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A 8.336 metros de profundidade no Japão, câmeras filmaram um peixe branco e fantasmagórico que bateu o recorde mundial — e ao lado dele apareceu uma criatura que a ciência nunca viu

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 16/04/2026 às 12:00
Atualizado em 16/04/2026 às 12:02
Peixe-caracol translúcido filmado a 8.336 metros de profundidade
Novo recorde mundial: peixe filmado 158 metros mais fundo que o registro anterior
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Peixe-caracol do gênero Pseudoliparis filmado na fossa de Izu-Ogasawara supera recorde anterior em 158 metros — câmeras também registraram organismo branco e fantasmagórico que desafia classificação biológica

Câmeras de alta resolução mergulharam a 9.100 metros de profundidade nas trincheiras oceânicas do Japão. O que registraram surpreendeu até os cientistas mais experientes.

A 8.336 metros, os equipamentos filmaram um peixe-caracol do gênero Pseudoliparis nadando e se alimentando normalmente.

É o novo recorde mundial de observação de um peixe vivo. O registro anterior era de 8.178 metros, na Fossa das Marianas.

A diferença é de 158 metros. Pode parecer pouco, mas nas profundezas abissais cada metro extra é um desafio extremo.

E não foi só isso. Ao lado do peixe, as câmeras captaram algo inesperado: uma criatura branca e fantasmagórica de classificação incerta.

Peixe-caracol branco translúcido filmado a 8.336 metros de profundidade no Japão
O peixe-caracol Pseudoliparis foi filmado a 8.336 metros — 158 metros além do recorde anterior — Imagem ilustrativa

Como o recorde foi batido

A equipe científica focou nas trincheiras de Izu-Ogasawara e Ryukyu, ao sul do Japão.

Câmeras autônomas foram enviadas a 9.100 metros. Resistem à pressão de mais de 900 atmosferas.

O peixe-caracol apareceu a 8.336 metros. Foi filmado em atividade — nadando e buscando alimento no sedimento.

A espécie pertence ao gênero Pseudoliparis, da família Liparidae. São peixes pequenos, gelatinosos e translúcidos.

Não possuem bexiga natatória. A pressão extrema impede esse órgão de funcionar nas profundezas.

Seus corpos são predominantemente água. Isso os torna maleáveis o suficiente para suportar pressões absurdas.

A criatura fantasmagórica que ninguém esperava

Junto ao peixe-caracol, as câmeras registraram um organismo branco, morfologia singular, nunca antes documentado.

Cientistas o classificaram provisoriamente como Animalia incerta sedis. Em latim, significa “animal de classificação incerta”.

A criatura não se encaixa em nenhum grupo zoológico conhecido. Sua aparência é fantasmagórica — branca, gelatinosa e sem forma definida.

Pode ser uma nova espécie, um novo gênero ou até uma nova família inteira. A análise genética ainda não foi realizada.

Descobertas como essa mostram que o fundo do oceano guarda mais segredos do que a superfície da Lua.

Criatura branca fantasmagórica de classificação incerta filmada nas profundezas do Japão
A criatura branca foi classificada como Animalia incerta sedis — animal de classificação desconhecida — Imagem ilustrativa

Os números do abismo

  • Profundidade do peixe: 8.336 metros
  • Recorde anterior: 8.178 metros (Fossa das Marianas)
  • Diferença: 158 metros
  • Câmeras enviadas a: 9.100 metros
  • Pressão nessa profundidade: mais de 900 atmosferas
  • Local: Fossa de Izu-Ogasawara, Japão

A 900 atmosferas, um ser humano seria esmagado instantaneamente. Os peixes-caracol evoluíram para prosperar ali.

Câmera autônoma de pesquisa descendo nas profundezas da fossa oceânica do Japão
Câmeras autônomas desceram a 9.100 metros nas trincheiras oceânicas japonesas — Imagem ilustrativa

Recorde impressionante, mas o oceano profundo guarda limitações

O registro é visual, feito por câmera. Nenhuma amostra física do peixe ou da criatura desconhecida foi coletada.

A classificação da criatura como incerta sedis significa que pode levar anos até que seja formalmente descrita.

As profundezas abissais são o ambiente menos explorado do planeta. Cada mergulho revela espécies nunca vistas.

Informações compiladas a partir de estudos sobre expedições nas trincheiras oceânicas do Japão e reportagens do O Cafezinho. Os dados podem ser atualizados com análises futuras.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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