NASA ajuda a responder perguntas que movimentam buscas no mundo inteiro, da chamada Lua de sangue aos sinais de água antiga em Marte, passando pelos efeitos extremos de uma missão tripulada ao planeta vermelho e por um detalhe que frustra muitos brasileiros: o eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 não terá faixa de totalidade sobre o Brasil.
NASA voltou ao centro de algumas das curiosidades mais pesquisadas sobre o espaço ao reunir explicações que ligam eclipses, atmosfera, Marte, rovers e corpo humano em uma mesma conversa. De um lado, a agência mostra por que a Lua pode ficar vermelha durante um eclipse lunar total. De outro, reforça que Marte já teve rios, lagos e deltas, enquanto novas imagens de altíssima resolução captadas por Curiosity e Perseverance voltam a alimentar a pergunta que nunca sai de cena: o planeta vermelho já foi habitável?
O que transforma essa história em algo maior é que nenhuma dessas perguntas termina nela mesma. A Lua vermelha ajuda a entender a atmosfera da Terra. Os vestígios de água em Marte mudam a forma como o planeta é visto. Os riscos de uma missão tripulada mostram que chegar lá não depende só de foguetes. E o eclipse de 2026 revela que a expectativa de quem pesquisa o fenômeno no Brasil não combina com a área oficial de visibilidade total listada pela NASA.
Por que a Lua fica vermelha durante um eclipse lunar total?
A Lua fica vermelha durante um eclipse lunar total porque a Terra passa entre o Sol e a Lua e bloqueia a luz direta, mas não toda a iluminação. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superfície lunar, e nesse caminho os tons azulados se espalham mais, enquanto os tons avermelhados e alaranjados conseguem seguir adiante. É esse filtro atmosférico que faz a Lua ganhar o tom que popularizou a expressão “Lua de sangue”.
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A própria NASA resume esse efeito com uma imagem forte: é como se todos os nasceres e pores do sol da Terra fossem projetados sobre a Lua ao mesmo tempo. A agência também destaca que, quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera terrestre, mais avermelhada a Lua pode parecer durante o eclipse.
É verdade que Marte já teve rios, lagos e um ambiente parecido com a Terra?


Sim, há evidências fortes disso, embora a NASA não diga que Marte tenha sido igual à Terra atual. Logo após pousar, o rover Curiosity encontrou seixos lisos e arredondados que, segundo a agência, provavelmente rolaram por alguns quilômetros em um rio antigo com profundidade entre o tornozelo e o quadril. Isso colocou em imagem concreta uma ideia que antes parecia abstrata: água líquida realmente correu pela superfície marciana.
A descoberta ficou ainda mais importante quando o Curiosity avançou em direção ao Monte Sharp. A NASA afirma que mais de 1.000 pés verticais de rocha ali se formaram originalmente como lama no fundo de uma série de lagos rasos, e que rios e lagos podem ter persistido na cratera Gale por talvez um milhão de anos ou mais. Ou seja, Marte não teve apenas episódios isolados de água, mas ambientes que duraram tempo suficiente para ganhar peso na discussão sobre habitabilidade.
O Perseverance reforça essa leitura em Jezero. Segundo a NASA, há mais de 3,5 bilhões de anos canais de rios transbordaram para dentro da cratera e criaram um lago, levando sedimentos e minerais de argila para o local. Esse é um dos pontos mais fortes da exploração atual de Marte: o planeta já teve cenários que, em tese, poderiam favorecer vida microbiana.
O que aconteceria com o corpo humano em uma viagem longa até Marte?

