Segundo o NSC, o muro subterrâneo de proteção costeira em Balneário Camboriú ultrapassou 50% de execução na região da Barra Sul, enquanto a reurbanização da orla da Praia Central avança em ritmo mais acelerado do que o esperado com várias frentes simultâneas que incluem paisagismo, novo calçadão e estruturas comerciais na cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil.
O muro subterrâneo que protegerá a faixa de areia da Praia Central contra a erosão marinha já ultrapassou a marca de 50% de execução na região da Barra Sul, em Balneário Camboriú. Os trabalhos chegaram às proximidades do Molhe da Barra Sul, onde tapumes foram instalados na última sexta-feira (8) para o início de uma nova fase da intervenção. A estrutura faz parte de um projeto maior de reurbanização da orla que já ultrapassou 20% do total previsto em contrato e que, segundo a prefeitura, avança mais rápido do que o cronograma original previa.
Enquanto o muro subterrâneo ganha forma sob a areia, a superfície da Avenida Atlântica também se transforma. Equipes trabalham simultaneamente em paisagismo, plantio de árvores, preparação da base do novo calçadão e implantação de estruturas para pontos comerciais ao longo da orla. O projeto contempla uma transformação completa da Praia Central, incluindo jardim linear, pista de corrida, espaços de micromobilidade, 61 quiosques e áreas dedicadas a esportes, lazer e convivência. Para a cidade que ostenta o metro quadrado mais caro do Brasil, a obra representa a maior intervenção urbanística das últimas décadas.
O que é o muro subterrâneo e para que serve

O muro subterrâneo de proteção costeira é uma estrutura de contenção instalada abaixo do nível da areia com a função de impedir que o mar avance sobre a faixa de praia e danifique os equipamentos públicos da orla. Em Balneário Camboriú, essa proteção é especialmente crítica porque a faixa de areia da Praia Central foi ampliada artificialmente em 2021, quando milhões de metros cúbicos de sedimento foram dragados do fundo do mar e depositados na costa. Sem o muro subterrâneo, essa areia estaria exposta à ação das ondas e das correntes, com risco de ser devolvida ao mar em poucos anos.
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O muro subterrâneo funciona como uma barreira invisível que garante durabilidade ao alargamento da praia. Na superfície, nada será visível: a estrutura ficará completamente enterrada sob a areia e o calçadão. Mas sua presença é o que permitirá que a nova orla, com suas árvores, playgrounds e academias, exista sem o risco constante de erosão comprometer as fundações dos equipamentos. É uma obra que o público não vê, mas da qual depende tudo o que será construído por cima.
O ritmo acelerado das obras na orla

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Carlos Humberto Silva, a reurbanização da orla da Praia Central está avançando em ritmo mais acelerado do que o esperado. Com mais de 20% do contrato total executado, as equipes trabalham em diversas frentes simultâneas, desde a construção do muro subterrâneo na Barra Sul até a preparação do novo piso do calçadão no trecho 1, na altura da Rua 3920. Testes já estão sendo realizados com o modelo de piso em concreto intertravado que será utilizado em toda a extensão da orla.
No trecho entre as ruas 4400 e 4600, equipes trabalham na implantação das estruturas destinadas a pontos de venda de milho e churros, serviços de base e infraestrutura que farão parte do novo perfil comercial da praia. A complexidade da obra exige coordenação entre diferentes especialidades, da engenharia costeira à arquitetura paisagística, e cada frente de trabalho precisa avançar de forma sincronizada para que o resultado final seja coerente. O fato de o cronograma estar adiantado é considerado pela prefeitura como indicador positivo da gestão do projeto.
1.820 árvores e um jardim linear na beira do mar
A transformação da orla de Balneário Camboriú não se limita ao muro subterrâneo e ao calçadão. O projeto de paisagismo prevê o plantio de 1.820 árvores ao longo da Praia Central, o equivalente a uma árvore a cada 137 metros quadrados de área reurbanizada. As espécies escolhidas incluem sombreiros, vegetação nativa, arbustos e palmeiras, selecionadas pela resistência ao ambiente costeiro e pela capacidade de oferecer sombra aos frequentadores da praia.
Um jardim linear percorrerá a extensão da orla, acompanhado por canteiros drenantes que ajudam a absorver a água da chuva e reduzir o escoamento superficial. Para uma cidade que enfrenta problemas de drenagem urbana agravados pela verticalização intensa, esses jardins drenantes cumprem função técnica além da estética. O paisagismo atual da orla, com poucas árvores e grandes extensões de concreto exposto ao sol, será substituído por um ambiente onde vegetação e infraestrutura urbana se integram de forma planejada.
Playgrounds, academias, dog parks e pontos de surfe
Os números do projeto de reurbanização revelam a ambição da transformação que Balneário Camboriú planeja para sua Praia Central. Serão 12 playgrounds com 53 brinquedos distribuídos ao longo da orla, seis espaços dedicados a pets, 10 canchas de bocha, quatro academias assistidas e 16 pontos de alongamento. A diversidade de equipamentos busca atender perfis diferentes de público, de crianças a idosos, de turistas a moradores que utilizam a orla diariamente.
O projeto também inclui dois pontos de apoio ao surfe, localizados no Pontal Norte e na altura da Rua 1101, reconhecendo que Balneário Camboriú possui uma comunidade ativa de surfistas que utiliza a praia regularmente. Além disso, 61 quiosques padronizados substituirão as estruturas comerciais atuais, e três ranchos de pesca preservarão a tradição pesqueira que existe na cidade desde antes do boom imobiliário. A via de serviços planejada para a orla separará o fluxo de veículos de manutenção do espaço destinado a pedestres e ciclistas.
O muro subterrâneo que sustenta a nova Balneário Camboriú
A reurbanização da orla da Praia Central é a face visível de uma transformação que começa debaixo da areia. O muro subterrâneo de proteção costeira, que já ultrapassou 50% de execução na Barra Sul, é a fundação sobre a qual todo o restante do projeto se apoia. Sem essa estrutura, os playgrounds, as árvores, os quiosques e o calçadão estariam construídos sobre uma base vulnerável à erosão. Com ela, Balneário Camboriú aposta que a nova orla resistirá às décadas de maré e intempéries que virão.
Você acompanha as obras da nova orla de Balneário Camboriú? Conte nos comentários o que acha do projeto, se já visitou a cidade durante as obras e qual equipamento da nova Praia Central mais chama a sua atenção: os playgrounds, os dog parks, as academias ou os pontos de surfe. Queremos saber a sua opinião sobre essa transformação.

Podem fazer muros para cima para baixo que não vão vencer a força da natureza
O Dog
Lugar mais brega e de mau gosto que já vi. Coisa de gente endinheirada cafona