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Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6×1 e querem reduzir a jornada para cinco dias de trabalho por semana, ampliando a pressão nacional por mudanças nas leis trabalhistas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 16/03/2026 às 11:18
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Escala 6×1 perde apoio, e trabalhadores defendem redução da jornada de trabalho com mais qualidade de vida.
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A escala 6×1 voltou ao centro do debate nacional após uma pesquisa indicar que a maioria dos brasileiros defende mudanças no modelo de jornada semanal. O sistema, que prevê seis dias consecutivos de trabalho e apenas um dia de descanso, é atualmente comum em diversos setores da economia.

Segundo levantamento recente, 71% da população é favorável ao fim da escala 6×1, defendendo uma reorganização da jornada para cinco dias de trabalho e dois dias de descanso. O resultado intensifica a pressão política por alterações nas leis trabalhistas.

O que é a escala 6×1 e por que ela virou debate nacional

Escala 6x1 perde apoio, e trabalhadores defendem redução da jornada de trabalho com mais qualidade de vida.

A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho em que o funcionário trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso semanal.

Esse formato é utilizado principalmente em setores como comércio, serviços, indústria e atendimento ao público.

Durante décadas, a escala 6×1 foi considerada uma forma comum de organização da jornada de trabalho no Brasil.

No entanto, nos últimos anos, o modelo passou a ser alvo de críticas.

Trabalhadores e especialistas apontam que a jornada prolongada pode impactar a qualidade de vida e aumentar o desgaste físico e mental.

A discussão ganhou força com propostas que defendem a transição para um modelo de cinco dias de trabalho por semana.

O que mostra a pesquisa sobre a escala 6×1

A pesquisa que reacendeu o debate sobre a escala 6×1 entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros.

O levantamento aponta que 71% dos entrevistados apoiam o fim da escala 6×1, enquanto 27% se posicionaram contra a mudança.

Outros 3% não souberam responder.

O resultado também mostra que o apoio à redução da jornada cresceu.

Em um levantamento realizado em dezembro de 2024, 64% dos entrevistados defendiam mudanças na escala de trabalho.

O aumento no apoio popular indica que o tema ganhou relevância no debate público e político.

A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Diferenças de opinião entre trabalhadores

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Os resultados também mostram diferenças entre grupos que vivem realidades distintas no mercado de trabalho.

Entre os entrevistados que trabalham até cinco dias por semana, 76% apoiam o fim da escala 6×1.

Já entre pessoas que trabalham seis ou até sete dias, o apoio cai para 68%.

Especialistas apontam que isso pode estar relacionado ao perfil profissional desses grupos.

Entre os trabalhadores com jornadas mais longas há maior presença de autônomos e empresários, que frequentemente associam mais horas de trabalho a maior renda.

Já entre quem trabalha cinco dias por semana, há maior participação de funcionários públicos e trabalhadores com jornadas mais estáveis.

Impactos possíveis para empresas e economia

O debate sobre a escala 6×1 também envolve questionamentos sobre os efeitos econômicos da mudança.

Quando perguntados sobre os impactos para empresas, os entrevistados ficaram divididos.

Cerca de 39% acreditam que o fim da escala 6×1 traria efeitos positivos, enquanto a mesma proporção acredita que os efeitos poderiam ser negativos.

Já quando a pergunta envolve a economia de forma geral, a percepção tende a ser mais otimista.

Metade dos entrevistados afirma que a redução da jornada pode ter impacto positivo para o país.

Outro dado relevante está ligado à qualidade de vida.

Segundo o levantamento, 76% dos brasileiros acreditam que reduzir a jornada semanal melhoraria o bem-estar dos trabalhadores.

O debate político sobre a jornada de trabalho

O tema da escala 6×1 já chegou ao Congresso Nacional.

Propostas em discussão defendem a redução da jornada para cerca de 40 horas semanais, mantendo o salário atual dos trabalhadores.

Esse modelo seria conhecido como escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.

O assunto também ganhou destaque em discursos de autoridades e debates sobre políticas trabalhistas.

Alguns especialistas defendem que mudanças poderiam ser implementadas gradualmente, setor por setor, para reduzir impactos econômicos.

A discussão ainda deve passar por diferentes etapas legislativas antes de qualquer mudança efetiva.

O debate sobre a escala 6×1 mostra como a organização da jornada de trabalho voltou a ser um tema central no país.

Enquanto parte da população defende mudanças para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialistas e empresários analisam possíveis impactos econômicos da medida.

O crescimento do apoio popular indica que a discussão deve continuar ganhando espaço nas decisões políticas e nas negociações trabalhistas nos próximos anos.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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