Falha pontual no aplicativo do Itaú Unibanco afetou transferências, pagamentos e recebimentos via Pix durante a manhã de quinta (19/02), segundo usuários, Downdetector e posicionamento oficial do banco
Uma instabilidade no Pix do Itaú Unibanco marcou a rotina de clientes logo nas primeiras horas do dia. Inicialmente, usuários relataram dificuldades para realizar transferências, pagamentos e recebimentos pelo aplicativo. Como consequência, o sistema de pagamentos instantâneos foi temporariamente suspenso para parte da base.

De acordo com o Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços digitais, os primeiros picos de reclamações surgiram por volta das 10h. Em poucos minutos, centenas de registros passaram a indicar mensagens de erro, lentidão e falhas de acesso. Além disso, a maioria dos relatos apontava que o problema estava concentrado no sistema do próprio banco, e não na infraestrutura nacional do Pix.
Instabilidade foi concentrada no aplicativo do banco
Conforme publicações no X (antigo Twitter), clientes relataram transtornos em situações cotidianas. Entre elas, estavam pagamentos de contas com vencimento no dia, transferências consideradas urgentes e compras que dependiam do Pix. Dessa forma, a rotina financeira de diversos usuários foi impactada de maneira imediata.
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O Pix, criado e administrado pelo Banco Central do Brasil desde 16 de novembro de 2020, consolidou-se como principal meio de pagamento no país. Por isso, qualquer interrupção, mesmo temporária, tende a gerar repercussão direta entre consumidores e empresas. No episódio em questão, a instabilidade foi associada ao ambiente digital do Itaú, conforme indicavam os próprios relatos registrados ao longo da manhã.
Itaú reconhece instabilidade pontual e aciona equipes técnicas
Em resposta às marcações nas redes sociais, o Itaú Unibanco informou que estava ciente da falha. Além disso, declarou que equipes técnicas foram acionadas para corrigir o problema “o mais rápido possível”. Posteriormente, ao ser procurado por veículos de imprensa, o banco confirmou a ocorrência de uma “instabilidade pontual”.
Segundo a nota oficial, uma parcela da base de clientes foi afetada durante o período da manhã. A instituição pediu desculpas pelos transtornos. Ao mesmo tempo, reforçou que trabalha para normalizar completamente o serviço. No entanto, até o fim da manhã, não havia sido informado um prazo oficial para a estabilização total do sistema.
Reclamações permaneceram elevadas e debate foi reacendido
Enquanto isso, o volume de queixas no Downdetector seguia elevado. Isso indicava que a suspensão não foi resolvida de forma imediata. Assim, o episódio reacendeu discussões sobre a crescente dependência do Pix como ferramenta central nas transações financeiras brasileiras.
Desde o lançamento oficial pelo Banco Central, em novembro de 2020, o sistema passou a ser amplamente utilizado em pagamentos, transferências e compras. Portanto, qualquer falha operacional impacta diretamente a rotina de consumidores. Além disso, situações como essa demonstram como instabilidades técnicas são rapidamente amplificadas nas redes sociais.
Embora classificada como pontual pelo banco, a ocorrência afetou operações consideradas essenciais no dia a dia. Enquanto o Itaú atua para restabelecer plenamente o serviço, clientes seguem aguardando a completa normalização do Pix no aplicativo.
Diante desse cenário, como as instituições financeiras devem equilibrar expansão digital e estabilidade técnica para garantir confiança contínua dos usuários?

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