Assessoria da ginasta confirmou o óbito neste domingo (28/6), mas pediu respeito à privacidade da família, que optou por não revelar detalhes sobre as causas da morte do pai de Rebeca
Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, no portal Metrópoles, publicadas em 29 de junho de 2026, a família da ginasta Rebeca Andrade está de luto. Ricardo Andrade, pai da atleta, morreu no fim de semana. O falecimento foi anunciado no domingo (28/6) pela irmã da ginasta, Elisama, por meio das redes sociais.
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Descanse em paz, pai”, escreveu Elisama, em uma despedida pública ao pai.
Procurada pela imprensa, a assessoria de Rebeca Andrade confirmou a morte, mas optou por não fornecer mais detalhes sobre as circunstâncias do falecimento, informando apenas que a ginasta deseja manter essa perda no âmbito pessoal. Diante disso, não há, até o momento, informações oficiais sobre idade, causa da morte ou local em que Ricardo Andrade estava no momento do falecimento — e é importante respeitar esse silêncio solicitado pela família.
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Uma despedida que chega dias após o retorno de Rebeca às competições
A notícia da morte de Ricardo Andrade chega em um momento de contraste emocional na carreira da ginasta. Há poucos dias, Rebeca Andrade havia conquistado a medalha de ouro na final do salto do Pan-Americano de ginástica artística do Rio, disputado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. A competição marcou justamente o retorno da atleta às disputas oficiais, depois de uma pausa de quase dois anos, motivada pela necessidade de cuidar da própria saúde física e mental após os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Na ocasião, Rebeca foi a última a se apresentar no aparelho e garantiu o topo do pódio com média de 14,266 pontos. No primeiro salto, fez a maior nota da final, 14,433; na segunda execução, cometeu um pequeno desvio na linha de chegada e recebeu 13,700. A medalha de prata ficou com a canadense Lia Monica, que somou 14,249, seguida pela americana Claire Pease, bronze com 13,916.
Antes da final, Rebeca já havia ajudado o Brasil a garantir vaga no Mundial
Além do resultado individual no domingo da final, Rebeca Andrade também havia participado, na quarta-feira anterior, das etapas classificatórias da competição. Na ocasião, obteve nota de 14,533 no salto e ajudou a equipe feminina brasileira a conquistar a medalha de prata na disputa por equipes — resultado que assegurou à seleção brasileira a classificação para o Mundial de Ginástica Artística de 2026, que será disputado em Roterdã, na Holanda.
Ainda nesta semana, antes do anúncio da morte do pai, Rebeca havia usado as redes sociais para refletir sobre o próprio retorno às competições. “Independentemente do resultado, já celebrava este momento. Porque voltar é um ato de coragem. E eu estava pronta para viver cada segundo dele”, publicou a medalhista, na ocasião.
Diante desse cenário, a notícia da morte de Ricardo Andrade marca um momento de dor que se soma, de forma inevitável, a uma fase que vinha sendo descrita pela própria atleta como de superação e reconstrução. Por ora, cabe respeitar o pedido da família por privacidade e acompanhar, com discrição, os próximos posicionamentos públicos de Rebeca Andrade sobre o assunto, caso ela decida se manifestar.
