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O Exército dos EUA apresentou sua primeira granada letal nova desde a Guerra do Vietnã: a M111 mata usando ondas de choque de pressão que refletem nas paredes e podem explodir os pulmões do inimigo sem produzir um único estilhaço

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 02/04/2026 às 14:50 Atualizado em 02/04/2026 às 14:53
O Exército dos EUA lançou a granada M111, que mata com ondas de pressão sem estilhaços. É a primeira granada letal nova desde a Guerra do Vietnã. imagem: ilustrativa
O Exército dos EUA lançou a granada M111, que mata com ondas de pressão sem estilhaços. É a primeira granada letal nova desde a Guerra do Vietnã. imagem: ilustrativa
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A granada M111 é o primeiro armamento letal novo incorporado ao arsenal do Exército dos Estados Unidos em quase 60 anos desde a Guerra do Vietnã. Em vez de estilhaços, a granada usa ondas de choque de sobrepressão que refletem nas paredes de ambientes fechados e podem causar desde concussão até a morte instantânea por explosão dos pulmões.

O Exército dos Estados Unidos acaba de apresentar a primeira granada letal nova desde a Guerra do Vietnã. Segundo informações do portal do G1, a granada M111 não produz estilhaços ela mata usando ondas de choque de pressão que se propagam na velocidade do som, refletem nas paredes de ambientes fechados e podem explodir os pulmões do inimigo. É uma tecnologia chamada de explosão de sobrepressão (Blast Overpressure, ou BOP), projetada especificamente para combate urbano a curta distância o tipo de cenário que define as guerras do século 21.

A última granada letal incorporada ao arsenal americano havia sido lançada em 1968, durante a Guerra do Vietnã quase 60 anos atrás. A granada M111 será usada junto com a M67, a granada de fragmentação padrão das tropas americanas desde os anos 1960, mas com uma diferença fundamental: enquanto a M67 depende de estilhaços, a granada M111 usa pressão pura. E em ambientes confinados salas, corredores, bunkers, a pressão não encontra obstáculos. Ela reflete, se multiplica e não tem onde se esconder.

Como a granada M111 mata sem produzir um único estilhaço

imagem: Christopher Arthur/Exército dos EUA

A granada M111 funciona por um princípio diferente de qualquer granada convencional. Ao detonar, ela comprime o ar violentamente e produz uma onda de pressão que se propaga na velocidade do som.

Em um espaço confinado, essa onda de choque da granada reflete diversas vezes nas paredes e superfícies, criando múltiplas ondas de pressão que se somam. A pressão atmosférica é multiplicada no centro da explosão e, logo depois, cai bruscamente criando um efeito temporário de “onda de vácuo”.

Essa variação brutal de pressão é o que dá nome à tecnologia: explosão por sobrepressão. Diferentemente de uma granada de fragmentação, que depende de pedaços de metal voando em alta velocidade, a granada M111 usa o próprio ar como arma.

Não há estilhaços para se proteger a onda de choque da granada atravessa qualquer posição dentro do ambiente. É o tipo de armamento projetado para cenários onde o inimigo está entrincheirado em salas, prédios ou estruturas urbanas.

O que a onda de choque da granada M111 faz no corpo humano

Os efeitos da granada M111 no corpo humano dependem da intensidade da onda de pressão e da distância. Um impacto moderado da granada pode causar pequenas hemorragias nos pulmões, ruptura de tímpanos e concussão leve. Um impacto de pressão alta pode provocar lesões pulmonares graves, hemorragias internas e trauma cerebral.

Já um impacto de pressão muito alta como o gerado pela granada M111 em um ambiente confinado pode literalmente explodir os pulmões, causar hemorragia interna generalizada e, em alguns casos, morte instantânea.

O Exército dos EUA classifica a granada como mais efetiva que a M67 em ambientes fechados justamente porque a explosão por sobrepressão não é afetada por obstáculos: móveis, paredes internas e barreiras improvisadas não bloqueiam a onda de pressão da granada como bloqueariam estilhaços.

Por que a granada M111 é a primeira em 60 anos e o que a Guerra do Vietnã tem a ver

A última granada letal adotada pelo Exército dos EUA foi a M67, introduzida em 1968 durante a Guerra do Vietnã. A M67 é uma granada de fragmentação clássica: ao explodir, seu invólucro metálico se despedaça em centenas de estilhaços que voam em todas as direções, causando ferimentos ou morte por perfuração.

Ela continua sendo a granada padrão das forças americanas e não será substituída pela M111 as duas serão usadas em conjunto.

A granada M111 preenche uma lacuna que existia há décadas. Em combate urbano moderno, onde soldados precisam entrar em salas e edifícios, uma granada de fragmentação como a M67 pode ser perigosa para as próprias tropas os estilhaços não distinguem amigo de inimigo.

A granada M111, por usar pressão em vez de fragmentação, oferece uma opção letal com maior controle em ambientes confinados, onde o combate corpo a corpo é a realidade. O Exército descreve a granada como uma “vantagem tática significativa no campo de batalha”.

A granada M111 e o futuro do combate urbano: o que muda no campo de batalha

O Exército dos EUA afirmou em comunicado que a granada M111 “dá aos militares a capacidade de combater de forma mais eficaz em ambientes urbanos de curta distância”.

A granada foi projetada para cenários onde entradas táticas em salas ou edifícios são frequentes exatamente o tipo de combate que domina conflitos modernos em cidades. Não há evidência até o momento de que a granada M111 será utilizada na guerra contra o Irã.

A tecnologia de sobrepressão da granada M111 representa uma mudança de paradigma: em vez de projetar metal contra o inimigo, projeta ar comprimido na velocidade do som. E em um ambiente fechado, onde as ondas de pressão da granada refletem e se multiplicam, não há abrigo possível.

É a primeira vez em quase 60 anos que o Exército americano adiciona uma granada letal ao seu arsenal e a escolha de uma arma baseada em pressão, não em fragmentação, diz muito sobre como as guerras serão travadas nas próximas décadas.

Uma granada que usa o ar como arma: o que a M111 diz sobre o futuro da guerra

A granada M111 não é apenas um novo armamento é uma mudança na forma como o Exército dos EUA pensa o combate em ambientes fechados.

Sem estilhaços, sem fragmentação, sem metal voando: apenas uma onda de choque de pressão que reflete nas paredes e não deixa lugar para se esconder. É a primeira granada letal nova em quase 60 anos, e foi projetada para o tipo de guerra que as forças armadas mais travam hoje em cidades, prédios e corredores.

A granada M67 matava com metal. A granada M111 mata com ar. E no campo de batalha do século 21, onde o combate acontece dentro de quatro paredes, o ar pode ser mais letal do que qualquer estilhaço.

O que você acha de uma granada que mata com ondas de pressão em vez de estilhaços? Esse tipo de armamento deveria ser regulado internacionalmente? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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