Peixe-caracol do gênero Pseudoliparis filmado na fossa de Izu-Ogasawara supera recorde anterior em 158 metros — câmeras também registraram organismo branco e fantasmagórico que desafia classificação biológica
Câmeras de alta resolução mergulharam a 9.100 metros de profundidade nas trincheiras oceânicas do Japão. O que registraram surpreendeu até os cientistas mais experientes.
A 8.336 metros, os equipamentos filmaram um peixe-caracol do gênero Pseudoliparis nadando e se alimentando normalmente.
É o novo recorde mundial de observação de um peixe vivo. O registro anterior era de 8.178 metros, na Fossa das Marianas.
-
Helicóptero despeja 180 toneladas de areia e cascalho sobre rio da Suécia para tentar ressuscitar leito destruído por décadas de exploração, recriar berçários aquáticos e transformar pedras lançadas do céu em obra de recuperação ambiental
-
Empresa desenvolve smartphone retrô: traz câmera de 48 MP, tela de 3,25 polegadas desligada por padrão, teclado T9, áudio sem perdas e botão de privacidade para atrair quem deseja usar WhatsApp, mapas e transporte sem cair nas redes sociais
-
Sem diploma, fazendeiro chinês juntou chapas de aço, uma bateria e um motor usado, passou dez anos soldando nas madrugadas até lançar no rio da província de Anhui o Big Black Fish, um submarino artesanal de 5 toneladas capaz de mergulhar 8 metros com dois passageiros a bordo.
-
Adeus às tomadas e cabos: tecnologia de indução invisível transmite energia sem fio para liquidificadores, cafeteiras e airfryers, desliga os aparelhos automaticamente ao serem movidos e pode se tornar padrão nas cozinhas em apenas 2 anos
A diferença é de 158 metros. Pode parecer pouco, mas nas profundezas abissais cada metro extra é um desafio extremo.
E não foi só isso. Ao lado do peixe, as câmeras captaram algo inesperado: uma criatura branca e fantasmagórica de classificação incerta.

Como o recorde foi batido
A equipe científica focou nas trincheiras de Izu-Ogasawara e Ryukyu, ao sul do Japão.
Câmeras autônomas foram enviadas a 9.100 metros. Resistem à pressão de mais de 900 atmosferas.
O peixe-caracol apareceu a 8.336 metros. Foi filmado em atividade — nadando e buscando alimento no sedimento.
A espécie pertence ao gênero Pseudoliparis, da família Liparidae. São peixes pequenos, gelatinosos e translúcidos.
Não possuem bexiga natatória. A pressão extrema impede esse órgão de funcionar nas profundezas.
Seus corpos são predominantemente água. Isso os torna maleáveis o suficiente para suportar pressões absurdas.
A criatura fantasmagórica que ninguém esperava
Junto ao peixe-caracol, as câmeras registraram um organismo branco, morfologia singular, nunca antes documentado.
Cientistas o classificaram provisoriamente como Animalia incerta sedis. Em latim, significa “animal de classificação incerta”.
A criatura não se encaixa em nenhum grupo zoológico conhecido. Sua aparência é fantasmagórica — branca, gelatinosa e sem forma definida.
Pode ser uma nova espécie, um novo gênero ou até uma nova família inteira. A análise genética ainda não foi realizada.
Descobertas como essa mostram que o fundo do oceano guarda mais segredos do que a superfície da Lua.

Os números do abismo
- Profundidade do peixe: 8.336 metros
- Recorde anterior: 8.178 metros (Fossa das Marianas)
- Diferença: 158 metros
- Câmeras enviadas a: 9.100 metros
- Pressão nessa profundidade: mais de 900 atmosferas
- Local: Fossa de Izu-Ogasawara, Japão
A 900 atmosferas, um ser humano seria esmagado instantaneamente. Os peixes-caracol evoluíram para prosperar ali.

Recorde impressionante, mas o oceano profundo guarda limitações
O registro é visual, feito por câmera. Nenhuma amostra física do peixe ou da criatura desconhecida foi coletada.
A classificação da criatura como incerta sedis significa que pode levar anos até que seja formalmente descrita.
As profundezas abissais são o ambiente menos explorado do planeta. Cada mergulho revela espécies nunca vistas.
Informações compiladas a partir de estudos sobre expedições nas trincheiras oceânicas do Japão e reportagens do O Cafezinho. Os dados podem ser atualizados com análises futuras.

-
-
-
4 pessoas reagiram a isso.