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Pesquisadores da Inglaterra descobriram no cérebro das moscas um mecanismo impressionante que pode deixar robôs e sistemas de inteligência artificial muito mais inteligentes, rápidos e precisos do que as tecnologias atuais disponíveis no mercado 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 13/05/2026 às 16:06
Atualizado em 13/05/2026 às 16:08
Assista o vídeoMosca em ambiente laboratorial ao lado de representação digital de cérebro de inteligência artificial, ilustrando estudo científico sobre visão rápida e tecnologias inspiradas na natureza.
Cérebro das moscas inspira avanços em inteligência artificial e robótica
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Pesquisadores da Inglaterra revelam como moscas podem inspirar tecnologias de inteligência artificial mais rápidas, eficientes e avançadas.

Pesquisadores da Inglaterra descobriram que o cérebro das moscas possui um sistema visual extremamente eficiente, capaz de inspirar novas gerações de inteligência artificial, robôs autônomos e sensores inteligentes. O estudo, publicado na revista científica Nature Communications no dia 5 de maio, mostrou que esses insetos conseguem processar informações visuais em alta velocidade mesmo durante movimentos rápidos, algo que durante décadas intrigou cientistas.

A pesquisa foi conduzida por especialistas da University of Sheffield, na Inglaterra, e desafia antigas teorias da neurociência sobre como o cérebro lida com imagens em movimento. Segundo os cientistas, as moscas desenvolveram um mecanismo chamado “salto sináptico de alta frequência”, que permite manter a visão nítida em pleno voo.

O mais impressionante é que esse sistema funciona com eficiência energética muito superior à das tecnologias atuais. Para especialistas em inteligência artificial e robótica, a descoberta pode abrir caminho para máquinas mais rápidas, econômicas e precisas.

Pesquisadores da Inglaterra desafiam teoria antiga sobre visão das moscas

Durante muitos anos, cientistas acreditavam que as moscas sofriam um tipo de “apagão visual” enquanto realizavam movimentos bruscos no ar. A teoria surgiu porque os humanos experimentam borrões temporários durante movimentos rápidos dos olhos, conhecidos como sacadas.

Como as moscas não movimentam os olhos dentro das órbitas, mas mudam rapidamente todo o corpo durante o voo, acreditava-se que elas enfrentavam o mesmo problema visual.

No entanto, pesquisadores da Inglaterra descobriram que esses insetos fazem exatamente o contrário. Em vez de interromper o processamento visual, o cérebro das moscas continua analisando o ambiente em tempo real.

Segundo o estudo, isso acontece porque as moscas evoluíram um sistema neural extremamente adaptativo, capaz de ajustar automaticamente a sensibilidade visual durante movimentos rápidos.

Para os cientistas, essa descoberta muda a forma como a neurociência entende a relação entre movimento, percepção e resposta cerebral.

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Como o cérebro das moscas consegue processar imagens em alta velocidade

Os pesquisadores da Inglaterra analisaram como os sinais percorrem os olhos multifacetados das moscas até os neurônios internos responsáveis pela visão. O objetivo era entender por que esses insetos conseguem reagir tão rapidamente durante o voo.

As medições revelaram números impressionantes. Segundo os cientistas, os neurônios visuais conhecidos como células monopolares grandes atingiram cerca de 4,1 mil bits por segundo na transmissão sináptica.

Mais do que velocidade, o sistema mostrou eficiência fora do comum. O cérebro das moscas consegue priorizar informações realmente importantes e ignorar estímulos menos relevantes, reduzindo atrasos no processamento.

Os cientistas identificaram um mecanismo chamado “salto sináptico de alta frequência”. Esse processo amplia a capacidade visual para aproximadamente 1 mil Hz, o equivalente a mil pulsos por segundo.

Na prática, isso permite que as moscas percebam mudanças mínimas em frações de milissegundo e reajam quase instantaneamente.

Entre as principais características observadas pelos pesquisadores estão:

  • Processamento visual contínuo durante o voo;
  • Baixíssima latência entre estímulo e resposta;
  • Ajuste dinâmico da sensibilidade visual;
  • Capacidade de economizar energia sem perder desempenho;
  • Reação extremamente rápida a mudanças no ambiente.

Inteligência artificial pode ganhar sistemas mais rápidos e econômicos

O estudo chamou atenção de especialistas em inteligência artificial porque o mecanismo encontrado nas moscas pode resolver um dos principais problemas das tecnologias modernas: o excesso de processamento de dados.

Hoje, muitos sistemas de inteligência artificial analisam imagens completas continuamente. Isso exige alto consumo de energia e grande capacidade computacional.

Segundo os pesquisadores da Inglaterra, o cérebro das moscas trabalha de forma diferente. Em vez de processar tudo o tempo inteiro, o sistema foca apenas nas mudanças mais importantes do ambiente.

