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O porta-aviões de US$ 6,2 bilhões, 2 reatores nucleares, 333 metros de comprimento e uma história que começa na Segunda Guerra Mundial; conheça  USS George H.W. Bush, o maior e mais avançado porta-aviões da classe Nimitz

Publicado em 04/05/2026 às 14:47
Atualizado em 04/05/2026 às 14:50
O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.
O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra. Fonte: USN.
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O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.

Com 333 metros de comprimento, dois reatores nucleares a bordo e capacidade para operar até 90 aeronaves simultaneamente, o USS George H.W. Bush (CVN-77) é o décimo e último superporta-aviões da classe Nimitz da Marinha dos Estados Unidos.

Construído pelo estaleiro Northrop Grumman, em Newport News, na Virgínia, entre 2003 e 2009, o navio custou US$ 6,2 bilhões e foi batizado em homenagem ao 41º presidente americano — um ex-aviador naval que sobreviveu a ser abatido sobre o Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Desde sua comissionamento, em 10 de janeiro de 2009, o navio opera a partir do porto de Norfolk, na Virgínia.

O presidente que virou piloto de guerra

A escolha do nome não é apenas política — é profundamente simbólica. George H.W. Bush recebeu suas asas de aviador naval e sua patente em 9 de junho de 1943, três dias antes de completar 19 anos, tornando-se um dos pilotos mais jovens da história da Marinha americana.

Entre agosto de 1943 e setembro de 1945, ele pilotou bombardeiros torpedeiros a partir do USS San Jacinto no Teatro de Operações do Pacífico. Em 2 de setembro de 1944, durante uma missão de ataque, seu avião foi atingido por fogo antiaéreo japonês. Bush sobreviveu ao ser resgatado pelo submarino USS Finback.

Por sua atuação em combate, foi condecorado com a Cruz de Voo Distinto e três Medalhas Aéreas. Mais tarde, também ocuparia o cargo de 11º diretor da CIA antes de chegar à presidência.

O nome de chamada do navio — Avenger — é uma referência direta ao modelo de avião que Bush pilotou na guerra: o TBF Avenger.

USS George H.W. Bush: um porta-aviões com recordes históricos

O CVN-77 carrega algumas distinções únicas na história naval americana. É apenas o segundo porta-aviões dos EUA batizado em homenagem a um aviador naval — o primeiro foi o USS Forrestal.

Além disso, é o segundo navio de guerra americano a receber o nome de um ex-presidente ainda vivo, feito que antes só havia acontecido com o USS Ronald Reagan, batizado em 2001.

Cada elemento do selo oficial do navio foi escolhido com precisão histórica. As 41 estrelas brancas remetem à posição de Bush como 41º presidente.

Os raios de luz no horizonte evocam o conceito de “mil pontos de luz” — ideia central de seu governo, pela qual ele exortava os americanos a servirem a um propósito maior que si mesmos.

O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.
Foto: US Navy

O lema gravado no selo — “Liberdade em Ação” — foi retirado diretamente de seu discurso de posse, no qual Bush declarou: “Sabemos o que funciona: a liberdade funciona. Sabemos o que é certo: a liberdade é certa.”

Tecnologia e inovações a bordo

O CVN-77 não é apenas o último da classe Nimitz — é também o mais aprimorado. Diversas mudanças de projeto o diferenciam dos navios anteriores da mesma família, tanto em desempenho quanto em stealth (capacidade de evitar detecção por radares).

Entre as principais inovações incorporadas ao porta-aviões estão:

  • Proa bulbosa: novo design que melhora a flutuabilidade e a eficiência do casco
  • Bordas curvas no convés de voo: reduzem significativamente a assinatura de radar do navio
  • Revestimentos modernizados no convés: diminuem o peso total em 100 toneladas
  • Ilha reduzida e reposicionada: melhora o acesso ao convés e diminui interferências eletrônicas
  • Nova torre de radar fechada: contribui para reduzir ainda mais a detecção por sensores inimigos
  • Tinta com baixa absorção solar: contribui para controle térmico e conservação do casco
  • Novo design de hélice: aprimora o desempenho de propulsão

Além disso, o navio incorporou melhorias ambientais relevantes. O sistema de gestão de resíduos sanitários — que usa vácuo em vez de gravidade e água do mar no lugar de água doce — reduz custos de manutenção e oferece maior flexibilidade na instalação de tubulações. O George H.W. Bush é o único porta-aviões americano a combinar as tecnologias de coleta a vácuo e sanitização marítima no mesmo sistema.

