A tarifa nas nove praças de pedágio da EPR Iguaçu, no oeste, sudoeste e centro do Paraná, sobe a partir da zero hora deste domingo (8), com aumentos de R$ 0,60 a R$ 1 para carro de passeio, depois de a ANTT aprovar a primeira revisão ordinária do contrato.
A autorização saiu na Decisão SUROD nº 1.846, de 3 de novembro, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (6). Ela vale para os 662,1 quilômetros de rodovias federais e estaduais da concessão.
Os trechos atingidos ficam na BR-163, na BR-277, na PR-182 e na PR-280. Para quem roda nessas estradas todos os dias, a conta muda já na primeira passagem de domingo.
Quanto passa a custar cada praça
Para veículos da categoria 1, que reúne automóveis, caminhonetes e furgões, a tarifa de Lindoeste, na BR-163, vai de R$ 18,10 para R$ 19,10, a mais cara das nove.
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Na BR-277, Prudentópolis passa de R$ 16,70 para R$ 17,70, Candói vai de R$ 16,10 para R$ 17,00 e Laranjeiras do Sul sobe de R$ 15,20 para R$ 16,10.
Ainda na BR-277, Cascavel passa de R$ 15,10 para R$ 16,00, Céu Azul vai de R$ 15,20 para R$ 16,00 e São Miguel do Iguaçu sobe de R$ 17,40 para R$ 18,40.
Nas rodovias estaduais, a praça de Ampére, na PR-182, passa de R$ 13,40 para R$ 14,20. Já a de Pato Branco, na PR-280, vai de R$ 11,00 para R$ 11,60, a menor tarifa da concessão.

Quem cruza a BR-277 inteira sente mais
Seis das nove praças ficam na BR-277. Somadas as tarifas novas, quem passar pelas seis numa mesma viagem, só de ida e de carro, paga R$ 101,20, contra R$ 95,70 até sábado.
São R$ 5,50 a mais por trecho. Na ida e na volta pelas mesmas seis praças, a diferença dobra para R$ 11 em relação ao que se pagava até este sábado.
O cálculo vale para quem paga a tarifa cheia. Quem usa TAG eletrônica tem descontos automáticos, o que reduz o valor final de cada passagem, como a ANTT explica na própria decisão.
De onde vem o aumento
Segundo a agência, a revisão aplicou o Índice de Reajustamento Tarifário de 1,17259, que leva em conta a variação de 5,76% do IPCA entre o início da cobrança de pedágio e setembro de 2026.
Também entrou na conta o chamado Fator C, um componente de ajuste previsto no contrato, que neste caso entrou com valor negativo de R$ 0,03403, conforme a decisão.
Depois disso, os valores passaram pelos arredondamentos previstos em contrato. Por isso o aumento em reais varia de praça para praça, mesmo com o mesmo índice aplicado a todas.
O percentual não é igual em todas as praças
Feita a conta sobre os valores publicados, a alta vai de cerca de 5,3% em Céu Azul a quase 6% em Prudentópolis. Em Cascavel e Ampére, o aumento também fica perto dos 6%.
Em Lindoeste e Candói, a correção fica em torno de 5,5%. Em Pato Branco, onde a tarifa é a menor, o acréscimo de R$ 0,60 representa cerca de 5,5% sobre o valor antigo.
Na prática, o motorista que passa por uma praça só sente diferença de centavos a um real. Quem viaja longe pela concessão acumula o aumento a cada cancela do caminho.
Caminhões e ônibus também pagam mais
A tabela divulgada pela ANTT traz apenas os valores da categoria 1. Os preços das demais categorias, como caminhões e ônibus, também são atualizados, segundo a agência.
Nesses casos, a nova tarifa sai dos multiplicadores previstos no contrato de concessão, que variam conforme o número de eixos do veículo. A conta, portanto, parte da mesma tarifa básica que subiu.
Para o transportador que cruza o oeste do estado com carga, o efeito se multiplica pelo número de eixos e de viagens no mês, e deve entrar no custo do frete.
O desconto da TAG continua
Quem tem TAG eletrônica mantém o Desconto Básico de Tarifa, que corta 5% do valor em todas as categorias de veículos, nas passagens consideradas elegíveis pela concessão.
Há ainda o Desconto de Usuário Frequente, para veículos leves. Ele reduz a tarifa de forma progressiva a partir da segunda passagem pelo mesmo ponto, no mesmo sentido e dentro do mesmo mês.
A partir da 30ª passagem elegível no mês, segundo a ANTT, aplica-se a tarifa mínima prevista até o fim daquele mês. Os dois descontos são automáticos e não exigem cadastro extra na concessionária.
Quem mais sente a mudança
O desconto progressivo pesa para quem mora numa cidade e trabalha em outra, cruzando a mesma praça duas vezes por dia. Sem TAG, esse motorista paga a tarifa cheia em todas as passagens.
Por isso, antes de domingo, vale conferir se o veículo tem TAG ativa e vinculada à placa certa. É ela que garante o desconto básico e o abatimento por uso frequente.
O ajuste chega poucos dias depois de outra mudança nas estradas do estado, onde caminhões poderão ser pesados sem parar, numa tecnologia cujo custo pode entrar na tarifa.
A concessionária tem de avisar antes
A decisão da ANTT obriga a EPR Iguaçu a dar ampla publicidade às novas tarifas antes do início da cobrança, para que os usuários possam se informar e se programar para os deslocamentos.
A agência informou ainda que a revisão segue os mecanismos previstos no contrato, que consideram a inflação e os demais componentes de cálculo da tarifa básica de pedágio.
O texto completo, com a tabela das nove praças, foi publicado no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres na sexta-feira (6).
Um real por cancela faz diferença?
Vejo esse reajuste como o tipo de aumento que passa quase despercebido numa praça só, mas que pesa no bolso de quem depende da BR-277 para trabalhar, estudar ou levar carga todo dia.
Seis cancelas numa mesma estrada transformam centavos em mais de cinco reais por viagem. Para o caminhoneiro, multiplicado pelos eixos, o número cresce bem mais rápido.
No fim, a TAG virou quase obrigatória para quem roda com frequência na região, porque é o único caminho para reduzir a tarifa cheia que começa a valer no domingo.
Você que passa pelas praças da EPR Iguaçu acha que R$ 1 a mais por cancela pesa no fim do mês?
