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Pesquisadora brasileira cria filme biodegradável com orégano e mandioca que combate Salmonella em carnes e se decompõe em 20 dias

Publicado em 08/05/2026 às 12:23
Atualizado em 08/05/2026 às 12:25
Desenvolvido na UFRGS, o filme biodegradável à base de fécula de mandioca e óleo de orégano inibe a Salmonella e a Listeria em carnes frescas. O material tem 85% de biodegradabilidade e se decompõe em apenas 20 dias.
Desenvolvido na UFRGS, o filme biodegradável à base de fécula de mandioca e óleo de orégano inibe a Salmonella e a Listeria em carnes frescas. O material tem 85% de biodegradabilidade e se decompõe em apenas 20 dias. (Imagem meramente ilustrativa)
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Desenvolvido na UFRGS, o filme biodegradável à base de fécula de mandioca e óleo de orégano inibe a Salmonella e a Listeria em carnes frescas. O material tem 85% de biodegradabilidade e se decompõe em apenas 20 dias.

A segurança alimentar ganhou um aliado tecnológico desenvolvido no Rio Grande do Sul: um filme biodegradável capaz de inibir o crescimento de bactérias perigosas em carnes. A inovação, apresentada pela pesquisadora Aline Kümmel Pizzini Goulart em sua dissertação de mestrado na UFRGS em 2025, utiliza uma barreira ativa contra microrganismos como a Salmonella e a Listeria.

Ao contrário das embalagens plásticas comuns, o novo material utiliza compostos de orégano e mandioca para aumentar a vida útil das proteínas frescas, combatendo diretamente os surtos alimentares e o desperdício de comida no varejo.

Eficácia sanitária contra patógenos alimentares

O grande destaque do filme biodegradável desenvolvido no Laboratório de Microbiologia da universidade gaúcha é sua capacidade de atuar como um escudo biológico. Em testes laboratoriais, a película demonstrou um desempenho excepcional contra a Salmonella enterica e a Listeria monocytogenes, agentes que frequentemente causam graves problemas de saúde pública.

Desenvolvido na UFRGS, o filme biodegradável à base de fécula de mandioca e óleo de orégano inibe a Salmonella e a Listeria em carnes frescas. O material tem 85% de biodegradabilidade e se decompõe em apenas 20 dias. (Imagem meramente ilustrativa)
Desenvolvido na UFRGS, o filme biodegradável à base de fécula de mandioca e óleo de orégano inibe a Salmonella e a Listeria em carnes frescas. O material tem 85% de biodegradabilidade e se decompõe em apenas 20 dias. (Imagem meramente ilustrativa)

Diferente do plástico convencional, que apenas isola o alimento, esta nova solução sustentável oferece:

  • Ação antimicrobiana potente: Elimina ativamente agentes causadores de infecções.
  • Barreira contra luz e umidade: Protege a integridade física da carne moída.
  • Estabilidade térmica superior: Mantém a proteção mesmo sob variações de temperatura.

A engenharia por trás do filme biodegradável

A ciência que torna esse filme biodegradável eficiente envolve o uso estratégico do carvacrol, uma substância extraída do óleo essencial de orégano.

Para potencializar seus efeitos, a pesquisadora Aline Goulart utilizou o nanoencapsulamento em mucilagem de chia.

Filme biodegradável feito por Aline Krummel Pazzini Goulart
Filme biodegradável feito por Aline Krummel Pazzini Goulart

Essa técnica cria uma espécie de reservatório microscópico que permite a liberação controlada e contínua do princípio ativo sobre o alimento.

Além disso, a base estrutural do material é composta por fécula de mandioca. Após sucessivos testes na UFRGS, a equipe chegou a uma formulação que equilibra resistência e elasticidade.

Essa combinação de insumos naturais resultou em um produto com 85% de biodegradabilidade, completando seu ciclo de decomposição em apenas 20 dias após o descarte.

Insumos nacionais e viabilidade econômica

A escolha dos ingredientes para o filme biodegradável levou em conta a realidade econômica do Brasil.

A fécula de mandioca foi selecionada por ser uma matéria-prima abundante, renovável e de baixo custo, o que facilita a futura adoção da tecnologia por frigoríficos e redes de supermercados.

A implementação dessa tecnologia pode mudar drasticamente o cenário do lixo plástico no país. Enquanto as embalagens tradicionais de PVC são descartadas diariamente aos milhares, o novo filme biodegradável oferece um destino ecológico e rápido.

Além do benefício direto ao solo, a tecnologia atua na preservação do próprio alimento. Ao prolongar a durabilidade da carne moída, o sistema ajuda a diminuir o volume de proteínas que acabam no lixo devido à degradação rápida.

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Com informações do site Último Segundo

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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