O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.
O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra. (Imagem meramente ilustrativa)

O problema inesperado: os banheiros que não funcionavam

Apesar de toda a sofisticação tecnológica, o CVN-77 enfrentou um problema embaraçoso logo após sua entrega, em maio de 2009: o sistema sanitário passou a apresentar falhas recorrentes.

Relatos apontam que, até novembro de 2011, o sistema havia parado de funcionar completamente pelo menos duas vezes — tornando inoperáveis todos os 423 vasos sanitários distribuídos pelos 130 banheiros do navio. Em outros episódios, metade das instalações ou seções inteiras ficaram sem funcionamento.

Em um dos incidentes mais graves, uma equipe de reparos trabalhou 35 horas ininterruptas para restaurar o sistema. A causa identificada foi o descarte indevido de materiais nos vasos sanitários — como produtos de higiene feminina, incompatíveis com o sistema a vácuo. Durante uma parada para manutenção em dique seco em 2012, com duração de quatro meses, medidas anti-entupimento foram instaladas para corrigir o problema.

Ficha técnica completa do porta-aviões CVN-77

CaracterísticaDado
ClasseNimitz (CVN-77 — 10º e último)
ConstrutorNorthrop Grumman Newport News (Virgínia, EUA)
CustoUS$ 6,2 bilhões
Início da construção6 de setembro de 2003
Comissionamento10 de janeiro de 2009
Porto de origemNorfolk, Virgínia
Comprimento total332,8 metros (1.092 pés)
Deslocamento102.000 toneladas longas (~104.000 t)
Propulsão2 reatores nucleares Westinghouse A4W + 4 turbinas a vapor
Velocidade máximaAcima de 30 nós (56 km/h)
Autonomia de combustível20 a 25 anos sem reabastecimento nuclear
Tripulação total~6.012 (3.532 do navio + 2.480 da ala aérea)
Aeronaves a bordoAté 90 (asa fixa e helicópteros)
Armamento principal2 lançadores ESSM Mk 29, 2 mísseis RIM-116, 3 canhões Phalanx CIWS
Proteção64 mm de Kevlar sobre compartimentos vitais

Um legado do porta-aviões que une história, poder e tecnologia

O USS George H.W. Bush representa o ponto mais avançado de uma longa linhagem de superporta-aviões americanos. Ao reunir a trajetória pessoal de um presidente-aviador com as inovações mais modernas em engenharia naval e sistemas eletrônicos, o CVN-77 simboliza tanto a memória histórica quanto a capacidade militar projetada pelos Estados Unidos no século XXI.

O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra.
O porta-aviões USS George H.W. Bush é o maior e mais avançado da classe Nimitz. Custou US$ 6,2 bi e homenageia um ex-presidente aviador de guerra. (Imagem meramente ilustrativa)

Com autonomia para navegar por mais de duas décadas sem reabastecimento nuclear, velocidade superior a 56 km/h e um arsenal capaz de operar dezenas de aeronaves de combate ao mesmo tempo, o navio permanece como um dos mais poderosos instrumentos navais em operação no mundo.

Por outro lado, episódios como a crise dos banheiros revelam que mesmo os projetos mais ambiciosos e custosos da história militar estão sujeitos a falhas inesperadas — e que a engenharia, por mais sofisticada que seja, nunca está imune ao improviso humano.

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EDSON ALVES DA COSTA
EDSON ALVES DA COSTA
07/05/2026 17:38

Banheiro entupido???????
Mulheres menstruada???????
Causaram esse grande desconforto.
Mulheres e suas frescuras e querem ser sábias.

Não fazer mais ➕️ ➕️ ➕️ ➕️ ➕️ jogar no vaso sanitário.

MINHA OPINIÃO POLÍTICA E PESSOAL AMÉM

Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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