Esse modelo pode inspirar tecnologias muito mais eficientes em diversas áreas. Sensores inteligentes e câmeras adaptativas poderiam aumentar a velocidade de resposta sem precisar consumir tantos recursos computacionais.

Os cientistas acreditam que esse princípio pode beneficiar principalmente:

  • Veículos autônomos;
  • Drones inteligentes;
  • Robótica industrial;
  • Sistemas militares automatizados;
  • Monitoramento de segurança;
  • Tecnologias médicas avançadas.

Além disso, o modelo biológico das moscas pode ajudar empresas a reduzirem custos energéticos em sistemas de inteligência artificial.

Cientistas enxergam potencial para revolucionar carros autônomos

Os pesquisadores da Inglaterra destacaram que veículos autônomos podem estar entre os maiores beneficiados pela descoberta. Atualmente, carros inteligentes precisam interpretar enormes quantidades de dados captados por sensores, radares e câmeras.

Esse processo gera atrasos que podem comprometer decisões em situações críticas.

O sistema encontrado no cérebro das moscas propõe justamente o oposto: analisar apenas os eventos relevantes em tempo real.

Segundo os cientistas, sensores inspirados nesses insetos poderiam reduzir drasticamente o tempo entre percepção e resposta. Isso aumentaria a segurança e a eficiência dos veículos autônomos.

Na robótica industrial, o impacto também pode ser enorme. Máquinas automatizadas poderiam reagir mais rapidamente a obstáculos e mudanças inesperadas no ambiente de trabalho.

Para especialistas em tecnologias biomiméticas, a descoberta reforça como soluções encontradas na natureza podem superar sistemas desenvolvidos artificialmente.

Tecnologias inspiradas na natureza ganham força entre cientistas

Nos últimos anos, cientistas passaram a estudar cada vez mais mecanismos biológicos para desenvolver novas tecnologias. Esse campo é conhecido como biomimética.

A ideia é observar soluções criadas pela evolução ao longo de milhões de anos e adaptá-las para problemas modernos.

Os pesquisadores da Inglaterra afirmam que as moscas representam um exemplo impressionante dessa eficiência natural. Mesmo com cérebros minúsculos, esses insetos conseguem executar tarefas extremamente complexas em altíssima velocidade.

Hoje, diversas tecnologias já nasceram inspiradas na natureza. Alguns exemplos incluem:

  • Aviões inspirados na aerodinâmica das aves;
  • Sensores baseados na ecolocalização dos morcegos;
  • Materiais inspirados em teias de aranha;
  • Robôs desenvolvidos com movimentos semelhantes aos de animais.

Agora, o cérebro das moscas entra nessa lista como possível inspiração para sistemas avançados de inteligência artificial.

Pesquisadores da Inglaterra revelam novo olhar sobre a neurociência

Além das aplicações tecnológicas, o estudo também trouxe impactos importantes para a neurociência. Durante décadas, cientistas acreditavam que o cérebro processava informações em etapas fixas, com atrasos inevitáveis.

O novo estudo sugere que isso pode não funcionar da mesma forma em todos os organismos.

Segundo os pesquisadores da Inglaterra, o cérebro das moscas integra movimento, percepção visual e resposta neural quase simultaneamente. Isso reduz drasticamente o tempo de reação.

O professor Aurel Lazar, da Columbia University e coautor da pesquisa, destacou que a inteligência não depende necessariamente de processar grandes volumes de dados, mas de selecionar rapidamente as informações corretas.

Essa ideia pode influenciar diretamente o futuro das tecnologias de inteligência artificial.

Para muitos cientistas, o modelo encontrado nas moscas representa uma mudança importante na compreensão de como sistemas inteligentes realmente funcionam.

O que essa descoberta pode mudar nos próximos anos

A descoberta feita pelos pesquisadores da Inglaterra mostra que até pequenos insetos podem oferecer respostas valiosas para alguns dos maiores desafios tecnológicos da atualidade.

O cérebro das moscas revelou um sistema visual altamente eficiente, capaz de inspirar tecnologias mais rápidas, econômicas e precisas. Os cientistas acreditam que o mecanismo pode acelerar avanços em inteligência artificial, robótica, veículos autônomos e sensores inteligentes.

Além disso, o estudo reforça a importância das tecnologias biomiméticas, que usam soluções presentes na natureza para criar sistemas mais avançados.

Nos próximos anos, pesquisadores devem aprofundar os estudos sobre esse mecanismo neural. Empresas de tecnologias, fabricantes de robôs e desenvolvedores de inteligência artificial já acompanham essas descobertas com grande interesse.

O motivo é simples: em um cenário onde velocidade, eficiência energética e precisão são prioridades, as moscas podem ensinar muito mais do que se imaginava.

Com informações de Nature Communications

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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