Um jerimum verde e amarelo apareceu no quintal de uma família em Martins, no Rio Grande do Norte, e ganhou o apelido de jerimum da Copa por lembrar a bandeira do Brasil. Mas, segundo a Embrapa, ele tem nome, é a abóbora brasileirinha, criada em 2006.
No quintal de uma família em Martins, no interior do Rio Grande do Norte, um jerimum chamou a atenção da vizinhança inteira. Verde e amarelo, de cara com a bandeira do Brasil, o fruto logo ganhou um apelido em clima de Copa, o jerimum da Copa. Tudo isso antes de alguém saber o que realmente tinha nascido ali.
A história, contada pelo g1 RN com a Inter TV Cabugi no início de junho de 2026, tem um desfecho menos misterioso do que parece. Segundo a Embrapa, aquele jerimum é a abóbora brasileirinha, uma variedade desenvolvida em 2006 justamente para dar frutos de casca verde e amarela. Ou seja, a semelhança com a bandeira não foi obra do acaso.
A semente que ninguém sabia de onde veio

Quem conta é Narla Aquino. A planta nasceu de sementes que a mãe dela, Nildete Queiroz, jogou no terreno sem dar muita importância.
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Ela nem lembra de quem ganhou aquilo, só plantou, sem fazer ideia do futuro jerimum da Copa.
E nem desconfiou que viria algo diferente dali.
Quem percebeu a novidade foi a filha de Narla, Raabe, que encontrou a abóbora já crescida no meio do quintal.
Do nada, uma semente esquecida virou a estrela do sítio.
Quando a vizinhança virou plateia
A aparência diferente não passou despercebida.
O fruto verde e amarelo despertou a curiosidade da região, e a casa virou ponto de visita, com vizinhos chegando para tirar foto.
Como resumiu Narla, “só depois a gente soube que era uma semente especial”.
Como tudo aconteceu em plena Copa, o apelido veio fácil.
O verde e o amarelo lembravam na hora a bandeira do Brasil, e o fruto foi rebatizado de jerimum da Copa.
O nome pegou antes mesmo de a família saber que se tratava de uma variedade com história.
O que é a abóbora brasileirinha
Por trás da brincadeira existe ciência de verdade.
De acordo com a Embrapa, o fruto é a abóbora brasileirinha, desenvolvida pela Embrapa Hortaliças e lançada em 2006.
A ideia era oferecer um produto diferente, tanto para comer quanto para enfeitar.
As características batem com o que a vizinhança viu.
Os frutos têm formato alongado, casca lisa e brilhante e aquela coloração bicolor verde e amarela, que foi justamente o que chamou a atenção em Martins. É uma abóbora criada para impressionar os olhos.
Bonita de ver e boa de comer
Mas não é só beleza. Além do visual, a abóbora brasileirinha se destaca pelo sabor e pela composição nutricional, com presença de betacaroteno e luteína.
Ou seja, dá para levar da decoração direto para a panela.
E ela é versátil no preparo.
Segundo a Embrapa, o fruto pode ser consumido em diferentes estágios de desenvolvimento ou usado só para enfeitar a casa.
O jerimum da Copa, no fim, une o útil ao agradável, vira prato e vira enfeite.
No fim, o jerimum da Copa é um daqueles achados que misturam acaso e ciência.
Uma semente sem origem conhecida, jogada num quintal de Martins, deu num fruto que parece vestir a camisa do Brasil. E o que começou como curiosidade da vizinhança acabou revelando uma variedade pensada lá atrás, em 2006.
E você, já tinha visto um jerimum tão verde e amarelo assim? Plantaria um desses no seu quintal, para comer ou só para enfeitar? Conte nos comentários, com respeito às diferentes opiniões, e compartilhe esta matéria com aquele amigo que ama curiosidades do campo e história de quintal.

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