Conheça a trajetória do fisiculturista que venceu a paralisia cerebral, conquistou o título de campeão e inspira o crescimento do fisiculturismo e do esporte adaptado.
Aos 29 anos, o fisiculturista Alex de Souza Luz, conhecido como Lekão, sagrou-se campeão de fisiculturismo. Diagnosticado com paralisia cerebral na infância, ele transformou as limitações motoras em uma história de alta performance após anos de preparação intensa.
Segundo matéria publicada pelo UOL no dia 8 de julho de 2026, sua vitória consolida um desempenho de alto rendimento e fortalece a inclusão e o esporte adaptado no Brasil, redefinindo as fronteiras da modalidade. Em entrevista ao UOL, Lekão detalhou sua jornada de superação contra o preconceito para se tornar uma referência.
O início da jornada do fisiculturista com paralisia cerebral
A trajetória de Alex de Souza Luz no fisiculturismo começou há uma década, motivada pela busca de maior autonomia. Diagnosticado na infância com paralisia cerebral, condição neurológica que afeta o tônus muscular e a coordenação, Lekão enfrentou severas dificuldades para caminhar nos primeiros anos de vida.
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Mesmo após conseguir andar sozinho, o cotidiano do jovem era marcado por tremores constantes e falta de equilíbrio. Foi aos 19 anos, por influência do irmão, que o futuro campeão pisou pela primeira vez em uma academia. O ambiente apresentou barreiras que iam além das limitações físicas, pois ele enfrentou comentários de que aquele espaço não era adequado e que ele poderia se machucar. Em vez de recuar diante dos olhares de desconfiança, ele utilizou a rejeição como combustível para focar nos treinos.
Como a musculação transformou a saúde e a coordenação do campeão
Os impactos do treinamento de força na rotina de Lekão ultrapassaram os objetivos estéticos do esporte de rendimento. Conforme progredia nas cargas e mantinha a constância nos treinos de fisiculturismo, o atleta registrou uma evolução prática em sua qualidade de vida.
A musculação trouxe melhorias diretas para o seu dia a dia, tais como:
- Redução significativa dos tremores involuntários;
- Melhora expressiva no equilíbrio estático e dinâmico;
- Facilidade na execução de tarefas cotidianas, como comer, escovar os dentes, subir escadas e caminhar com maior segurança.
Essa evolução física permitiu que o atleta elevasse o patamar de seus treinos, saindo da musculação terapêutica para o cenário competitivo de elite. Essa transição exige dietas restritas e um controle mental rigoroso, provando o potencial de desenvolvimento do corpo.
O impacto do esporte adaptado na inclusão social e econômica
A ascensão de Lekão destaca o papel transformador do esporte adaptado como ferramenta de mobilidade e independência. A carreira competitiva, somada à sua atuação como influenciador digital, permitiu ao atleta alcançar estabilidade financeira e realizar o sonho de adquirir uma casa própria para sua família.
Sua mãe, Rosilda Jesus de Souza, de 53 anos, relata que o maior temor no passado era a possibilidade de o filho nunca conseguir caminhar sozinho. Hoje, ela testemunha o sucesso do filho, que utiliza as redes sociais para incentivar outras pessoas a não desistirem diante das dificuldades.
A importância do apoio familiar e a mentalidade de alto rendimento
O sucesso no esporte de alta performance exige uma rede de apoio sólida e uma estrutura psicológica resiliente. Para Alex de Souza Luz, o suporte constante de sua mãe foi o pilar fundamental para resistir às críticas e focar no desenvolvimento técnico e físico necessário para competir.
A mentalidade do atleta é pautada pelo domínio absoluto da mente sobre as barreiras físicas do corpo. Essa filosofia reflete a realidade de quem enfrenta os limites da coordenação motora, exigindo uma concentração redobrada para a execução correta de cada exercício e garantindo o respeito ao seu mérito esportivo.
O legado de Lekão para o futuro da modalidade
A vitória de Alex de Souza Luz deixa um legado incontestável para o cenário fitness e inclusivo no Brasil. Ao provar que a sua condição neurológica não limitou o tamanho de seus objetivos, ele ajuda a democratizar os espaços de treinamento e estimula federações esportivas a abrirem mais espaço para categorias acessíveis.
Os principais pilares desse impacto social incluem:
- Estímulo à prática de atividades físicas para pessoas com deficiência;
- Quebra de preconceitos estruturais em ambientes de alta intensidade;
- Fortalecimento da visibilidade de atletas de rendimento adaptado na mídia.
A trajetória do atleta reforça que a verdadeira inclusão ocorre quando o esforço individual é respeitado. Lekão gravou seu nome na história do esporte nacional não apenas como um competidor disciplinado, mas como um embaixador da capacidade humana de superar barreiras e alcançar o topo.

