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O conserto de um veículo elétrico custa 23% a mais, mas a culpa não é da bateria

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/07/2026 às 15:03 Atualizado em 08/07/2026 às 15:06
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Estudo da BCA Expertise analisou 2,7 milhões de sinistros e reparos e apontou que o conserto de carros elétricos e eletrificados custa 23,2% a mais. A diferença envolve fatores como idade dos veículos, segmento superior, oficinas oficiais, acidentes em grandes cidades, peso maior e menor chance de perda total

O reparo de um veículo elétrico ainda custa mais do que o conserto de um carro a gasolina ou diesel. Embora esse automóvel costume exigir menos manutenção, os custos de oficina seguem mais altos.

Um estudo da BCA Expertise, consultoria ligada ao maior grupo de leilões e compra de carros usados, analisou 2,7 milhões de sinistros e reparos. O levantamento apontou que o reparo de carros movidos a bateria custa 23,2% a mais.

Bateria não explica sozinha a diferença

Durante muito tempo, a bateria foi apontada como principal vilã no custo de reparo de um veículo elétrico. A peça tem peso relevante, já que representa entre 30% e 40% do valor total do automóvel.

Mas o estudo mostra que o problema não se resume a ela. Com a queda gradual dos custos das baterias, outros fatores passaram a explicar melhor por que o conserto segue mais caro.

A BCA Expertise observou que a participação de acidentes envolvendo carros elétricos e eletrificados dobrou em três anos, chegando a 12,5% em 2025. No mesmo período, a diferença entre elétricos e carros a combustão subiu de 13,7% para 23,2%.

Veículos mais novos encarecem o conserto

Uma das explicações está no perfil dos carros. Os modelos elétricos e eletrificados analisados são, em grande parte, mais novos que os veículos com motor a combustão.

Além disso, muitos pertencem a segmentos superiores ou até a marcas de luxo. Essa combinação aumenta o preço das peças, da mão de obra e dos procedimentos.

A idade mais recente dos modelos influencia a escolha do local de reparo. Proprietários de carros elétricos costumam recorrer a oficinas especializadas ou centros oficiais das fabricantes.

Já donos de veículos a gasolina ou diesel geralmente procuram oficinas de reparação geral. A diferença aparece na mão de obra: o estudo aponta € 13,20 a mais por hora nos serviços ligados aos elétricos.

Onde os acidentes acontecem também muda o preço

Outro ponto incomum é o local dos acidentes. Os sinistros com carros elétricos tendem a ocorrer mais em grandes cidades, enquanto os envolvendo modelos a combustão aparecem de forma mais distribuída.

Nas áreas urbanas de maior poder aquisitivo, os custos de mão de obra costumam ser mais elevados. Isso ajuda a empurrar para cima o valor do reparo.

O peso maior de um carro elétrico também entra na conta. Por causa da bateria, esses veículos podem causar danos mais graves em colisões, aumentando a complexidade e o custo.

Valor médio reduz casos de perda total

O valor médio do carro também altera a decisão das seguradoras. Um veículo elétrico tem valor médio estimado em € 15.000, contra € 5.200 nos carros com motor a combustão analisados.

Com valor mais alto, o elétrico tem menor chance de ser considerado perda total. Assim, mesmo quando o reparo é caro, ele tende a ser aprovado.

Na prática, isso faz com que mais carros elétricos voltem à oficina após acidentes. Com taxa de sinistros semelhante, o resultado final é um reparo 23,2% mais caro.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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