Nubank obteve aprovação condicional do OCC para operar como banco nos Estados Unidos, criando o Nubank N.A., e promete manter foco em Brasil, México e Colômbia; Cristina Junqueira lidera operação e Roberto Campos Neto preside o conselho, enquanto FDIC e Reserve avaliam capitalização em 12 meses e abertura em 18.
O Nubank anunciou na quinta, 29 de janeiro de 2026, que recebeu aprovação condicional do órgão regulador dos Estados Unidos para operar como banco no país. A autorização veio do Office of the Comptroller of the Currency, OCC, e abre caminho para a criação de um banco nacional chamado Nubank, N.A., segundo informações atribuídas à Reuters em São Paulo.
A decisão marca uma etapa formal da estratégia internacional da companhia, mas a empresa afirma que a expansão nos Estados Unidos não altera o foco nos principais mercados da América Latina. O plano, segundo executivos, combina cronograma regulatório, estrutura de governança e implantação por hubs em diferentes regiões do território americano.
O que a aprovação do OCC permite e quais serviços entram no plano
A aprovação condicional do OCC foi dada para a criação do Nubank, N.A..
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Com uma licença completa, a companhia afirma que poderá oferecer contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais no mercado americano.
O fundador e presidente executivo, David Vélez, afirmou em comunicado que a aprovação representa um avanço da estratégia internacional.
Na avaliação dele, o modelo digital e centrado no cliente é uma tese aplicável aos serviços financeiros no mundo todo, e a etapa regulatória nos Estados Unidos serve como vitrine dessa abordagem.
O foco na América Latina e a mensagem para Brasil, México e Colômbia
Apesar do avanço nos Estados Unidos, o Nubank declarou que segue “totalmente focado” em seus principais mercados, listados como Brasil, México e Colômbia.
A posição foi reiterada por Vélez ao dizer que o passo nos EUA não muda a prioridade regional, mas permite construir uma próxima geração de serviços bancários em território americano.
A companhia sustenta, portanto, duas frentes simultâneas: continuidade operacional e expansão onde já é dominante na América Latina, e construção de uma nova operação regulada nos Estados Unidos, sob regras federais e etapas adicionais de aprovação.
Quem comanda a operação nos EUA e como fica a governança
A operação nos Estados Unidos será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para o país para comandar o desenvolvimento do negócio.
Na estrutura de governança, o texto informa que o ex-presidente do Banco Central do Brasil Roberto Campos Neto será o presidente do conselho de administração.
Junqueira afirmou que receber aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo na jornada para se tornar uma instituição regulamentada sólida e competitiva nos EUA, reforçando o foco em consolidação, compliance e capacidade de disputar mercado dentro de um arcabouço regulatório mais rígido.
O que ainda falta: FDIC, Reserve e a fase de organização do banco
Com a licença condicional, o Nubank entra em uma fase chamada de organização do novo banco.
Nesse período, ainda precisa obter aprovações de outras autoridades, citadas como a Federal Deposit Insurance Corporation, FDIC, e o Reserve.
A previsão informada é capitalizar a operação em até 12 meses e inaugurar o banco em até 18 meses, conforme exigência dos reguladores.
O cronograma conecta estrutura de capital, requisitos prudenciais e a preparação de sistemas, processos e equipes para operar como banco nacional.
Datas, protocolo do pedido e o desenho dos hubs nos Estados Unidos
O pedido para operar como banco nacional nos Estados Unidos foi apresentado ao OCC em 30 de setembro de 2025.
Agora, com a aprovação condicional, o processo regulatório passa a integrar o plano de estabelecer hubs estratégicos em Miami, na área da Baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Research Triangle, na Carolina do Norte.
A lista de hubs sinaliza uma presença distribuída, conectando regiões com perfis distintos de tecnologia, finanças e mão de obra especializada, e sugere que a operação será estruturada com bases geográficas múltiplas, em vez de uma única sede operacional concentrada.
O tamanho do Nubank hoje e como isso se encaixa no movimento dos EUA
Fundado em 2013 e com sede em São Paulo, o Nubank atende cerca de 127 milhões de clientes somando Brasil, México e Colômbia.
No Brasil, atua como instituição financeira totalmente regulamentada desde 2016 e anunciou a intenção de obter licença bancária plena em 2026.
Nos Estados Unidos, as ações da empresa são negociadas na Bolsa de Nova York desde 2021, sob o código NU, e a notícia registra que a operação bancária no país agora avança em trilha regulatória própria, com a criação do Nubank, N.A. e exigências adicionais antes do início efetivo das atividades.
México como sinal do caminho regulatório e a espera pela etapa final
O texto também cita a subsidiária Nu México, que recebeu autorização para se organizar como banco em abril de 2025 e aguarda aprovação para iniciar as operações.
A referência ao México funciona como um paralelo de etapas, destacando que a autorização para organizar é um passo importante, mas não é ainda o início completo da atuação bancária.
Com isso, o movimento do Nubank nos Estados Unidos aparece como parte de uma estratégia mais ampla de institucionalização regulatória em diferentes jurisdições, combinando crescimento, supervisão e preparação de infraestrutura operacional.
Na sua avaliação, esse avanço do Nubank nos Estados Unidos tende a reforçar o foco no Brasil ou a puxar a prioridade da empresa para o mercado americano?
