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O futuro dos computadores pode mudar antes do esperado: Amazon aposta em computação quântica comercial em até sete anos, enquanto qubits, chip Ocelot, IA e simulações científicas entram no centro da nova corrida das big techs

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 18/06/2026 às 01:39
Atualizado em 18/06/2026 às 01:41
Centro de operações de alta tecnologia com painéis digitais, servidores avançados e equipe monitorando sistemas ligados à computação quântica, IA e simulações científicas
Ambiente tecnológico com servidores, painéis digitais e equipe de monitoramento representa a corrida das big techs pela computação quântica comercial.
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Previsão da Amazon indica que computadores quânticos úteis devem surgir primeiro em sistemas menores, voltados a química, materiais e simulações complexas.

Uma previsão tecnológica de grande impacto foi feita pela Amazon e reacendeu a corrida global pela computação quântica.

O executivo Peter DeSantis afirmou, em entrevista à CNBC divulgada em 17 de junho de 2026, que os primeiros sistemas com uso comercial relevante podem surgir em cinco a sete anos.

Atualmente, DeSantis lidera uma área estratégica da Amazon voltada para inteligência artificial, chips personalizados e computação quântica.

A estimativa indica um horizonte mais concreto para uma tecnologia que, até pouco tempo atrás, parecia distante do mercado.

Logotipo da Amazon em tela escura com interface digital desfocada ao fundo, ilustrando matéria sobre computação quântica comercial, IA e avanço tecnológico da empresa.
Logotipo da Amazon em destaque representa a aposta da empresa em tecnologias avançadas, como computação quântica, IA e chips de nova geração.

Desenvolvimento gradual marca a nova fase da tecnologia quântica

A previsão da Amazon não aponta para uma chegada repentina dos computadores quânticos comerciais.

Pelo contrário, o avanço deve acontecer de forma progressiva, com sistemas menores, limitados e voltados a tarefas altamente específicas.

Segundo DeSantis, essa evolução pode lembrar o avanço dos semicondutores, marcado por ganhos contínuos de capacidade ao longo do tempo.

A comparação envolve a chamada Lei de Moore, usada para descrever o crescimento gradual do poder dos chips tradicionais.

Entre os primeiros passos esperados estão:

  • sistemas quânticos ainda pequenos;
  • uso inicial em problemas específicos;
  • avanço gradual de desempenho;
  • crescimento contínuo da capacidade computacional;
  • tecnologia ainda em fase experimental.

Computação quântica não será apenas um computador mais rápido

A computação quântica não deve ser vista como uma versão acelerada dos computadores atuais, apesar do interesse crescente no setor.

Na prática, a lógica de funcionamento é diferente.

Computadores tradicionais trabalham com bits. Já os sistemas quânticos usam qubits, que permitem lidar com determinados problemas de outra maneira.

De acordo com Peter DeSantis, um computador quântico deve resolver desafios específicos que computadores clássicos ainda não tratam bem hoje.

Além disso, esses sistemas podem executar esse tipo de tarefa com desempenho muito superior, quando a tecnologia estiver madura.

Laboratório futurista com estruturas de computação quântica, símbolo atômico brilhante e partículas digitais, representando avanço dos qubits, simulações científicas e novas tecnologias.
Imagem futurista ilustra a computação quântica em desenvolvimento, com símbolo atômico luminoso, estruturas tecnológicas e partículas digitais em ambiente de laboratório avançado.

Chip Ocelot mira um dos maiores desafios do setor

A Amazon já havia reforçado sua entrada nessa disputa em fevereiro de 2025, quando a Amazon Web Services apresentou o chip quântico Ocelot.

Segundo a própria Amazon e a Amazon Science, o Ocelot foi desenvolvido para enfrentar um dos principais obstáculos da computação quântica: a correção de erros.

Esse ponto é essencial porque qubits são sensíveis a interferências e podem perder estabilidade durante os cálculos.

A Reuters também destacou que o chip busca reduzir recursos necessários para tornar computadores quânticos comercialmente viáveis.

Big techs aceleram disputa por espaço na corrida quântica

A corrida pela computação quântica envolve algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.

Google, Microsoft, IBM, Amazon e diferentes startups seguem investindo em arquiteturas próprias para tentar superar limitações técnicas.

Nesse cenário, a Amazon aposta em chips, correção de erros e integração com sua estratégia de inteligência artificial.

A tecnologia, no entanto, segue em desenvolvimento, sem uma aplicação comercial ampla disponível para o público.

Onde a computação quântica pode fazer diferença primeiro

Os primeiros impactos práticos devem aparecer em áreas onde computadores tradicionais enfrentam limitações claras.

Por isso, a Amazon aponta a computação quântica como uma possível ferramenta para simulações científicas de alta complexidade.

As aplicações iniciais podem envolver:

  • química avançada;
  • reações complexas;
  • estudos de materiais;
  • simulações científicas precisas;
  • problemas fora do alcance da computação clássica atual.

O que esperar dos próximos anos?

A previsão da Amazon mostra que a computação quântica pode entrar em uma fase mais concreta até o início da próxima década.

Mesmo assim, o avanço deve ser técnico, gradual e restrito nos primeiros anos.

A expectativa não é substituir computadores comuns, mas resolver problemas muito específicos com eficiência superior.

Enquanto empresas como Amazon, Google, Microsoft e IBM disputam espaço, a computação quântica se consolida como uma das áreas mais estratégicas da tecnologia global.

Você acredita que a computação quântica chegará ao uso comercial antes do previsto ou ainda levará mais tempo para sair dos laboratórios? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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