Nióbio além do horizonte: O mercado de baterias para carros elétricos será importante para a CBMM, além de outros setores do ramo automotivo e tecnologia

Nióbio, carros elétricos, baterias, CBMM, automotivo Nióbio/ Fonte: Revista Pesquisa Fapesp

A CBMM possui planos de aumentar as vendas de produtos de nióbio e com isso, a empresa quer diversificar o mercado, partindo para o setor automotivo, no segmento de baterias de carros elétricos 

A CBMM, empresa brasileira com sede e controle no país, comercializa para o mundo todo produtos industrializados de nióbio. A companhia tem investido entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões por ano em pesquisa e inovação no uso do metal. A CBMM possui planos para aumentar as vendas de nióbio e com isso abre novas estratégias para atrair diversos setores, como o automotivo, no segmento de baterias em carros elétricos.  

Plano para dobrar as vendas de nióbio da CBMM 

Até 2030, com o aumento do número de produtos de nióbio, a CBMM precisa diversificar o mercado de vendas e com isso, investe de 150 milhões de reais a 200 milhões de reais por ano em pesquisa e inovação de metais. De acordo com as estimativas da empresa, em dez anos a quantidade de nióbio usada fora dos usos tradicionais na siderurgia representará 35% do total das vendas.  

Entre as principais apostas fora do core business está no setor automotivo, no plano de baterias para carros elétricos. No entanto, a maior parcela dos investimentos em pesquisa e inovação ainda vem da indústria do aço, que planeja receber 100 milhões de reais em 2021. 

Rodrigo Amado, gerente executivo de Estratégia e Novos Negócios da CBMM, diz que “Nosso core continua sendo uma grande fonte de crescimento para os próximos cinco ou dez anos. O mundo inteiro quer nióbio para ter o aço mais leve e de alta resistência”. 

Investimento em baterias de carros elétricos 

Outra área de pesquisa e desenvolvimento na indústria do aço é o setor automotivo, com foco em planos de baterias. A empresa estima que, em dez anos, o negócio de baterias para carros elétricos representará uma parcela significativa (aproximadamente 25%) das vendas de nióbio fora da indústria siderúrgica. 

O gerente executivo diz que estão negociando com start-ups internacionais que podem acelerar o desenvolvimento desse campo. Segundo Rodrigo, as baterias estão longe de ser a única aplicação do nióbio no setor automotivo, que ele diz que pode ser usado em carregadores, sistemas de freio, algumas rodas e design próprio do carro. Com o uso de nióbio em peças e implementos, o carro fica mais leve e eficiente, completa Amado. 

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos