Marinha Brasileira lança nova divisão de drones em território nacional. A novidade é animadora para as forças armadas e para a segurança de todo o Brasil.
Na terça-feira, (06/07), a Marinha do Brasil realizou a cerimônia de lançamento e ativação do 1.º Esquadrão de Aeronaves Remotamente Pilotadas (EsqdQE-1). O evento ocorreu na base naval de São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, e foi motivo de muita comemoração. O uso dos drones irá aumentar a capacidade de atuação dos navios durante as missões de inteligência e reconhecimento.
Novo esquadrão de drones garantirá maior eficiência nas missões de inteligência
Segundo a Marinha Brasileira afirma que, a criação do EsqdE-1 é um marco em toda a história das forças armadas e aumentará a capacidade das missões de reconhecimento dos navios: “A criação do EsqdQE-1 é um grande marco na história da Aviação Naval e trará significativo aumento na capacidade operacional dos navios da força naval durante missões de inteligência, vigilância e reconhecimento”, diz, em nota, a Marinha.
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Nesse sentido, o esquadrão conta com seis tipos de aeronaves, além de contar, também, com dois lançadores e dois recolhedores. Também de acordo com as forças armadas, esses, poderão ser utilizados tanto em terra quanto no mar, inclusive à noite, para monitoramento de desastres, combate à pirataria, operações de resgate e proteção da vida humana nos mares e oceanos, por exemplo.
Além disso, a Marinha Brasileira ainda afirma que a Organização Militar do Setor Operativo, Subordinada do Comando da Força Aeronaval tem a intenção de contribuir com o processo decisivo de planejamento e emprego do poderio naval por meio da utilização do esquadrão de drones. Com a utilização da divisão de drones, a Força Aeronaval conseguirá combater mais eficientemente até questões como o terrorismo.
Marinha do Brasil não informou onde as aeronaves farão patrulhamento no início das operações, mas dá detalhes sobre como os drones funcionam
Quando questionada sobre onde os drones farão patrulhamento no início das operações, ainda em seu site, a Marinha Brasileira não respondeu. De acordo com ela, a nova operação militar ficará sob responsabilidade da Força Aeronave. O primeiro lançamento foi realizado no último dia 28 de junho, também em São Pedro da Aldeia e o vídeo de preparação, pouso e retorno foi compartilhado.
Os militares das forças armadas participaram de um treinamento sobre o funcionamento dos drones ano passado, nos Estados Unidos. O anúncio que o esquadrão de drones iriam fazer parte da aviação naval brasileira foi feito em 2019 e desde então vinham sendo feitas inúmeras preparações para o dia de lançamento das aeronaves remotamente pilotadas.
O ScanEagle, drone usado pela Marinha Brasileira, possui baixo peso e em média 3,1 metros de envergadura, 1,6 metro de comprimento e teto de 19,5 mil pés, ou seja, cerca de quase 6 mil metros. Ele possui um motor com gasolina que pode durar até 24 horas de maneira autônoma.
É interessante saber, também, que a aeronave decola a partir de um lançador, pode partir de um navio e voltar para a embarcação, pois não há trem de pouso, diz a empresa Insitu, responsável pela fabricação dos drones.
Além disso, a empresa afirma que o drone alcança uma velocidade de quase 150 km/h e o raio de sua ação é até 100 km/h. A Insitu também confirma que a aeronave consegue voar em ambientes extremos carregando uma câmera ou com infravermelho, aumentando a eficiência em missões de reconhecimento, inteligência e vigilância.

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