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Haddad admitiu que o governo não consegue cortar quase nenhum gasto sem aval do Congresso, revelando a limitação real do Executivo sobre o orçamento

Publicado em 01/09/2025 às 09:26
Atualizado em 01/09/2025 às 09:29
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Haddad admite que governo não corta quase nada do orçamento sem Congresso e aposta em reforma tributária como legado
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Haddad admite que governo não corta quase nada do orçamento sem Congresso e diz que arcabouço limita expansão fiscal; aposta em reforma tributária como legado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu em entrevista ao programa Canal Livre (Band) que o governo não consegue cortar quase nenhum gasto sem aprovação do Congresso Nacional. Segundo ele, essa dependência do Legislativo evidencia a limitação real do Executivo sobre o orçamento público.

Haddad destacou ainda que o arcabouço fiscal, criado em 2023 para substituir o teto de gastos, trouxe regras que impedem aumento expressivo das despesas. Na visão do ministro, isso mostra que o país vive um momento diferente de gestões anteriores, quando o impulso fiscal era maior.

O peso do Congresso sobre o orçamento

De acordo com Haddad, praticamente todos os cortes relevantes precisam passar pelo crivo dos parlamentares. Isso significa que o Executivo tem pouca autonomia para alterar despesas obrigatórias, que representam a maior parte do orçamento.

Essa dependência do Congresso se reflete nas negociações políticas e nas prioridades de cada bancada, o que muitas vezes limita a velocidade das mudanças econômicas. Para Haddad, o debate sobre gastos precisa ser mais realista, já que o espaço de manobra do governo é menor do que parte da opinião pública imagina.

Arcabouço fiscal e limites ao crescimento

O ministro defendeu que o arcabouço fiscal não deve ser visto como um freio absoluto, mas como uma regra necessária para manter equilíbrio. Ele argumentou que não há aumento descontrolado de despesas, justamente porque o sistema atual impõe travas à expansão.

Com isso, o governo precisa encontrar formas de aumentar a arrecadação sem elevar impostos de forma generalizada, o que explica a aposta em medidas como cortes de benefícios tributários e programas de renegociação de dívidas.

Estatais e concorrência desigual

Durante a entrevista, Haddad citou os Correios como exemplo de estatal que sofre pressão do setor privado. Segundo ele, as empresas particulares ficam com o “filé” do mercado, enquanto a estatal precisa assumir rotas e serviços menos lucrativos.

Essa situação reforça o desafio de manter estatais competitivas em setores estratégicos, ao mesmo tempo em que precisam cumprir funções sociais que não atraem o interesse privado.

Apostas e atividade econômica

Outro tema levantado por Haddad foi o mercado de apostas. O ministro criticou a decisão do Congresso de autorizar apostas online de massa, as chamadas bets, enquanto vetou a criação de casas físicas de apostas, que, segundo ele, poderiam gerar mais empregos e movimentar a economia local.

Na visão do ministro, a legislação atual cria um desequilíbrio: arrecada impostos de plataformas digitais estrangeiras, mas deixa de incentivar negócios presenciais que poderiam gerar renda no Brasil.

Reforma tributária como legado

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Questionado sobre qual será sua principal marca à frente da Fazenda, Haddad foi direto: “a reforma tributária, diria que 200%”. O projeto, aprovado em 2023 após décadas de discussão, simplifica tributos sobre o consumo e ainda precisa ser regulamentado até 2033.

Para o ministro, a reforma será decisiva para corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro, reduzir a burocracia e melhorar a competitividade das empresas nacionais.

As falas de Haddad revelam os limites do Executivo na gestão fiscal e reforçam o papel central do Congresso nas decisões sobre gastos públicos. Ao mesmo tempo, mostram que o ministro aposta suas fichas na reforma tributária como legado para o país.

E você, acha que a falta de autonomia do governo para cortar despesas é positiva, por garantir mais equilíbrio político, ou negativa, por travar ajustes urgentes? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem vive isso na prática.

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Wilmar Souza
Wilmar Souza
01/09/2025 10:40

“ÇEI”, se ele fosse um ministro da Fazenda de verdade, e não tivesse um boquirroto **** como presidente da República, alguém que se importa de verdade vom o povo e a nação, que governasse com pragmatismo e fosse um líder de verdade, isso não estaria acontecendo, mas o que temos? Um presidente ****, sem credibilidade, vingativo, que só pensa e fala no ex presidente, além plano de governo, refém do congresso, que só negocia na base do toma lá, dá cá, um presidente fraco, ****, aí está, o Brasil num buraco cada vez mais fundo. Tudo incompetência dele e do ex presidiário, pois é…

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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