Uma frota de navios de guerra russos, lotada de artilharia pesada e equipamentos militares, está cruzando o Atlântico depois da perda de bases na Síria. Atravessando o Canal da Mancha em poucos dias, a armada segue sob os olhares atentos da Marinha Real Britânica, que já acompanha cada movimento da frota de Putin.
Está rolando uma movimentação gigantesca no oceano. Navios de guerra russos, carregados até o talo com toneladas de armas e equipamentos militares, estão a caminho do Canal da Mancha e devem chegar lá nos próximos dias. O comboio, que partiu de Tartus, na Síria, faz parte de um recuo forçado da Rússia após um[ baita revés: a perda de suas bases militares no país.
A Marinha Real Britânica já está de olho. O HMS Cutlass, um dos navios da frota britânica, está monitorando de perto cada passo dessa armada russa que, convenhamos, não tem um histórico muito pacífico.
Putin obrigado a recolher tropas e armas

O plano da Rússia no Oriente Médio sofreu um golpe pesado. Desde 2015, Moscou investiu bilhões no governo de Bashar al-Assad, fornecendo tropas, armas e suporte militar. Só que o jogo virou. O novo governo sírio não quer mais a Rússia por perto e exigiu que as bases russas fossem fechadas.
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No fundo do oceano, onde passam cabos que sustentam 95% da internet global, submarinos russos capazes de descer a 6.000 metros acendem alerta mundial ao monitorar a infraestrutura invisível que mantém países, bancos, empresas e governos conectados
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O cruzador classe Ticonderoga virou uma fortaleza de 9.800 toneladas no mar: com 122 células de lançamento vertical e sistema Aegis capaz de rastrear centenas de alvos ao mesmo tempo, o navio da Marinha dos Estados Unidos transformou a defesa aérea dos porta-aviões em uma muralha flutuante de mísseis
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Charles de Gaulle é o colosso nuclear que coloca a França em um clube quase impossível: com 42.500 toneladas, dois reatores atômicos e autonomia para cruzar oceanos por anos sem reabastecer combustível, é o único porta-aviões nuclear em operação fora dos EUA
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O avião espacial militar que quase levou a Guerra Fria para a órbita: Boeing X-20 Dyna-Soar foi projetado para reentrar acima de Mach 20, voar por até 40 horas, pousar como avião e transformar foguetes Titan em porta de entrada para uma nova era de guerra orbital
O que restou a Putin? Recolher tudo e voltar pra casa. E pior: há relatos de que o Kremlin poderia até ter mantido as bases abertas caso aceitasse devolver Assad ao poder. Mas, como essa não era uma opção, o jeito foi bater em retirada e levar toneladas de armamento embora.
Agora, a Rússia precisa lidar com o fato de que perdeu sua influência na região e que, com isso, suas operações militares no Mediterrâneo ficaram bem mais complicadas.
Os navios de guerra russos e o roteiro da retirada
A frota que está retornando para casa não é qualquer uma. Entre os navios envolvidos, estão:
Almirante Golovko – Um navio de guerra de última geração, conhecido pela sua capacidade ofensiva.
Sparta e Sparta II – Navios de carga usados pelo Ministério da Defesa russo para transportar equipamentos militares.
General Skobelev – Um petroleiro militar, essencial para manter a frota abastecida.
Ivan Gren e Alexsandr Otrakovsky – Navios de desembarque, capazes de carregar grandes quantidades de armamento pesado.
O comboio já passou pelo Estreito de Gibraltar e agora segue para o norte, navegando pela costa portuguesa. O plano é chegar ao porto de Baltiysk, no Báltico, mas, para isso, precisarão cruzar o Canal da Mancha — e essa travessia promete ser tensa.
A Marinha britânica está acompanhando tudo de perto. O HMS Cutlass já rastreou dois comboios russos, enquanto helicópteros de patrulha vigiam cada passo da frota de Putin.
Tensão no Canal da Mancha
O tráfego de navios de guerra russos tão perto das águas europeias não passa despercebido. Reino Unido e França estão de olho na movimentação, monitorando cada detalhe dessa frota que, por onde passa, gera preocupação.
Nos últimos meses, a presença militar russa na região aumentou. Um submarino de ataque russo foi avistado na área recentemente e precisou ser acompanhado de perto pela Marinha britânica. Semanas antes, a corveta RFS Soobrazitelny também teve de ser escoltada.
Dessa vez, com um comboio tão grande e carregado de armamento, a tensão está no ar.

Voltando para casa. A maré está russa para Putin. Vai ter que se arrumar, quiça em casa fica mais barato?