Uma missão humana a Marte seria também um teste extremo para o corpo. A NASA organiza esse problema em cinco grandes perigos: radiação espacial, isolamento e confinamento, distância da Terra, campos gravitacionais diferentes e ambientes fechados ou hostis. A própria agência ressalta que esses riscos não atuam separadamente e podem se combinar, agravando o impacto físico e psicológico da viagem.
Entre os efeitos mais preocupantes estão a perda de osso e de músculo. A NASA informa que, sem a gravidade da Terra, ossos que sustentam peso perdem em média de 1% a 1,5% de densidade mineral por mês durante o voo espacial, enquanto a massa muscular também cai mais rapidamente sem exercício e dieta adequados. A agência ainda aponta que fluidos corporais se deslocam para a cabeça em microgravidade, o que pode pressionar os olhos e provocar alterações na visão.
Em outras palavras, uma viagem até Marte não seria apenas uma travessia tecnológica, mas um desgaste contínuo do organismo humano. Radiação, confinamento, distância e gravidade reduzida formam um pacote de risco que ajuda a explicar por que a missão ainda está muito mais ligada à pesquisa do que a uma data próxima de execução.
O eclipse solar total de 2026 poderá ser visto do Brasil ou só em outros países?
No caso do eclipse solar total de 12 de agosto de 2026, a NASA é direta: a faixa de totalidade passará por Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e uma pequena área de Portugal. A fase parcial será visível em partes da Europa, da África, da América do Norte e de áreas oceânicas. O Brasil não aparece na lista oficial de regiões de visibilidade desse eclipse total.
Isso ajuda a corrigir uma expectativa comum de quem pesquisa o fenômeno por aqui. Para o público brasileiro, o evento mais diretamente ligado ao país na programação destacada pela NASA é o eclipse solar anular de 6 de fevereiro de 2027, listado como visível em partes da América do Sul e da África, incluindo o Brasil.
Por que as novas imagens de Marte feitas pelos robôs da NASA impressionam tanto os cientistas?

As novas imagens impressionam porque não são apenas belas panorâmicas. Elas funcionam como um registro visual de altíssima resolução sobre diferentes capítulos da história de Marte. Em um dos materiais mais recentes, a NASA informa que o Curiosity captou entre 9 de novembro e 7 de dezembro de 2025 um panorama de 360 graus com 1,5 bilhão de pixels, montado a partir de 1.031 imagens, um dos maiores já produzidos pela missão.
Nesse panorama aparecem formações chamadas boxwork, redes de cristas baixas que, segundo a NASA, surgiram quando água subterrânea percorreu grandes fraturas da rocha e deixou minerais mais resistentes à erosão. Já o Perseverance reuniu 980 imagens entre 18 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2026 para montar outro panorama de 360 graus em uma área próxima à borda da cratera Jezero. O efeito dessas imagens está na soma entre impacto visual e valor científico: elas mostram onde a água passou, onde sedimentos se acumularam e onde o passado de Marte ainda pode estar preservado.
O que a NASA ainda precisa confirmar sobre Marte, sobre a vida antiga e sobre o futuro das missões humanas?
Essa é a pergunta que fecha todas as outras. A NASA já tem evidências robustas de que Marte teve rios, lagos, deltas, minerais de argila e ambientes considerados promissores para a habitabilidade antiga. Também já sabe que o corpo humano sofre de forma importante em missões longas no espaço. Mas a resposta decisiva ainda não existe: a agência não confirmou vida passada em Marte e ainda trabalha para entender até que ponto uma viagem humana longa pode ser feita com segurança real.
É justamente essa lacuna que mantém o tema tão forte. A Lua vermelha continua fascinando porque torna visível a física da atmosfera. Marte continua atraindo porque preserva pistas de um passado mais úmido e possivelmente habitável. E a exploração humana continua distante porque o maior obstáculo talvez não seja só chegar ao planeta vermelho, mas suportar o caminho até lá e a volta. Por isso, cada novo panorama, cada novo estudo e cada novo eclipse ampliam uma história que ainda está longe de terminar.
E você, qual dessas curiosidades da NASA mais te impressiona: a Lua vermelha nos eclipses, os rios antigos de Marte, os riscos de uma viagem humana ao planeta ou o eclipse de 2026 fora do Brasil? Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção.


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