Navio de minério gigante a serviço da Vale atraca no Porto de Tubarão no ES; embarcarão é a primeira do mundo capaz de gerar energia com velas rotativas

Valdemar Medeiros
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28-07-2021 19:48:28
em Indústria Naval, Portos e Estaleiros
Navio - Vale - minério - ES - porto de tubarão primeiro navio de minério a navegar com energia gerada das velas rotativas. Crédito: Anderson Bibico/Divulgação

Atracou nesta terça-feira, no porto de tubarão no ES, o navio gigante de minério a serviço da Vale, que utiliza velas rotativas para gerar energia. Ao total, a embarcação reduzirá até 3,4 mil toneladas de gás carbônico por ano

O primeiro navio de minério de grande porte do mundo, que gera energia com um sistema que é composto por cinco velas rotativas (rotor sails), a serviço da Vale, atracou no Porto de Tubarão, em Vitória, nesta terça-feira (27). A embarcação recebeu o nome de Sea Zhoushan.

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O primeiro navio mineraleiro do mundo equipado com velas rotativas, que visam aumentar a eficiência e reduzir o consumo de combustíveis fósseis, em uma das iniciativas programadas pela mineradora nos próximos anos para diminuir emissões – créditos: Instagram ES porto

O Sea Zhoushan da Vale atracou por volta das 23h30 de ontem e foram necessários os auxílios de cinco rebocadores: Camorim Topázio, Brucutu, Itabira, Timbopeba e Hélio Ferraz I. O navio de minério da Vale saiu da China há algumas semanas e é um Guaibamax da categoria VLOC com capacidade de transportação de 325 mil toneladas de ferro e pelotas.

Ao total, como dito antes, são cinco velas rotativas que geram energia, são instaladas ao longo do navio e funcionam como rotores cilíndricos. As estruturas, que geram energia, possuem quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura e durante suas operações, giram em diferentes velocidades, variando de acordo com as condições ambientais e operacionais para criar uma diferença de pressão e impulsionar o navio de minério.

De acordo com a Vale, as velas rotativas permitirão um ganho de 8% em questão de eficiência e também reduzirão a emissão de até 3,4 mil toneladas de gás carbônico por ano.

Vale planeja contratar uma frota composta com 40% de navios com velas rotativas

Essa será a primeira operação do navio da Vale, que voltará, até o final desta semana para a China cheio de minério. A embarcação leva em torno de dois dias para ser carregado. Por enquanto é um projeto-piloto, mas caso a tecnologia se mostre eficiente, a mineradora Vale planeja formar uma frota composta com pelo menos 40% desse tipo de vela, impactando uma redução de quase 1,5% das emissões por ano das embarcações de minério de ferro da Vale.

Vale ressaltar que este tipo de sistema já existe desde o século XIX, porém somente nos últimos anos passou a ser utilizado em navios de grande porte, como de petróleo, passageiros e de carga.

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De acordo com Guilherme Brega, gerente-executivo de Navegação da Vale, a operação faz parte do programa Ecoshipping, que é voltado para atender as metas da empresa na redução de suas emissões de carbono.

No ano passado, a empresa anunciou um investimento que gira em torno de R$ 6 bilhões para reduzir até 33% de suas emissões de carbono, chamadas de escopos 1 e 2, até 2030. A companhia anunciou também que pretende reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035, relativas à cadeia de valor.

O executivo afirma que essa iniciativa está trazendo à empresa diversas notícias positivas. A chegada do navio é um marco importante para a Vale e foi interessante trazê-lo, primeiramente, para o Porto de Tubarão no ES, pois é um porto possui um caráter inovador e que foi projetado para receber grandes navios. Segundo Guilherme, as velas rotativas dobram e quase se deitam no convés, reduzindo o uso de combustível e gerando uma “energia” completamente natural.

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Valdemar Medeiros
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