Entre dunas douradas e uma lagoa verde-esmeralda, Huacachina encanta viajantes com esportes radicais, noites animadas e uma antiga lenda inca
Em meio ao deserto árido da costa peruana, uma visão quase irreal surge diante dos olhos: uma lagoa cercada por palmeiras e enormes dunas. Assim é Huacachina, um oásis encantador que se tornou símbolo da região de Ica.
Apenas cinco quilômetros separam o vilarejo da cidade de Ica, e quem sai de Lima leva cerca de cinco horas para chegar.
O trajeto pode ser feito de ônibus ou em excursões turísticas. Por isso, é um destino fácil de acessar, mesmo em uma viagem curta.
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Huacachina combina tranquilidade e emoção. Durante o dia, o reflexo verde das águas contrasta com a areia dourada. À noite, a vila ganha vida com festas, música e restaurantes iluminando a orla.
Beleza, charme e simplicidade
A lagoa nasceu de um afloramento natural de águas subterrâneas, o que deu origem a esse raro refúgio no deserto.
Com o tempo, o local se transformou em um polo turístico com pousadas, bares e passeios organizados por agências locais.
Muitos viajantes escolhem passar dias explorando a região. Outros fazem apenas um bate-volta, porque é possível aproveitar boa parte das atrações em poucas horas.
Além disso, o cenário muda completamente conforme o sol se põe, tornando o pôr do sol um espetáculo à parte.
À noite, o reflexo da lua na água e o silêncio das dunas criam uma atmosfera quase mágica. É um contraste marcante com a agitação dos fins de semana, quando o oásis se enche de turistas.
A lenda da princesa e a origem do nome
Segundo a tradição local, uma princesa inca foi surpreendida por um guerreiro enquanto chorava diante de um espelho.
Ao tentar fugir, seu vestido se transformou nas dunas e o espelho quebrado deu origem à lagoa.
A história diz ainda que a princesa virou uma sereia e habita o fundo das águas. Moradores afirmam que, em noites silenciosas, ela sobe à superfície para lamentar seu destino e assustar os viajantes.
O nome “Huacachina” significa “aquela que chora sal”, o que reforça o caráter místico da narrativa. A mistura de paisagem natural e mito torna o oásis um dos lugares mais fascinantes do Peru.
Emoção sobre a areia do deserto
Além do cenário exótico, Huacachina é um paraíso para quem busca aventura. Os passeios de buggy são os mais procurados, levando turistas por dunas altíssimas em trajetos cheios de emoção.
Outra atração imperdível é o sandboard, esporte em que se desliza sobre pranchas pela areia. A combinação de adrenalina e paisagem faz a atividade ser lembrada como uma das mais marcantes da viagem.
Dicas para aproveitar o oásis
Por causa do calor intenso, é essencial usar protetor solar, roupas leves, óculos escuros e levar bastante água. Após o pôr do sol, o clima esfria, portanto um casaco leve é útil.
Para evitar multidões, prefira visitar durante a semana. Nos feriados, o pequeno vilarejo ganha um ritmo mais agitado, com festas que se estendem até tarde.
Huacachina não é apenas um ponto turístico — é uma experiência completa, onde o deserto, a lenda e a aventura se unem em perfeita harmonia.
Com informações de Correio 24 Horas.
Você também pode gostar: A cidade mais baixa do mundo é também uma das mais quentes e antigas do planeta — 10 mil anos e muralhas citadas na Bíblia faz deste lugar um dos mais fascinantes

Jericó, na região da Palestina, impressiona tanto pela altitude negativa quanto pela antiguidade. Situada a mais de 250 metros abaixo do nível do mar, ela é considerada a cidade mais baixa do mundo e, ao mesmo tempo, uma das mais antigas já conhecidas, com registros de ocupação que ultrapassam 10.000 anos.
Esse contraste entre geografia e tempo cria um cenário fascinante. No Vale do Jordão — uma grande depressão geológica chamada Vale do Rift — a cidade nasceu e se desenvolveu.
O vale se formou por movimentos tectônicos que fizeram o solo afundar lentamente. Por isso, Jericó enfrenta um clima árido e quente, mas a proximidade com o rio Jordão sempre foi o segredo de sua sobrevivência.
Além disso, a disponibilidade de água permitiu que a agricultura florescesse, garantindo alimento e estabilidade a gerações sucessivas.
Vida sob o calor e o solo fértil na cidade mais baixa do mundo
O cotidiano em Jericó é marcado pela necessidade de se adaptar ao calor intenso. Os cerca de 20 mil moradores convivem com temperaturas elevadas, o que influencia horários de trabalho, alimentação e até a arquitetura das casas.
A agricultura, sustentada pela irrigação do rio Jordão, é o coração da economia local. O solo fértil favorece o cultivo de frutas e legumes, que alimentam tanto o consumo interno quanto o comércio regional.
Por outro lado, o turismo também tem forte presença. Visitantes do mundo inteiro chegam para conhecer uma cidade citada em textos sagrados e marcada por séculos de história.
Curiosidades que atravessam os séculos
Jericó reúne fatos que a tornam um verdadeiro museu a céu aberto. Arqueólogos descobriram vestígios de ocupação contínua por mais de 10 mil anos, algo raríssimo no planeta.
Essa antiguidade faz dela um símbolo da resistência humana diante das condições extremas do deserto.
Além disso, suas antigas muralhas — mencionadas em passagens bíblicas — ainda despertam curiosidade e admiração.
Elas são parte da herança que conecta o presente à era das primeiras civilizações.
Entre os aspectos mais notáveis estão: o clima severo, a altitude negativa, a importância religiosa e a história de fortificações que protegem a cidade desde os primórdios.
A cidade mais baixa do mundo: um legado de resiliência
Jericó é mais do que um ponto no mapa. É a prova de que a humanidade pode prosperar mesmo em ambientes desafiadores.
Sua existência milenar, sustentada por engenhosidade e adaptação, continua a inspirar estudiosos e viajantes.
Portanto, entre o deserto e o rio, a cidade mais baixa do mundo segue viva — como testemunho da força e da perseverança humanas.
Com informações de Revista Ana Maria.

