A NASA lançará a Missão STORIE para monitorar a corrente anelar terrestre. Descubra como esse enxame invisível de partículas pode derrubar satélites e redes de energia.
Enquanto a sociedade moderna depende cada vez mais de conexões sem fio e energia ininterrupta, um fenômeno espacial invisível pode colocar tudo em xeque. A Missão STORIE, uma colaboração entre a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos, foi criada para enfrentar os perigos da “corrente anelar” — um imenso enxame de partículas carregadas que circula a Terra.
Durante picos de atividade solar, essa estrutura pode sofrer alterações drásticas, resultando em falhas críticas que afetam desde o sinal de internet até a integridade de transformadores elétricos no solo. O estudo torna-se urgente porque o Sol atravessa atualmente o ápice de seu ciclo de 11 anos, período marcado por explosões intensas e ejeções de massa coronal.
Segundo informações divulgadas pela NASA, essas tempestades solares comprimem o campo magnético do planeta, intensificando a eletricidade na corrente anelar. Sem monitoramento adequado, o impacto pode ser devastador para tecnologias que funcionam tanto no espaço quanto na superfície.
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Os alvos das tempestades: O que está em jogo?
A energia acumulada nessa região em formato de rosquinha ao redor da Terra não é apenas uma curiosidade científica; ela tem efeitos físicos diretos. A Missão STORIE investigará como essa carga elétrica altera a atmosfera superior, provocando um efeito cascata em diversos setores:
- Redes de Energia: Indução de correntes que podem queimar linhas de transmissão e oleodutos;
- Satélites de Comunicação: O aquecimento da atmosfera cria resistência, fazendo com que satélites percam altitude e parem de funcionar;
- Sistemas de Navegação: Interferências em sinais e comunicações;
- Segurança Nacional: Monitoramento de vulnerabilidades em equipamentos de defesa e inteligência.
Portanto, o objetivo principal é transformar o conhecimento sobre esse “clima espacial” em um sistema de alerta precoce. De acordo com os pesquisadores, entender a dinâmica dessas partículas permitirá proteger os sistemas dos quais o mundo depende diariamente.

A tecnologia da Missão STORIE a bordo da ISS
Para coletar esses dados vitais, o instrumento da Missão STORIE será lançado na terça-feira, 12 de maio de 2026. A viagem será realizada por um foguete da SpaceX em direção à Estação Espacial Internacional (ISS).
Uma vez lá, o equipamento não ficará dentro da estação, mas será instalado em sua parte externa por um braço robótico, permitindo uma visão desimpedida do espaço.
A vantagem de utilizar a ISS é a sua órbita constante. Como a estação completa uma volta na Terra a cada 90 minutos, o instrumento poderá observar a corrente anelar sob diversos ângulos e posições.

Diferente de missões passadas, a Missão STORIE focará em rastrear os “átomos neutros energéticos” — partículas que escapam do controle do campo magnético e viajam livremente, servindo como rastreadores da origem e velocidade da corrente.
O enigma do oxigênio: Do Sol ou da Terra?
Assim, a Missão STORIE atuará como um detetive químico espacial. Ao analisar a presença e o comportamento dessas partículas durante as tempestades solares, os cientistas poderão reconstruir o mapa completo dessa estrutura invisível.
Enquanto isso, a parceria com o Departamento de Defesa dos EUA garante que os dados ajudem a fortalecer a resiliência tecnológica do país. Em resumo, a iniciativa representa um passo fundamental para garantir que a humanidade continue avançando tecnologicamente sem ficar à mercê das variações solares.
Com informações da NASA e Olhar Digital

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