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Cientistas desenvolvem novo material com um objetivo: substituir o concreto na construção

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 30/12/2025 às 11:29
Atualizado em 30/12/2025 às 11:32
Novo Material Estrutural Enzimático dos EUA supera concreto com cura em horas e resistência de 25,8 MPa, sequestrando CO2.
Novo Material Estrutural Enzimático dos EUA supera concreto com cura em horas e resistência de 25,8 MPa, sequestrando CO2.
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A equipe do Instituto Politécnico de Worcester desenvolveu uma tecnologia revolucionária capaz de substituir o concreto convencional, utilizando uma enzima encontrada no corpo humano para transformar dióxido de carbono em estruturas sólidas altamente resistentes, reduzindo drasticamente o tempo de cura para apenas algumas horas e oferecendo uma solução viável para diminuir as emissões globais da construção civil.

Pesquisadores dos EUA criam Material Estrutural Enzimático com resistência de 25,8 MPa e cura em horas para substituir concreto convencional emitindo 330 kg de carbono

Pesquisadores do Instituto Politécnico de Worcester desenvolveram o Material Estrutural Enzimático, uma alternativa de carbono negativo ao concreto que transforma CO2 em ativo estrutural sólido, oferecendo cura rápida e resistência superior na construção.

Desenvolvimento e eficiência do novo material

Pesquisadores dos EUA criaram o Material Estrutural Enzimático (ESM) como uma alternativa ecológica ao concreto. O material transforma dióxido de carbono em um ativo estrutural sólido com emissão negativa de carbono.

A equipe liderada por Nima Rahbar, do Instituto Politécnico de Worcester, projetou o ESM para substituir materiais tradicionais. Ele pode ser utilizado efetivamente em aplicações comuns, como tijolos de parede e lajes.

O concreto convencional leva cerca de 28 dias para curar totalmente em sua forma final. Em contraste, o ESM pode ser moldado e finalizado em estruturas sólidas em questão de horas.

Rahbar afirma que a equipe desenvolveu uma alternativa prática e escalável para o setor. O material não apenas reduz as emissões existentes, mas também captura carbono ativamente durante seu processo produtivo.

Especificações técnicas e desempenho estrutural

O ESM apresenta uma resistência média à compressão de 25,8 MPa em testes realizados. Esse valor supera com folga os requisitos mínimos estabelecidos para o concreto estrutural utilizado na construção civil moderna.

A produção tradicional de concreto emite aproximadamente 330 kg de carbono por metro cúbico fabricado. O novo material enzimático inverte essa lógica e sequestra 6,1 kg de carbono no mesmo volume produzido.

O material permanece estável e durável mesmo quando exposto diretamente à água por longos períodos. Essa característica o torna uma alternativa viável e de longa duração para infraestruturas reais e exigentes.

O concreto convencional exige calor intenso e queima de combustíveis fósseis em fornos gigantescos. O ESM é criado em condições amenas, o que reduz significativamente os custos de energia e mão de obra.

O processo químico da enzima biológica

O ingrediente central do ESM é a anidrase carbônica, uma enzima encontrada em glóbulos vermelhos humanos. No corpo, ela auxilia na exalação do dióxido de carbono e na conversão de água.

Essa enzima acelera a reação entre a água e o dióxido de carbono em ambiente laboratorial. O processo gera rapidamente ácido carbônico que desencadeia a formação de cristais sólidos de clacita.

Esses cristais atuam como uma cola mineral natural na matriz estrutural de areia e carbono. O resultado é a criação de um material durável e semelhante à rocha encontrada na natureza.

O método imita a forma biológica como a natureza constrói conchas e recifes no oceano. O processo aprisiona efetivamente os gases de efeito estufa dentro de um bloco de construção sólido.

Impacto ambiental e perspectivas futuras

O concreto é o material artificial mais utilizado na Terra atualmente pela indústria da construção. Sua produção global é responsável por expressivos 8% das emissões totais de CO2 registradas no planeta.

A indústria global de cimento ocuparia o terceiro lugar em emissões se fosse uma nação. Ela ficaria logo atrás apenas das duas maiores economias do mundo, os EUA e a China.

Os pesquisadores buscam ampliar a produção e aprimorar a resistência para arranha-céus de grande porte. O caminho até a comercialização em lojas de ferragens locais ainda é considerado longo pela equipe.

O trabalho futuro focará na melhoria das propriedades mecânicas e na eficiência ecológica do produto. O desenvolvimento contínuo poderá viabilizar aplicações estruturais reforçadas, mantendo as emissões de CO2 sempre reduzidas.

Os resultados completos do estudo sobre o Material Estrutural Enzimático foram publicados na revista Matter. O artigo detalha as propriedades mecânicas, a produção em larga escala e a durabilidade do material.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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