O ciclone extratropical deve passar pelo extremo sul gaúcho na terça-feira com pressão atmosférica abaixo de 1000 hectopascais e a frente fria associada vai espalhar chuva forte por todos os estados do Sul e avanço sobre São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro Goiás e Distrito Federal até quinta-feira.
Um novo ciclone extratropical vai se formar entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul entre os dias 6 e 7 de abril e seus efeitos serão sentidos em boa parte do Brasil ao longo de toda a semana. A Climatempo alerta que o ciclone terá forte intensidade, com pressão atmosférica no centro ficando abaixo de 1000 hectopascais, e vai provocar temporais com rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h no Sul do país. A frente fria associada ao sistema avançou depois sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, espalhando chuva forte até o dia 10 de abril.
O ciclone não vai passar sobre Santa Catarina nem sobre o Paraná e não avança para o Sudeste ou Centro-Oeste ele segue se deslocando pelo oceano, sempre na altura da costa gaúcha. Mas a frente fria que ele organiza é o que vai carregar a instabilidade para dentro do continente, atingindo de São Paulo ao Distrito Federal. Quem mora nessas regiões precisa ficar atento dia a dia, porque os impactos mudam de área e de intensidade a cada 24 horas.
O que está gerando esse ciclone e por que ele se forma justo agora

O ciclone extratropical se organiza numa região onde há um contraste térmico brutal. Durante o fim da semana da Páscoa, o ar fica muito quente sobre o norte da Argentina e o Paraguai ao mesmo tempo em que uma forte massa de ar frio de origem polar avança pelo leste da Argentina rumo ao oceano. É exatamente entre essas duas massas de ar uma quente e outra gelada que o ciclone nasce.
-
A China quer instalar um power bank gigante no espaço para colher luz solar sem parar, dia e noite, e já testou em terra, numa torre de 75 metros, o envio de energia sem fio a 100 metros de distância para vários alvos em movimento
-
A força bruta das ondas vira energia limpa quase sem desperdício, é o que promete um conversor giroscópico criado no Japão que, em simulações, se acopla ao balanço do mar e alcança o limite máximo de 50% de aproveitamento, deixando para trás os geradores marítimos antigos
-
Telescópio espacial da NASA já tem 73% das imagens contaminadas por rastros de satélites, e cientistas alertam que o problema pode chegar a 100% se milhões de objetos forem lançados na órbita baixa da Terra
-
De uniforme descartado a cobertor para quem dorme nas ruas: iniciativa brasileira transforma toneladas de tecido corporativo em abrigo, reduz lixo têxtil e cria uma corrente de impacto social que começa nas empresas e termina nas mãos de quem mais precisa
Esse tipo de formação é clássico da meteorologia do Cone Sul. Ciclones extratropicais e frentes frias sempre surgem onde massas de ar com temperaturas opostas se encontram.
O que torna esse ciclone mais preocupante é a intensidade: a diferença de temperatura entre as massas de ar será grande o suficiente para gerar um sistema com pressão muito baixa, o que significa ventos fortes e muita instabilidade atmosférica.
Tudo começa com uma área de baixa pressão que se intensifica sobre o Paraguai e o norte da Argentina na segunda-feira, dia 6, e evolui rapidamente para um ciclone organizado na terça-feira, dia 7.
Como o ciclone se desloca entre os dias 6 e 10 de abril

Na segunda-feira, 6 de abril, a área de baixa pressão começa a se intensificar entre o Paraguai e o norte da Argentina.
Na terça-feira, 7 de abril, essa baixa pressão se transforma no ciclone extratropical com centro sobre o Uruguai, que vai se deslocando na direção ao litoral entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Até a noite de terça-feira, o ciclone terá pressão abaixo de 1000 hectopascais um indicativo de forte intensidade.
Na quarta-feira, 8 de abril, o ciclone já estará no alto-mar, na altura da costa gaúcha, longe do continente. Na quinta-feira, 9, continua se afastando em mar aberto.
E na sexta-feira, 10 de abril, o ciclone estará em águas oceânicas distantes e não haverá mais risco de ventos fortes na costa do Sul e do Sudeste. Mas os efeitos indiretos especialmente a frente fria que o ciclone organiza continuam a agitar-se sobre o interior do Brasil mesmo depois que o sistema se afasta.
Onde o ciclone vai provocar temporariamente no Sul do Brasil
O Sul é a região mais afetada. Nos dias 6 e 7 de abril, o processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria vai causar temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Rio Grande do Sul, os temporários começam já na segunda-feira e se intensificam na terça.
Em Santa Catarina e no Paraná, as piores condições deverão acontecer principalmente durante a tarde e a noite de terça-feira.
A Climatempo alerta para risco de chuvas fortes em toda a região Sul. Além da intensa, o grande perigo são as rajadas de vento: nuvens do tipo cumulonimbus vão se espalhar pelo Sul na terça-feira e podem provocar rajadas de até 90 km/h.
Mesmo fora das áreas de chuva, rajadas entre 60 e 70 km/h serão obrigatórias ao longo do dia em todo o interior da região. No litoral gaúcho e catarinense, os ventos podem atingir entre 60 e 80 km/h ao longo de hoje a terça-feira.
O avanço da frente fria sobre Sudeste e Centro-Oeste após o ciclone
Enquanto o ciclone segue pelo oceano, a frente fria associada avançou continente adentro. Na quarta-feira, 8 de abril, essa frente fria chega ao Sudeste com força: são esperadas pancadas fortes sobre São Paulo, Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Zona da Mata Mineira, Grande Belo Horizonte e centro-sul do Rio de Janeiro.
Na quinta-feira, 9 de abril, a frente fria continua se deslocando e espalhando chuva forte sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo mas a instabilidade diminuiu em São Paulo.
No Centro-Oeste, os efeitos do ciclone e da frente friam Mato Grosso do Sul já na terça-feira, com chuvas fortes e risco de rajadas de vento moderadas a fortes. Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal entram na lista de áreas afetadas na quarta e na quinta-feira, quando a frente fria avança sobre esses estados.
É um sistema que vai confundir com diferentes regiões a cada dia por isso é importante acompanhar as atualizações diárias.
Atenção especial para as rajadas de vento geradas pelo ciclone
O vento é um dos aspectos mais perigosos desse evento. Na segunda-feira, 6 de abril, rajadas entre 60 e 80 km/h são esperadas no litoral médio e litoral sul do Rio Grande do Sul. Nos demais estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, as rajadas devem ficar entre 40 e 60 km/h nesse primeiro dia.
Na terça-feira o cenário piora. Rajadas entre 60 e 70 km/h serão obrigatórias em todo o interior do Sul, e os cumulonimbus podem gerar rajadas isoladas de até 90 km/h.
Os navegadores devem ter atenção redobrada: no alto-mar, já que rajadas associadas ao ciclone extratropical podem superar os 100 km/h na costa do Uruguai, na província de Buenos Aires e na região oceânica do extremo sul do Brasil. A Marinha do Brasil deverá emitir avisos específicos para a navegação.
Na quarta-feira, mesmo com o ciclone já no oceano, toda a costa sul ainda terá ventos fortes e mar bastante agitados.
Os ventos só perdem força significativa a partir de quinta-feira, quando as rajadas não devem passar de 65 km/h na costa do Sul e do Sudeste.
Você está na área de impacto desse ciclone? Como está se preparando? Conte nos comentários e compartilhe com quem precisa ficar atento.

-
-
-
-
-
-
12 pessoas reagiram a isso.