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Navio afundado em 1893 no rio de Itajaí deve sair do canal portuário e abrir caminho para embarcações maiores, afirma superintendente do Porto, após mais de 130 anos no fundo com contrato técnico prestes a ser assinado em Santa Catarina

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/05/2026 às 17:17
Atualizado em 15/05/2026 às 17:19
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Navio Pallas no canal portuário do Porto de Itajaí pode sair em Santa Catarina para abrir passagem a embarcações maiores.
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Navio Pallas, afundado em 1893 no rio de Itajaí, pode deixar o canal portuário após estudo técnico anunciado pelo Porto de Itajaí em 14 de maio de 2026. A retirada busca melhorar a navegabilidade em Santa Catarina, sem prazo definido para início ou conclusão das obras e receber embarcações maiores

navio Pallas, naufragado em 25 de outubro de 1893 no rio de Itajaí, voltou ao centro da agenda portuária de Santa Catarina em 14 de maio de 2026. O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, afirmou que deve assinar em breve o contrato de um estudo técnico para viabilizar a retirada dos destroços do canal portuário, porque a estrutura limita a passagem de embarcações maiores.

A medida mira uma mudança operacional no acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, onde a carcaça permanece há mais de 130 anos. A remoção do navio, ainda sem prazo definido para começar ou terminar em 2026, é tratada pela administração portuária como uma etapa necessária para ampliar a navegabilidade e reduzir um obstáculo histórico dentro do canal portuário.

Por que o navio Pallas virou entrave no canal portuário

Navio Pallas no canal portuário do Porto de Itajaí pode sair em Santa Catarina para abrir passagem a embarcações maiores.

O Pallas repousa no fundo do rio desde 1893, em uma área ligada ao acesso do complexo portuário entre Itajaí e Navegantes. Mesmo com valor histórico, os destroços partidos ao meio ocupam uma posição sensível do canal portuário e dificultam a manobra de embarcações maiores.

Em 2026, o debate deixou de ser apenas histórico e passou a envolver a capacidade futura do Porto de Itajaí. A retirada do navio pode abrir espaço para embarcações maiores, mas depende de análise técnica antes de qualquer intervenção no leito do rio.

Contrato técnico deve definir como a remoção será estudada

Navio Pallas no canal portuário do Porto de Itajaí pode sair em Santa Catarina para abrir passagem a embarcações maiores.

Artur Antunes Pereira informou em 14 de maio de 2026 que a assinatura do contrato do estudo técnico deve ocorrer em breve. Esse estudo é o passo inicial para indicar como o navio poderá ser removido do canal portuário sem comprometer a segurança da navegação, a operação do Porto de Itajaí e as condições ambientais do rio.

A administração portuária ainda não apresentou data para o início da retirada nem prazo para a conclusão dos serviços. O ponto central, por enquanto, é transformar uma intenção operacional em plano técnico, com base em levantamento dos destroços, condições do canal portuário e impacto na chegada de embarcações maiores.

“A remoção vai nos permitir ter as portas do complexo abertas a embarcações de maior porte”, afirmou Artur Antunes Pereira.

O naufrágio de 1893 nasceu no contexto da Revolta Armada

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O navio Pallas foi construído na Inglaterra em 1891 e era considerado moderno para o fim do século XIX. A embarcação fazia transporte de alimentos e passageiros entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, com passagens por Itajaí provavelmente ligadas ao abastecimento.

O naufrágio ocorreu em 25 de outubro de 1893, durante a Revolta Armada, movimento militar que se estendeu de 1893 a 1894. Conforme registros históricos, o comandante teria se recusado a apoiar revoltosos contrários ao governo de Floriano Peixoto, e o navio também teria sido saqueado antes de desaparecer no fundo do rio.

Santa Catarina foi palco de episódios da crise militar de 1893

A Revolta Armada reuniu setores da Marinha brasileira que contestavam Floriano Peixoto após a renúncia de Deodoro da Fonseca. Entre 1893 e 1894, a rebelião teve episódios no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, com confrontos navais e bombardeios em meio à consolidação da República.

Essa ligação histórica explica por que o caso do navio Pallas não se resume a uma obra no canal portuário. Em Santa Catarina, o naufrágio se conecta ao período em que o país ainda testava a autoridade do regime republicano, enquanto Itajaí permanecia como ponto de passagem em rotas marítimas regionais e internacionais.

Remoção pode mudar o limite operacional do Porto de Itajaí

A expectativa da administração portuária é que a retirada dos destroços melhore as condições de navegabilidade do canal portuário. Caso o estudo confirme a viabilidade da operação, o Porto de Itajaí poderá preparar o acesso para embarcações maiores, uma mudança relevante para a competitividade logística de Santa Catarina.

Não há, porém, confirmação pública de custo, cronograma de execução ou método de retirada até 15 de maio de 2026. O dado mais concreto é a etapa contratual do estudo técnico, não o começo da obra. Por isso, qualquer projeção sobre impacto comercial depende do resultado desse levantamento.

O desafio é retirar sem apagar o valor histórico

A permanência do navio por mais de 130 anos no fundo do rio criou uma situação incomum. O mesmo objeto que representa memória da Revolta Armada também funciona, em 2026, como obstáculo físico para embarcações maiores no canal portuário.

Esse equilíbrio deve orientar a discussão em Santa Catarina nos próximos meses. O Porto de Itajaí precisa lidar com segurança náutica, preservação histórica e necessidade de ampliar o acesso, sem tratar a remoção como obra simples ou meramente simbólica.

O que ainda falta saber antes da retirada

Até 15 de maio de 2026, a principal lacuna é o calendário. O estudo técnico ainda precisa ser contratado, executado e convertido em decisão operacional antes que qualquer equipe inicie a retirada do navio do canal portuário.

Também falta detalhar o destino dos destroços, os cuidados com a estrutura partida ao meio e o efeito prático da intervenção na recepção de embarcações maiores. Sem essas respostas, a promessa de ganho para o Porto de Itajaí permanece relevante, mas ainda condicionada à etapa técnica.

O caso do navio Pallas une uma data precisa, 25 de outubro de 1893, a uma decisão administrativa anunciada em 14 de maio de 2026. Entre esses dois marcos, Santa Catarina viu o antigo naufrágio se transformar de registro histórico em problema logístico para o canal portuário.

Se a remoção avançar, o Porto de Itajaí poderá reorganizar parte de seu acesso para embarcações maiores. A pergunta é se a operação conseguirá preservar a memória do naufrágio, reduzir o obstáculo no rio e entregar ganho real de navegação. Você acha que o navio deve ser retirado mesmo após mais de 130 anos? A prioridade deve ser a logística, a memória histórica ou as duas coisas juntas? Como Santa Catarina deveria tratar destroços desse tipo em áreas portuárias? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e marque alguém…

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EDILIO BRAZ DOS SANTOS
EDILIO BRAZ DOS SANTOS
18/05/2026 08:08

Sou a favor da cretirada dos destroços desse navio, mas garantindo a preservação histórica que ele representa, transportando para um local como objeto de um museu náutico.

Luiz Antonio Bonanno
Luiz Antonio Bonanno
17/05/2026 04:48

O navio afundado deve ser retirado para permitir a passagem de navios maiores e ainda pode ser desmontado e ter partes comercializadas gerando divisas para a região

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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