Desenvolvido pela Leonardo, o novo helicóptero AW249 traz inteligência artificial, cockpit digital e alta conectividade para redefinir as táticas de guerra.
Uma iniciativa conjunta entre a fabricante Leonardo, o Exército Italiano e a Direção Nacional de Armamentos, foram realizadas as primeiras exibições de voo do AW249/AH-249A “Fenice”. A fabricante Leonardo aproveitou a ILA Berlin 2026, realizada na Alemanha, para demonstrar as capacidades do helicóptero AW249.
O objetivo do evento foi apresentar a delegações internacionais e autoridades governamentais um equipamento projetado do zero para assegurar a liderança tática nos cenários de guerra modernos mais complexos.
A aeronave surge para preencher uma lacuna de mercado com recursos exclusivos, servindo como uma resposta direta às exigências operacionais do continente pelos próximos 30 anos.
-
Fim de uma era: avião C-2A Greyhound faz sua última decolagem por catapulta antes de seguir para aposentadoria no deserto do Arizona; avião da Marinha dos EUA manteve porta-aviões abastecidos em guerras e missões humanitárias por quase 60 anos
-
Escondidos no fundo do Atlântico Sul, os submarinos brasileiros de 72 metros patrulham em silêncio uma área de 4,5 milhões de km², e o país constrói agora seu primeiro submarino de propulsão nuclear, capaz de passar meses submerso sem precisar vir à tona.
-
Apelidado de “Matador”, o míssil tático de cruzeiro brasileiro AV-TM 300 pode carregar uma ogiva de 200 kg, atingir alvos a até 300 km de distância e surge como uma alternativa nacional e mais barata ao Tomahawk americano.
-
Nova fragata brasileira impressiona com mísseis antinavio, radares multifuncionais, canhões de última geração e capacidade para proteger a Amazônia Azul, o pré-sal e áreas estratégicas do mar brasileiro
Conheça o helicóptero AW249
Diferente de modelos veteranos desenvolvidos em contextos históricos passados — a exemplo do Agusta A129 Mangusta e do Eurocopter Tiger —, a nova plataforma foi concebida sob o conceito de “folha em branco”.
Isso significa que toda a sua engenharia foi pensada para o ambiente digital contemporâneo. Atualmente, o Ministério da Defesa da Itália já chancelou a aquisição de 29 unidades do modelo Fenice, movimentando um contrato de € 1,22 bilhão que engloba suporte de logística, treinamentos e atualizações.
Os cronogramas de fornecimento da fabricante indicam que as entregas serão intensificadas a partir do próximo ano, estendendo-se até 2032.
A flexibilidade comercial é outro pilar do projeto. Por contar com uma arquitetura de sistemas totalmente aberta, o veículo aéreo facilita a incorporação de melhorias contínuas de software e hardware, o que potencializa sua exportação.
De acordo com os planos da empresa desenvolvedora, o foco comercial está voltado para atender demandas na Europa Central, na Ásia e no Oriente Médio, fortalecendo a cooperação mútua com países parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O papel estratégico do helicóptero em missões integradas
O grande trunfo operacional do modelo reside na capacidade de atuar como um verdadeiro multiplicador de forças em ações que exigem a integração de múltiplos domínios de combate.
Dotado de uma autonomia e raio de alcance superiores aos concorrentes diretos, o aparelho pode trabalhar em parceria com outras aeronaves para ampliar a eficácia em campo.

A agilidade da estrutura permite voos táticos extremamente rentes ao solo, garantindo uma consciência situacional elevada.
A versatilidade do modelo permite que ele desempenhe funções variadas, operando como um nó centralizado de comunicações e inteligência. Abaixo estão listadas as suas principais atribuições em campo:
- Escolta aérea e terrestre de comboios táticos;
- Interdição aérea e bloqueio de vias inimigas;
- Apoio aéreo aproximado a tropas em solo;
- Reconhecimento e distribuição de dados por meio da infraestrutura C4/ISTAR.
Tecnologia de ponta e sistemas de proteção cibernética
A automação e os recursos de Inteligência Artificial foram integrados à cabine com a finalidade de atenuar o desgaste físico e mental dos tripulantes, agilizando as tomadas de decisões críticas em tempo real.
O helicóptero possui 17,6 metros de comprimento, com peso maximo de decolagem de 8,3 toneladas, funciona impulsionado por dois motores potentes e atinge uma velocidade máxima de 287 km/h.
Para proteger seus ocupantes, o design contempla blindagem nos assentos, tanques de combustível com resistência a perfurações e uma fuselagem projetada para atenuar o impacto de quedas.
Além disso, os sensores multiespectrais de alta precisão fazem o mapeamento geográfico contínuo do terreno, alimentando os computadores de bordo para desenhar trajetórias de navegação tática de maneira automatizada.
O sistema aviônico traz um Reconhecimento Automático de Alvos (ATR) que cruza dados locais com informações de redes externas, operando sob uma malha de dados de baixa latência e protegida por criptografia cibernética contra interferências externas.
Capacidades de combate e gerenciamento do helicóptero
O poder de fogo do veículo aéreo foi configurado para neutralizar ameaças variadas no campo de batalha contemporâneo.
O Sistema de Gerenciamento de Batalha (BMS) centraliza o controle das armas em camadas organizadas.
Na parte ofensiva, o operador dispõe de um canhão rotativo Gatling de 20 mm com três canos na seção frontal, mísseis específicos para alvos aéreos e terrestres, além de foguetes de 70 mm nas opções guiada e convencional.
Por fim, o equipamento avança no quesito cooperação tecnológica ao gerenciar sistemas remotamente lançados, os chamados Air-Launched Effectors (ALE), que incluem veículos aéreos não tripulados e armamentos autônomos.
Essa interação alcança o Nível de Interoperabilidade 4 (LOI 4), o que confere aos pilotos a capacidade de guiar e receber transmissões completas bidirecionais desses drones durante o andamento da missão.
Com informações do Sociedade Militar
