A decisão publicada em 3 de novembro de 2026 abre caminho para a implantação de balanças inteligentes nas rodovias administradas pela EPR Paraná. O sistema permitirá verificar o peso dos caminhões em movimento, mas ainda depende da apresentação e aprovação do projeto de engenharia.
A pesagem de caminhões em movimento poderá ganhar espaço nas rodovias do Paraná após uma autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida permite que a concessionária EPR Paraná desenvolva um projeto de balanças inteligentes capazes de verificar o peso dos veículos sem exigir paradas nos postos tradicionais de fiscalização.
A autorização consta da Decisão SUROD nº 1.805, de 27 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 3 de novembro. O documento estabelece prazo de 180 dias para a apresentação do projeto executivo e do orçamento certificado. anttlegis+1
Nova tecnologia permitirá pesar caminhões sem interromper a viagem
O equipamento previsto é conhecido como HS-WIM FULL (High Speed Weigh-in-Motion), sistema que utiliza sensores instalados no pavimento para medir o peso dos caminhões durante a circulação.
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A tecnologia permite identificar o peso total do veículo e a carga distribuída sobre os eixos, auxiliando a fiscalização de possíveis excessos.
Para transportadoras e caminhoneiros, a principal mudança está na possibilidade de realizar a pesagem sem o procedimento tradicional de entrada em uma balança estática. A medida pode reduzir interrupções operacionais e tornar a fiscalização mais contínua.
ANTT estabelece prazo de 180 dias e exige precisão dos equipamentos
A decisão determina que a EPR Paraná apresente um projeto executivo de engenharia acompanhado de orçamento inspecionado e certificado.
Os equipamentos deverão atender à classe de exatidão 1A estabelecida pela Portaria Inmetro nº 375/2013, considerando a velocidade operacional das rodovias.
A autorização, porém, não significa que as balanças já poderão começar a funcionar. O documento trata da elaboração do projeto, que ainda precisará passar pela análise técnica da ANTT antes das próximas etapas de implantação.
Custos da tecnologia poderão entrar na revisão do pedágio
Um dos pontos mais relevantes da decisão envolve o financiamento da nova estrutura de fiscalização.
A ANTT prevê a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, por meio de revisão extraordinária da tarifa de pedágio, após o aceite do projeto executivo e do orçamento.
Isso abre a possibilidade de reflexos tarifários futuros, mas não representa um reajuste imediato. O documento também não fixa o valor do investimento nem estabelece quanto os motoristas eventualmente pagariam.
A distinção é importante: uma tecnologia criada para modernizar a fiscalização rodoviária também exige investimentos cuja remuneração será analisada no âmbito do contrato de concessão.
A próxima etapa será a entrega da documentação pela EPR Paraná e sua avaliação pela agência reguladora. Somente depois será possível avançar sobre a implantação do sistema e seus impactos financeiros.
