Sistema Sipap evolui desde 2020, dispara em volume de transações e estabelece novo padrão de pagamentos digitais no Paraguai
O chamado “Pix do Paraguai”, conhecido como Sipap, vem ganhando destaque ao permitir transferências instantâneas no país vizinho.
Além disso, o sistema autoriza operações de até G$ 10 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 7,8 mil, ampliando seu alcance entre usuários.
Desde 2020, conforme dados do próprio sistema Sipap, o crescimento foi expressivo.
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Naquele ano, a média mensal era de 680 mil operações, enquanto, em março de 2023, esse volume saltou para 52 milhões de transações mensais.
Esse avanço reforça a rápida adoção do modelo no Paraguai.
Ao mesmo tempo, o sistema passou por melhorias estruturais importantes ao longo desse período.
Evolução do sistema e operação contínua
Inicialmente, o Sipap funcionava apenas durante o horário bancário, o que limitava sua utilização no dia a dia.
Posteriormente, o sistema passou a operar de forma contínua, funcionando 24 horas por dia.
Agora, tanto pessoas físicas quanto empresas realizam pagamentos em tempo real a qualquer momento.
Consequentemente, a agilidade nas transações aumentou e, ao mesmo tempo, reduziu-se a dependência de processos tradicionais.
Requisitos para utilizar o Sipap no Paraguai
Para acessar o sistema, os usuários precisam cumprir exigências específicas.
Primeiramente, é necessário possuir documentação paraguaia, mesmo que seja de residência provisória.
Além disso, é obrigatório abrir conta em uma instituição financeira registrada legalmente no Paraguai.
Dessa forma, o modelo garante segurança e legalidade nas operações financeiras.
Segundo o economista Aníbal Insfrán, o Sipap contribui diretamente para a inclusão financeira no país.
Nesse contexto, muitas pessoas sem conta bancária são atendidas por cooperativas financeiras integradas ao sistema.
Impactos na inclusão financeira e na economia
Com isso, o sistema amplia a bancarização da população, ao mesmo tempo em que facilita o acesso a serviços financeiros.
Além disso, ao permitir pagamentos instantâneos, o Sipap reduz atrasos nas operações.
Consequentemente, há também uma diminuição na circulação de dinheiro físico.
Dessa maneira, a segurança das transações tende a aumentar dentro do ambiente financeiro.
Uso do Pix brasileiro no Paraguai exige cautela
Enquanto o Sipap avança localmente, brasileiros que visitam o Paraguai conseguem utilizar o Pix em cidades como Ciudad del Este e Assunção.
Isso ocorre por meio de parcerias com fintechs e instituições locais, especialmente em grandes lojas.
No entanto, algumas operações não oferecem o mesmo nível de proteção.
Principalmente quando envolvem chaves de terceiros fora do sistema financeiro paraguaio, os riscos aumentam.
Nesses casos, as autoridades paraguaias não conseguem intermediar devoluções.
Portanto, os consumidores devem agir com atenção ao utilizar essas alternativas.
Diante desse cenário, o crescimento do Sipap levanta uma questão relevante sobre o futuro dos pagamentos digitais na região.
