O Consulado do Brasil em Assunção começou a emitir a Carteira de Identidade Nacional, segunda fase de um projeto que estreou em Lisboa. Além de dispensar o passaporte em oito países vizinhos, a nova identidade leva o usuário ao nível Ouro do GOV.BR e exige agendamento pelo sistema e-Consular.
O Brasil lançou a nova identidade para os brasileiros que moram no exterior a partir do Paraguai: o Consulado do Brasil em Assunção começou a emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que dispensa o passaporte em oito países da América do Sul e dá acesso a 5 mil serviços digitais do governo. A escolha do país vizinho não foi por acaso, já que ele abriga uma das maiores comunidades de brasileiros fora do Brasil.
A iniciativa faz parte de um programa que começou na Europa e agora chega à América do Sul. O projeto, ainda em fase de testes, estreou em abril de 2026 em Lisboa, em Portugal, e tem como objetivo aproximar os cidadãos dos serviços digitais e encurtar distâncias geográficas. Segundo informações divulgadas pelo portal do NSC Total, a nova identidade usa o número do CPF como registro único nacional, o que reduz o risco de fraudes que aconteciam na época do RG tradicional, e, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o projeto em Lisboa já emitiu mais de 400 carteiras, com expectativa de atender milhares de residentes em Assunção.
Por que o Paraguai foi escolhido para a nova identidade

A definição do Paraguai como segunda etapa da nova identidade teve um motivo claro. O país vizinho abriga hoje a terceira maior comunidade de brasileiros fora do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal, e as estimativas apontam que mais de 250 mil brasileiros vivem em território paraguaio.
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Esse fluxo migratório é impulsionado por estudos, negócios e oportunidades econômicas. Boa parte está ligada ao setor agrícola, forte na fronteira entre os dois países. O projeto, que começou em Lisboa em abril de 2026, chega agora à América do Sul para tentar aproximar os cidadãos dos serviços digitais, e o Consulado do Brasil em Assunção passou a emitir o documento.
Viagens sem passaporte em 8 países
Uma das maiores vantagens da nova identidade está na fronteira. O novo documento é aceito oficialmente para viagens em oito países da América do Sul, dispensando a apresentação do passaporte na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, na Bolívia, no Chile, na Colômbia, no Equador e no Peru.
Para quem vive na fronteira ou circula pela região, isso significa menos burocracia no dia a dia. Além da livre circulação, a CIN unifica os dados do cidadão ao usar o número do CPF como registro único nacional, o que reduz de forma drástica o risco de fraudes que aconteciam na época do RG tradicional, quando uma mesma pessoa podia ter documentos diferentes em cada estado.
Acesso a 5 mil serviços digitais e o nível Ouro do GOV.BR
Além das viagens, a nova identidade destrava o lado digital do governo. Quem emite o documento alcança o nível Ouro na plataforma GOV.BR, uma validação que dá acesso seguro a mais de 5 mil serviços digitais do governo federal.
Entre esses serviços estão portais usados no dia a dia. A lista inclui o Meu INSS, o Meu SUS Digital e a Carteira de Trabalho Digital, o que poupa o cidadão de ter que viajar ao Brasil apenas para resolver pendências burocráticas básicas. Segundo o MGI, o projeto em Lisboa já emitiu mais de 400 carteiras, e, em Assunção, a expectativa é atender milhares de residentes nos próximos meses.
Como agendar pelo e-Consular e o que mais os consulados emitem
Mesmo que a nova identidade ainda esteja restrita aos testes em Portugal e no Paraguai, a rede consular brasileira oferece vários atendimentos para quem está fora. É possível solicitar documentos como o passaporte brasileiro e o CPF, registros civis de nascimento, casamento e óbito, procurações, atestados de residência e a autorização de retorno ao Brasil.
Para conseguir a CIN ou qualquer outro documento, o caminho exige planejamento. O governo reforça que o cidadão não deve ir ao consulado sem agendamento: o primeiro passo é digital e obrigatório, acessar o sistema e-Consular, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e fazer o cadastro prévio, anexando a certidão de nascimento ou de casamento.
Depois que a equipe valida os documentos, o horário presencial é liberado, e, no dia, o cidadão usa um totem eletrônico para tirar a foto e coletar as digitais por teleatendimento, sob a supervisão de um papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O documento físico é impresso no Brasil e enviado ao consulado por malote diplomático.
A chegada da nova identidade ao Consulado do Brasil em Assunção marca a segunda fase de um programa que busca aproximar os serviços digitais dos brasileiros no exterior, em um documento que dispensa o passaporte em oito países da América do Sul e libera mais de 5 mil serviços no GOV.BR.
Ainda em fase de testes, restrita a Portugal e ao Paraguai, a nova Carteira de Identidade Nacional já emitiu mais de 400 carteiras em Lisboa, segundo o MGI, e exige planejamento pelo sistema e-Consular, sem atendimento sem agendamento. Para uma comunidade estimada em mais de 250 mil brasileiros no Paraguai, é uma mudança que promete reduzir a burocracia de viver longe de casa.
E você, o que acha da nova identidade para os brasileiros que vivem no exterior? Conhece alguém fora do Brasil que poderia se beneficiar do documento? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre serviços públicos e cidadania.

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