas imediatas e relevantes nas tarifas para os consumidores. O mercado deve seguir atento a variações maiores no preço do petróleo e à demanda por voos nos próximos meses.
O anúncio da Petrobras reforça a tentativa de dar previsibilidade ao setor, mas mostra que os cortes no QAV em 2025 ainda são tímidos frente ao tamanho dos custos operacionais da aviação. Para o passageiro, a redução dificilmente será sentida no bolso no curto prazo.
E você, acha que essas pequenas reduções de combustível deveriam ter impacto direto no valor das passagens ou o setor aéreo precisa rever sua política de preços? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem vive isso na prática.

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