Percussionista carioca de 77 anos será homenageado na Calçada da Fama, em Hollywood, após décadas levando a percussão brasileira para gravações históricas do pop internacional.
A música brasileira alcança um marco histórico nesta quarta-feira (13). O percussionista carioca Paulinho da Costa, de 77 anos, receberá uma estrela na tradicional Calçada da Fama de Hollywood.
O artista se torna o primeiro brasileiro nascido no Brasil a conquistar a homenagem. Anteriormente, apenas Carmen Miranda, nascida em Portugal, havia recebido esse reconhecimento.
A cerimônia ocorreu na Vine Street e foi transmitida ao vivo às 15h, no horário de Brasília.
-
Uma gari que ganha R$ 2,1 mil por mês deixou o celular de lado por alguns minutos e voltou com um Pix de R$ 203 mil caído na conta por engano, um valor que, segundo ela mesma, nem trabalhando cem anos conseguiria juntar
-
R$ 5 mil espalhados pela rua, uma carteira perdida e uma decisão honesta: o caso em Goiás que emocionou até quem Só leu a história
-
Inconformado em ver gente dormindo na rua, um homem chamado Ryan Donais passou a construir pequenas casas móveis para que moradores em situação de rua escapem do frio, cada uma com cama, água corrente, eletricidade e aquecimento
-
ET no Paraná? Após vídeos intrigantes, sons misteriosos na mata e teorias que dominaram as redes sociais, FAB revela o que seus radares registraram e aumenta o mistério sobre suposto OVNI visto em Campo Largo
Reconhecimento internacional consolida trajetória histórica
Durante as décadas de 1970 e 1980, Paulinho da Costa se tornou uma referência mundial da percussão brasileira. Nesse período, o músico participou de gravações com Madonna, Michael Jackson, Elton John e Earth, Wind & Fire.
Conforme declarou à Forbes Brasil, o percussionista afirmou que participou de inúmeros discos e sucessos internacionais. A trajetória, segundo ele, sempre foi guiada pelo respeito à música de cada artista.
Paulinho também destacou que a homenagem representa o reconhecimento direto de seu trabalho, profissionalismo e presença na indústria musical internacional.
Trajetória começou em rodas de música no Rio de Janeiro
Ainda na infância, Paulinho iniciou sua relação com a percussão em ambientes populares e religiosos do Rio de Janeiro. O músico participou de rodas musicais na Festa da Igreja da Penha e frequentou terreiros de candomblé.
Mais tarde, tornou-se ritmista da ala jovem da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do país.
A virada internacional ocorreu quando passou a tocar com a banda Brasil ’77, liderada por Sérgio Mendes. Em 1973, o percussionista mudou-se para Los Angeles, onde vive desde então.
Cultura brasileira segue presente na vida do músico
Mesmo vivendo fora do Brasil há décadas, Paulinho mantém forte ligação com suas origens. Casado com a brasileira Arice da Costa, ele afirmou que o casal fala português em casa.
A rotina também inclui música brasileira, filmes nacionais e apoio a artistas do país que se apresentam na Califórnia.
Segundo o percussionista, essa atuação transforma o casal em uma espécie de “embaixador” da cultura brasileira nos Estados Unidos.
Documentário revela bastidores da carreira do percussionista
A trajetória de Paulinho também ganhou destaque nas telas. Neste ano, a Netflix lançou o documentário “The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa”, patrocinado pela Johnnie Walker.
A produção apresenta bastidores da carreira do músico e homenageia parceiros importantes de sua trajetória. Entre os nomes lembrados estão Quincy Jones, Lalo Schifrin e Bill Withers.
Segundo Paulinho, o documentário levou 11 anos para ser produzido. O percussionista afirmou que considera a obra “quase um filho”.
Legado brasileiro ganha espaço definitivo em Hollywood
A estrela na Calçada da Fama representa um novo capítulo para a presença brasileira em Hollywood. O reconhecimento também reforça a relevância de artistas do país na construção da música pop internacional.
Paulinho da Costa entra definitivamente para a história da indústria musical mundial como um dos percussionistas mais influentes de sua geração.
Agora, resta saber: quantos outros artistas brasileiros conseguirão alcançar um reconhecimento internacional semelhante nas próximas décadas?

-
1 pessoa reagiu a isso.