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Os irmãos Batista, donos da JBS, têm fortuna estimada em R$ 30,5 bilhões cada, controlam mais de 50 marcas que vão de Friboi e Seara até PicPay, Neutrox e Minuano, operam em mais de 180 países e fizeram as operações do porto de Itajaí dispararem 330% em menos de dois anos

Publicado em 12/05/2026 às 15:48
Atualizado em 12/05/2026 às 15:53
Os irmãos Batista, donos da JBS, têm fortuna estimada em R$ 30,5 bilhões cada e controlam mais de 50 marcas como Friboi, Seara, PicPay, Neutrox e Minuano. Eles operam em mais de 180 países e fizeram o porto de Itajaí crescer 330%.
Os irmãos Batista, donos da JBS, têm fortuna estimada em R$ 30,5 bilhões cada e controlam mais de 50 marcas como Friboi, Seara, PicPay, Neutrox e Minuano. Eles operam em mais de 180 países e fizeram o porto de Itajaí crescer 330%.
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Os irmãos Batista, Wesley e Joesley, herdeiros do fundador da JBS, comandam um império que reúne mais de 50 marcas em setores que vão da carne ao banco digital, do detergente à energia, com presença em mais de 180 países, mais de 270 mil colaboradores e uma fortuna estimada pela Forbes em R$ 30,5 bilhões para cada um dos dois.

Segundo informações do NSC, quando se fala nos irmãos Batista, a primeira associação que vem à cabeça é a JBS e suas marcas de carne como Friboi e Seara. Mas o império construído por Wesley, de 53 anos, e Joesley, de 54, vai muito além do frigorífico. Através da holding J&F Investimentos, os dois controlam mais de 50 marcas que abrangem proteínas animais, agronegócio, energia, comunicação, serviços financeiros, higiene pessoal, produtos de limpeza e operações portuárias. O detergente Minuano que está na sua pia, o PicPay no seu celular e o Neutrox no seu cabelo pertencem ao mesmo grupo que abate milhões de cabeças de gado por ano.

A escala do negócio dos irmãos Batista é difícil de dimensionar em uma única frase. A JBS, carro-chefe da holding, possui mais de 250 unidades produtivas ao redor do mundo, presença comercial em mais de 180 países e um quadro de mais de 270 mil colaboradores. Só no Brasil são cerca de 158 mil profissionais distribuídos em mais de 130 fábricas, escritórios, centros de distribuição e lojas Swift. De acordo com a Forbes, a fortuna de cada um dos irmãos está estimada em 5,4 bilhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 30,5 bilhões na cotação atual. A revista chegou a considerá-los uma das duplas de irmãos mais ricas do Brasil em 2024.

De Goiás para o mundo: a origem dos irmãos Batista

Os irmãos Batista nasceram em Goiás e são herdeiros de José Batista Sobrinho, conhecido como “Zé Mineiro”, o empresário que fundou a JBS. O que começou como um negócio regional de abate de gado no interior goiano se transformou, em pouco mais de três décadas, na maior empresa de proteínas animais do planeta. A expansão foi agressiva, baseada em aquisições internacionais que colocaram a JBS no topo do mercado global de carnes.

Atualmente, os irmãos Batista comandam a empresa juntos, com Joesley na posição de presidente do conselho da J&F Investimentos. A trajetória dos dois não foi linear: em 2017, ambos estiveram no centro de um escândalo de delação premiada que envolveu políticos de alto escalão e abalou o cenário político brasileiro. Após acordo com a Justiça, pagamento de multas bilionárias e um período de afastamento, os Batista retomaram o comando dos negócios e continuaram expandindo o grupo em novas direções.

Mais de 50 marcas: o que os irmãos Batista controlam além da carne

A lista de marcas sob o guarda-chuva dos irmãos Batista surpreende pela diversidade. Na área de proteínas animais, que é o coração do grupo, estão Friboi, Seara, Swift, Bordon, Maturatta, Pilgrim’s, Moy Park, Richmond e dezenas de outras que operam em diferentes países e segmentos, desde carnes in natura até alimentos prontos para consumo, congelados e produtos vegetais da linha Incrível.

Fora do setor alimentício, o portfólio é igualmente extenso. O PicPay, uma das maiores carteiras digitais do Brasil, pertence ao grupo. O Banco Original opera no segmento financeiro. O Canal Rural cobre o agronegócio na televisão. A Flora, empresa de higiene e limpeza, fabrica marcas como Minuano, Neutrox, Francis, Kolene, Albany, Phytoderm e Mat Inset. A Âmbar Energia atua na geração, comercialização e distribuição de energia. A Eldorado Brasil é uma gigante da celulose. E a LHG Mining opera no setor de mineração. Para o consumidor comum, é quase impossível passar um dia inteiro sem usar algum produto ligado aos irmãos Batista.

O porto de Itajaí e o salto de 330%

O porto de Itajaí, no litoral Norte de Santa Catarina. Foto: IBL/Reprodução

Uma das operações mais recentes e impressionantes dos irmãos Batista acontece em Santa Catarina. Desde 2024, a JBS Terminais comanda o terminal de contêineres do complexo portuário de Itajaí, e em menos de dois anos as operações dispararam 330%. O crescimento transformou o terminal em um dos pontos de maior movimentação da região Sul, beneficiando não apenas os negócios próprios do grupo, mas toda a cadeia logística que depende do porto para exportar e importar mercadorias.

