Em vídeo real, uma fazenda reage aos ataques de onça usando vaca Guzerá com sinos de alerta como espanta onça para proteger bezerros até o Ibama atuar.
Na zona de mata, uma fazenda reage a uma sequência de ataques de onça que já teria levado entre 30 e 40 bezerros escolhendo uma vaca Guzerá mais brava, furando o chifre e instalando dois sinos de alerta para tentar proteger a bezerrada durante a noite. A ideia é simples e emergencial: usar o barulho da “madrinha” mais corajosa para assustar o predador até que o Ibama consiga intervir na região.
O caso foi mostrado em vídeo pelo canal de manejo de gado e casqueamento, que chegou à propriedade de seu Walter justamente para ajudar a encontrar uma solução provisória. Enquanto a onça continua rondando o pasto e os bezerros pequenos seguem vulneráveis, a fazenda reage com criatividade, conhecimento de campo e apoio técnico, copiando práticas usadas em outras regiões até que chegue uma resposta oficial dos órgãos ambientais.
Onça leva dezenas de bezerros e fazenda reage para proteger o rebanho
Segundo o relato, o problema começou a ficar grave quando o dono da propriedade percebeu que uma onça já havia levado mais de 30 a 40 bezerros pequenos, enquanto os garrotes mais crescidos estavam sendo mantidos em um lote separado justamente por causa do risco.
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Os ataques acontecem principalmente à noite, perto da mata, no momento em que as vacas vão mais para o fundo do pasto com os filhotes.
Diante do prejuízo crescente, a fazenda reage separando seis vacas Guzerá consideradas as “madrinhas” do rebanho, isto é, as vacas mais protetoras, que costumam ficar à frente do grupo e enfrentar possíveis ameaças.
A missão do time no curral era escolher uma delas para carregar dois sinos no chifre, atuando como espécie de guarda de alerta para toda a bezerrada.
Como a fazenda reage: escolha da vaca Guzerá mais corajosa

No curral, o capataz separa as seis vacas Guzerá da propriedade, todas de linhagem indiana, conhecidas pela rusticidade e pela coragem.
A partir daí, começa a seleção fina. Eles observam chifre, postura e comportamento de cada animal até decidir qual vaca vai receber os sinos.
A fazenda reage priorizando a vaca mais corajosa e mais atenta ao redor, aquela que se mostra mais “de frente” para o perigo.
No vídeo, o time destaca uma Guzerá de “cara preta”, com chifre mais aberto e curvado, considerada a mais brava do lote e com perfil ideal para encarar uma onça e, ao mesmo tempo, carregar o sino sem tanto desconforto.
A escolha não é aleatória. Além de ser uma vaca rápida, que acompanha bem o rebanho, o formato de chifre deve permitir que o sino se encaixe melhor, evitando balanço exagerado e risco de machucar ou incomodar demais o animal.
Casqueamento e preparo da vaca antes dos sinos
Antes de furar o chifre e pendurar os sinos, a fazenda reage cuidando da vaca escolhida. No tronco, a equipe faz um casqueamento rápido, ajustando mãos e pés para dar mais conforto e segurança ao animal, que será ainda mais exigido no pasto, andando à frente do grupo.
O apresentador ressalta que primeiro vem o bem estar da vaca, depois o experimento com a cineta, até porque será ela quem vai “trabalhar” para proteger os bezerros.
Durante o processo, a equipe usa produtos específicos para fortalecer cascos e tratar brocas, abrindo espaço para aplicação e protegendo a saúde do animal.
Essa etapa mostra que a fazenda reage não apenas com improviso, mas também com técnica, combinando conhecimento de casqueamento e manejo com uma solução prática para espantar a onça sem ferir a vaca.
Furo no chifre e instalação dos sinos de alerta
Com a vaca já contida no brete, chega o momento mais delicado: furar o chifre. A fazenda reage com cuidado ao escolher exatamente a região onde não há sensibilidade, usando uma broca fina para atravessar só a parte oca, sem pegar o “vivo” do chifre.
Para acalmar a Guzerá, a equipe coloca um pano sobre a cabeça, reduzindo estímulos visuais e ajudando a vaca a ficar mais tranquila.
O próprio time reforça, no vídeo, que o furo é feito em um ponto sem dor e sem risco para o animal, apenas o suficiente para passar o cabo de aço que segura a cineta.
Depois, são instalados dois sinos, um em cada chifre. A escolha é por sinos grandes, com som forte o bastante para funcionar como alerta de verdade, não apenas um barulhinho discreto.
A equipe comenta que a ideia foi inspirada em experiências do Pantanal, onde o uso de sino em gado já se mostrou eficiente em alguns casos de predadores.
Teste do “espanta onça” e primeiros passos no pasto
Com o casqueamento feito e os sinos instalados, a vaca é solta novamente. Os primeiros minutos são de agitação, barulho alto e muita movimentação, o que é esperado logo após o procedimento.
A fazenda reage observando com atenção como a Guzerá se adapta ao novo equipamento, já planejando soltá-la de volta com o rebanho assim que ela estiver mais calma.
Quando a vaca anda mais devagar, o som dos sinos fica mais ritmado, lembrando até um sino de igreja, como brincam no vídeo.
A expectativa é que, na hora em que a onça se aproximar da bezerrada durante a noite, a vaca corajosa vá para cima, fazendo barulho suficiente para espantar o predador e avisar o restante do rebanho.
A equipe reforça que se trata de uma medida provisória e de emergência, um “espanta onça” temporário enquanto a fazenda segue em contato com o Ibama e aguarda uma solução definitiva para o caso, como a captura do animal ou outra forma de manejo legal.
Medida emergencial até o Ibama chegar: limite entre proteção e manejo oficial
Ao longo do relato, fica claro que a fazenda reage tentando proteger os bezerros sem partir para ações ilegais contra a onça, optando por uma solução de barulho e proteção ativa em vez de confronto direto com o animal silvestre.
O time comenta que o proprietário já está em contato com o Ibama e espera que uma equipe vá até a área para avaliar a situação e propor uma saída técnica para a presença do predador.
Enquanto isso, o objetivo é reduzir as perdas com o mínimo de risco possível para o gado e para a própria onça, usando a vaca Guzerá como aliada no campo.
No final, a imagem que fica é a de uma propriedade que não espera parada. Entre bezerros de cerca de 60 dias, mata fechada, cipó e noites de tensão, a fazenda reage com o que tem à mão, conhecimento prático e parceria de quem vive o dia a dia da pecuária e do manejo de gado.
E você, o que acha dessa solução emergencial com a vaca “espanta onça”: é uma forma inteligente de proteger o rebanho até o Ibama chegar ou você teria outra ideia para uma fazenda reage em casos de ataque de onça?


O fazendeiro invadiu o habitat da onça e não quer pagar um bônus de alguns bezerros para compensar o mal que fez.
Serve também para espantar cobra
…dividir espaço(cada vez menor) com ****..difícil solução.coitada da onça..acreditamos num
final feliz.