Escritório de Felipe Santa Cruz trabalhava em causas trabalhistas para a Petrobras e terá contrato rescindido.
Uma reportagem feita pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, de ontem dia 06/08, divulgou o cancelamento por parte da Petrobras do contrato que detinha com o com escritório do presidente da OAB.
O escritório de advocacia do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, trabalhava em causas trabalhistas para a Petrobras e recentemente
venceu uma causa que evitou que a estatal efetuasse um pagamento de R$ 5 bilhões em horas extras atrasadas a funcionários embarcados nas plataformas de petróleo.
O Presidente da OAB informou que entrará na Justiça com uma ação contra a Petrobras para reparação de danos e afirmou que: “Há claramente uma perseguição política em curso”.
Procurada a Petrobras declarou que não irá comentar o assunto. O caso pode ser mais um capítulo envolvendo o governo do presidente jair Bolsonaro e a família dos Santa Cruz.
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Declarações do presidente
Vale lembrar que o presidente jair Bolsonaro, na semana passada, fez um comentário, sobre o desaparecimento do pai do presidente da Ordem, afirmando que se o advogado quisesse ele um dia contaria como seu pai tinha desaparecido no regime militar.
Bolsonaro também declarou que Santa Cruz “não vai querer saber a verdade” sobre o pai e mais tarde afirmou que Fernando Santa Cruz foi morto por companheiros da Ação Popular (AP), grupo de esquerda na qual ele militava e chamada pelo presidente como “grupo terrorista”.
Segundo apurado pela Comissão da Verdade, da Marinha e da Aeronáutica, indicaram que Fernando Santa Cruz foi preso por agentes do regime militar um dia antes da data em que morreu.
O atestado de óbito do militante diz o seguinte: “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985”.
Tendo em vista as declarações do presidente Bolsonaro, Felipe Santa Cruz entrou no STF, na última quarta-feira (31/07) com um pedido de explicações e o presidente da república tem 15 dias para se manisfestar se assim o quiser, segundo o ministro Luís Roberto Barroso.
No pedido o presidente da OAB reitera que não é a primeira vez que Bolsonaro o ataca e tenta desqualificar a memória do seu pai, visto que o estado brasileiro já reconheceu em diversas ocasiões que o paí foi vítima de desaparecimento forçado praticado por agentes da ditadura.
Conforme informou o portal G1 de notícias de 06 de agosto.
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