A entrada da JBS na operação portuária de Itajaí faz sentido estratégico quando se considera que o grupo é um dos maiores exportadores do Brasil. Controlar a infraestrutura de escoamento reduz custos de frete, acelera prazos de embarque e elimina a dependência de operadores terceiros. Para uma empresa que exporta carne para mais de 180 países, ter um terminal portuário próprio é o equivalente a ter rodovias exclusivas ligando as fábricas ao navio. O salto de 330% nas operações indica que a JBS não apenas otimizou seus próprios embarques, mas atraiu novos clientes para o terminal.

R$ 30,5 bilhões cada: o tamanho da fortuna

A Forbes estima a fortuna de cada um dos irmãos Batista em 5,4 bilhões de dólares, o que na cotação atual do real equivale a aproximadamente R$ 30,5 bilhões por irmão. Somando as duas fortunas, o patrimônio combinado ultrapassa R$ 61 bilhões, colocando os Batista entre as famílias mais ricas do Brasil e do setor alimentício global. Essa riqueza é sustentada não apenas pela JBS, mas pelo conjunto de empresas da J&F Investimentos, que gera receita em múltiplos setores e moedas.

O que diferencia os irmãos Batista de outros bilionários brasileiros é a amplitude do portfólio. Enquanto muitas fortunas nacionais estão concentradas em um único setor, como bancos, mineração ou varejo, os Batista diversificaram agressivamente para energia, finanças digitais, celulose, mídia, mineração e logística portuária. Essa diversificação reduz a exposição a crises setoriais e cria múltiplas fontes de receita que se complementam. Se o preço da carne cai, a celulose pode subir. Se o varejo físico desacelera, o PicPay pode compensar.

A JBS em números: a máquina por trás do império

A JBS, empresa que deu origem a todo o conglomerado dos irmãos Batista, é a maior produtora de proteínas animais do planeta. A companhia possui mais de 250 unidades produtivas em diversos países, comercializa seus produtos em mais de 180 mercados e emprega mais de 270 mil pessoas globalmente. O portfólio inclui carnes in natura, produtos congelados, alimentos prontos para consumo, couros, biodiesel, colágeno, envoltórios naturais, embalagens metálicas, transporte, reciclagem e gestão de resíduos.

No Brasil, a operação da JBS reúne cerca de 158 mil profissionais em mais de 130 unidades, entre fábricas, escritórios, centros de distribuição e lojas Swift. Marcas como Friboi e Seara dominam as gôndolas dos supermercados brasileiros, enquanto Pilgrim’s, Moy Park e Richmond lideram em mercados internacionais. A escala de operação permite à JBS negociar com governos, influenciar cadeias de suprimentos globais e determinar preços em mercados onde é a maior compradora ou fornecedora. Para os irmãos Batista, a JBS é ao mesmo tempo o negócio mais antigo e o mais lucrativo do grupo.

Um império que vai do frigorífico ao seu celular

Os irmãos Batista construíram a partir de um frigorífico em Goiás um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil. Mais de 50 marcas, presença em mais de 180 países, mais de 270 mil colaboradores, operações portuárias com crescimento de 330% e uma fortuna de R$ 30,5 bilhões cada compõem um retrato que poucos brasileiros conhecem por completo. Da carne no prato ao detergente na pia, do banco no celular à energia na tomada, é difícil passar um dia sem cruzar com alguma marca dos Batista.

Você sabia que tantas marcas diferentes pertencem aos irmãos Batista? Conte nos comentários qual marca da lista mais surpreendeu você, se já usou algum produto sem saber que era do grupo e o que pensa sobre um único conglomerado estar presente em tantos setores da economia brasileira. Queremos ouvir a sua opinião.

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Leandro
Leandro
20/05/2026 08:03

Tinha quer ter vergonha , e devolver boa parte pro brasil

Lourival
Lourival
17/05/2026 15:49

Com a complacência de um governo sem ética , não deve ser tão difícil se ascender .

Leo
Leo
Em resposta a  Lourival
17/05/2026 16:38

Concordo: Sim, a JBS continuou a crescer e obteve lucros significativos durante o governo Bolsonaro (2019-2022), impulsionada pela alta dos preços dos alimentos e contratos de fornecimento. A empresa, maior produtora de proteína **** do mundo, viu seus lucros aumentarem, com destaque para mais de R$ 47 milhões em contratos com o governo federal para fornecer carne às Forças Armadas

Jucelia
Jucelia
17/05/2026 11:10

Gostei de saber mais sobre a JBS.
Eu li tudo, mas nem sempre temos condições de ficar lendo notícias com texto tão grande assim por conta da falta de tempo .
Achei esta matéria com conteúdo muito repetitivo e extenso desnecessariamente.
Com certeza seria mais atrativa se fosse direita e menos prolixa.
Fica a dica para as próximas 🙌🏼

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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