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Uma família de Martins, no interior do RN, plantou no quintal sementes que ninguém lembrava de onde vieram e colheu um fruto verde e amarelo de cara com a bandeira do Brasil; o apelido de jerimum da Copa pegou antes de descobrirem o que realmente nasceu ali

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 13/06/2026 às 13:42
Atualizado em 13/06/2026 às 13:45
O jerimum da Copa, fruto verde e amarelo de Martins (RN), é a abóbora brasileirinha criada pela Embrapa em 2006 e lembra a bandeira do Brasil.
O jerimum da Copa, fruto verde e amarelo de Martins (RN), é a abóbora brasileirinha criada pela Embrapa em 2006 e lembra a bandeira do Brasil.
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Um jerimum verde e amarelo apareceu no quintal de uma família em Martins, no Rio Grande do Norte, e ganhou o apelido de jerimum da Copa por lembrar a bandeira do Brasil. Mas, segundo a Embrapa, ele tem nome, é a abóbora brasileirinha, criada em 2006.

No quintal de uma família em Martins, no interior do Rio Grande do Norte, um jerimum chamou a atenção da vizinhança inteira. Verde e amarelo, de cara com a bandeira do Brasil, o fruto logo ganhou um apelido em clima de Copa, o jerimum da Copa. Tudo isso antes de alguém saber o que realmente tinha nascido ali.

A história, contada pelo g1 RN com a Inter TV Cabugi no início de junho de 2026, tem um desfecho menos misterioso do que parece. Segundo a Embrapa, aquele jerimum é a abóbora brasileirinha, uma variedade desenvolvida em 2006 justamente para dar frutos de casca verde e amarela. Ou seja, a semelhança com a bandeira não foi obra do acaso.

A semente que ninguém sabia de onde veio

O jerimum da Copa, fruto verde e amarelo de Martins (RN), é a abóbora brasileirinha criada pela Embrapa em 2006 e lembra a bandeira do Brasil.
A origem do tal jerimum é quase uma historinha de quintal.

Quem conta é Narla Aquino. A planta nasceu de sementes que a mãe dela, Nildete Queiroz, jogou no terreno sem dar muita importância.

Ela nem lembra de quem ganhou aquilo, só plantou, sem fazer ideia do futuro jerimum da Copa.

E nem desconfiou que viria algo diferente dali.

Quem percebeu a novidade foi a filha de Narla, Raabe, que encontrou a abóbora já crescida no meio do quintal.

Do nada, uma semente esquecida virou a estrela do sítio.

Quando a vizinhança virou plateia

A aparência diferente não passou despercebida.

O fruto verde e amarelo despertou a curiosidade da região, e a casa virou ponto de visita, com vizinhos chegando para tirar foto.

Como resumiu Narla, “só depois a gente soube que era uma semente especial”.

Como tudo aconteceu em plena Copa, o apelido veio fácil.

O verde e o amarelo lembravam na hora a bandeira do Brasil, e o fruto foi rebatizado de jerimum da Copa.

O nome pegou antes mesmo de a família saber que se tratava de uma variedade com história.

O que é a abóbora brasileirinha

Por trás da brincadeira existe ciência de verdade.

De acordo com a Embrapa, o fruto é a abóbora brasileirinha, desenvolvida pela Embrapa Hortaliças e lançada em 2006.

A ideia era oferecer um produto diferente, tanto para comer quanto para enfeitar.

As características batem com o que a vizinhança viu.

Os frutos têm formato alongado, casca lisa e brilhante e aquela coloração bicolor verde e amarela, que foi justamente o que chamou a atenção em Martins. É uma abóbora criada para impressionar os olhos.

Bonita de ver e boa de comer

Mas não é só beleza. Além do visual, a abóbora brasileirinha se destaca pelo sabor e pela composição nutricional, com presença de betacaroteno e luteína.

Ou seja, dá para levar da decoração direto para a panela.

E ela é versátil no preparo.

Segundo a Embrapa, o fruto pode ser consumido em diferentes estágios de desenvolvimento ou usado só para enfeitar a casa.

O jerimum da Copa, no fim, une o útil ao agradável, vira prato e vira enfeite.

No fim, o jerimum da Copa é um daqueles achados que misturam acaso e ciência.

Uma semente sem origem conhecida, jogada num quintal de Martins, deu num fruto que parece vestir a camisa do Brasil. E o que começou como curiosidade da vizinhança acabou revelando uma variedade pensada lá atrás, em 2006.

E você, já tinha visto um jerimum tão verde e amarelo assim? Plantaria um desses no seu quintal, para comer ou só para enfeitar? Conte nos comentários, com respeito às diferentes opiniões, e compartilhe esta matéria com aquele amigo que ama curiosidades do campo e história de quintal.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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