1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Navio português que levava um tesouro de US$ 138 milhões e que foi tomado por piratas em 1721 perto de Madagascar pode ter sido encontrado após quase 300 anos
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 5 comentários

Navio português que levava um tesouro de US$ 138 milhões e que foi tomado por piratas em 1721 perto de Madagascar pode ter sido encontrado após quase 300 anos

Publicado em 06/04/2026 às 11:18
Atualizado em 06/04/2026 às 14:33
Assista o vídeoNaufrágio, Navio, Tesouro
Imagem: Ilustração
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
146 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Naufrágio em Madagascar reacende busca por tesouro pirata ligado a navio português capturado em 1721, após 16 anos de pesquisas subaquáticas e mais de 3.300 artefatos recuperados, embora a identificação ainda dependa de confirmação independente e mantenha aberto o debate histórico sobre o caso.

Dois arqueólogos americanos afirmam ter encontrado, na costa nordeste de Madagascar, os destroços do Nossa Senhora do Cabo, navio português capturado por piratas em 1721 e há muito associado a um tesouro pirata desaparecido.

A embarcação havia partido da Índia com destino a Portugal. A bordo estavam altos funcionários, figuras religiosas e uma carga descrita em registros históricos como extremamente valiosa, o que ajudou a manter viva a história por séculos.

A identificação do naufrágio, no entanto, ainda não foi confirmada por entidades independentes.

Mesmo assim, os pesquisadores sustentam que o conjunto de evidências reunido ao longo de 16 anos reforça a ligação do local com o navio.

Naufrágio, Navio, Tesouro
Imagens detalhadas de sonar de um local de naufrágio perto de Nosy Boraha. Crédito: Centro para a Preservação de Naufrágios Históricos

Tempestade facilitou ataque no Oceano Índico

Em 1721, o Nossa Senhora do Cabo levava o vice-rei português e o arcebispo de Goa, além de cerca de 200 pessoas escravizadas.

Perto da Ilha da Reunião, foi interceptado por piratas liderados por Olivier Levasseur, conhecido como O Abutre.

O relatório publicado pelo Centro de Preservação de Naufrágios Históricos afirma que o navio já havia sido danificado por uma tempestade. Isso facilitou sua captura, feita sem muita resistência pelos piratas.

Após o ataque, a embarcação foi conduzida cerca de 400 milhas para oeste até Nosy Boraha, então chamada de Île Sainte-Marie.

A região se encaixava em um cenário mais amplo de intensa atividade pirata no Oceano Índico.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Carga valiosa ajuda a explicar fama do caso

Descrições históricas citadas pela Live Science informam que a carga incluía barras de ouro e prata, moedas, sedas e centenas de pedras preciosas, entre elas diamantes e esmeraldas.

A dimensão da remessa ajuda a explicar por que o episódeo continuou atraindo interesse por tanto tempo.

O suposto tesouro pirata ligado ao navio tornou-se parte central do fascínio em torno do naufrágio.

Os arqueólogos Brandon Clifford e Mark Agostini disseram ter localizado o local após anos de trabalho com sonar e sensoriamento remoto. Os resultados foram publicados na revista Wreckwatch.

Segundo os pesquisadores, mais de 3.300 artefatos foram recuperados. O Centro de Preservação de Naufrágios Históricos destacou que, apesar dos extensos registros sobre a captura e o naufrágio, a localização exata do navio permaneceu incerta.

Objetos religiosos e moedas foram recuperados do naufrágio

Entre os itens retirados do fundo do mar estão objetos religiosos que seriam originários de Goa, como estatuetas da Virgem Maria e placas com referências a Jesus de Nazaré.

Também foram encontrados fragmentos de cerâmica e moedas de ouro com inscrições em árabe. Parte desse material ainda estava enterrada sob areia e lodo, o que indica que novas descobertas podem ocorrer no mesmo ponto.

Os achados podem ajudar a documentar como mercadorias, pessoas e artigos religiosos circulavam pelas redes coloniais portuguesas.

Esse material amplia o valor histórico do local para além da associação com o tesouro pirata.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Destino da riqueza e lacunas históricas seguem abertas

Registros indicam que Levasseur e sua tripulação retiraram grande parte da riqueza antes de abandonar o navio.

Alguns itens, junto com o vice-rei capturado, foram depois devolvidos a Lisboa como parte de um resgate.

Não há registros claros sobre o destino do arcebispo nem das 200 pessoas escravizadas. A área ao redor de Nosy Boraha era conhecida como base de operações piratas, favorecida por águas calmas e controle colonial limitado.

Clifford afirmou que pode haver até 10 naufrágios na área, com vários possivelmente no mesmo porto.

Agostini disse que o local foi historicamente negligenciado, deixando amplo espaço para novas descobertas e mais informações sobre esse naufrágio.

Com informações de Daily Galaxy.

Inscreva-se
Notificar de
guest
5 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Tuninho
Tuninho
08/04/2026 01:41

Pode ter sido ouro roubado de Africa

Hugo
Hugo
Em resposta a  Tuninho
13/04/2026 15:45

Não foi nem de África nem do Brasil. Até que de África não vinha ouro. Foi da venda de comércio entre Japão e China e Índia. Nós éramos intermediários

Leônidas
Leônidas
07/04/2026 00:10

De onde será que esse ouro todo veio? Ao recuperar o tesouro, caso Portugal reinvindique a posse do ouro, o Brasil também teria direito de reinvindicar?

Joferfil
Joferfil
Em resposta a  Leônidas
07/04/2026 16:24

É muita **** kkkkk

Hugo
Hugo
Em resposta a  Joferfil
13/04/2026 15:46

Não tinha nada haver com o Brasil. O ouro e a prata era pagamento de especiarias. Havia comércio entre o Japão, Índia e China. Nenhum deles se entendia. Portugal era intermediário.

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
5
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x