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Pesquisadores na Tailândia identificam Nagatitan chaiyaphumensis: maior dinossauro do Sudeste Asiático com 27 metros e até 28 toneladas (9 elefantes africanos)

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 16/05/2026 às 11:00
Atualizado em 16/05/2026 às 11:02
Nagatitan chaiyaphumensis 27 metros dinossauro Tailândia
Nagatitan chaiyaphumensis, novo sauropode descrito em maio de 2026 na Tailândia, com 27 metros e até 28 toneladas — o maior dinossauro do Sudeste Asiático.
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Nagatitan chaiyaphumensis tem 27 metros e até 28 toneladas e vira o maior dinossauro do Sudeste Asiático

Em maio de 2026, paleontólogos publicaram no Sci.News os primeiros resultados sobre o Nagatitan chaiyaphumensis. Trata-se do maior dinossauro já identificado no Sudeste Asiático.

O sauropode media 27 metros de comprimento. O peso estimado fica entre 25 e 28 toneladas, equivalente a nove elefantes africanos adultos.

Conforme detalha o estudo publicado no Scientific Reports (Nature), o animal viveu há cerca de 113 milhões de anos. Pertence ao Cretáceo Inferior.

Fósseis surgiram em Chaiyaphum, no nordeste da Tailândia, na Khok Kruat Formation

Os ossos do sauropode tailandês foram escavados na Khok Kruat Formation. A região fica em Chaiyaphum, província do nordeste tailandês conhecida pelos depósitos de fósseis cretáceos.

De fato, o local entrega há mais de duas décadas restos de dinossauros, crocodilomorfos e tartarugas pré-históricas. Por isso, o sítio se firmou como referência para paleontologia asiática.

Por outro lado, o achado foi reportado pela primeira vez por um morador local. Conforme reportagens, o material seguiu para análise da equipe internacional.

Equipe combina University College London, Mahasarakham e Suranaree University no estudo

Nagatitan chaiyaphumensis 27 metros 28 toneladas escala dinossauro
Escala do Nagatitan chaiyaphumensis comparada a humano e outros sauropodes do Sudeste Asiático. Imagem: Representação editorial baseada em medidas do paper Scientific Reports.

A pesquisa une instituições da Tailândia e do Reino Unido. Em comparação com outros estudos paleontológicos regionais, o time integra universidades de três países diferentes.

Segundo o paper, Thitiwoot Sethapanichsakul lidera o trabalho. O pesquisador é doutorando da University College London.

Da mesma forma, integram o time cientistas da Mahasarakham University, da Suranaree University of Technology e do Sirindhorn Museum.

Por isso, a publicação une tradição local com infraestrutura de pesquisa europeia.

Nagatitan integra a família Euhelopodidae dos titanossauriformes asiáticos

Conforme classificação taxonômica, o fóssil descoberto pertence à família Euhelopodidae. Trata-se de um grupo de sauropodes titanossauriformes amplamente distribuído na Ásia Cretácea.

Em outras palavras, o animal compartilha ancestrais com outros gigantes asiáticos como Euhelopus e Phuwiangosaurus. Por consequência, ajuda a montar o panorama evolutivo da fauna asiática.

De acordo com a publicação, o achado confirma que titanossauriformes prosperaram além da China. O ramo se espalhou pelo sudeste asiático antes da fragmentação continental final.

  • Nome científico: Nagatitan chaiyaphumensis
  • Comprimento: 27 metros (89 pés)
  • Peso: 25-28 toneladas (até 9 elefantes)
  • Idade: ~113 milhões de anos (Cretáceo Inferior)
  • Família: Euhelopodidae (titanosauriformes)
  • Local: Khok Kruat Formation, Chaiyaphum, Tailândia

Nagatitan chaiyaphumensis equivale a 9 elefantes mas perde para o Patagotitan

Nagatitan vs Patagotitan vs Ruyangosaurus comparação dinossauros sauropodes
O Nagatitan (27 m, 28 t) ainda é menor que Patagotitan (60 t) ou Ruyangosaurus (50 t), mas é o maior já registrado no Sudeste Asiático. Imagem: Representação editorial.

Para ter uma ideia da escala, o animal pré-histórico pesava o equivalente a nove elefantes africanos. Em comparação, atinge cerca de 90% do comprimento de uma baleia azul moderna.

Conforme aponta o paper, mesmo com tais dimensões, o titanossauriforme tailandês ainda fica abaixo dos gigantes sul-americanos. O Patagotitan da Argentina pesava 60 toneladas.

Por outro lado, o Ruyangosaurus chinês alcança 50 toneladas. Naquele momento, dinossauros do hemisfério sul cresciam mais do que parentes asiáticos.

Nome homenageia Naga, serpente mítica do folclore asiático

A etimologia do Nagatitan chaiyaphumensis tem duas partes. O primeiro nome vem de Naga, divindade serpentiforme do folclore hindu e budista tailandês.

Em comparação, “titan” reforça a magnitude do animal — referência aos antigos deuses titãs da mitologia grega. Da mesma forma, “chaiyaphumensis” indica a província onde os fósseis foram encontrados.

Por isso, o nome científico do animal combina três tradições culturais. Outras descobertas paleontológicas brasileiras recentes incluem o mapeamento de cidades pré-coloniais na Amazônia boliviana via LiDAR.

Brasil mantém escola própria de paleontologia desde São Paulo até a Patagônia

Escavação paleontológica Tailândia Khok Kruat Nagatitan fósseis
Escavação dos fósseis do Nagatitan chaiyaphumensis na Khok Kruat Formation, em Chaiyaphum. Imagem: Representação editorial.

O Brasil mantém tradição paleontológica forte. Universidades como USP, UFRJ e UNESP publicam achados regularmente em jornais internacionais.

Conforme dados das instituições brasileiras, o país possui pelo menos cinco bacias sedimentares com fósseis cretáceos relevantes. A Bacia do Araripe, no Ceará, é uma das mais conhecidas globalmente.

Em outras palavras, o intercâmbio Brasil-Tailândia em paleontologia é viável tecnicamente. Por outro lado, demanda acordos universitários específicos pouco comuns hoje.

Da mesma forma, descobertas como o lançamento do Dragon CRS-34 da SpaceX em 13 de maio reforçam como múltiplas frentes científicas convivem em maio de 2026 — espaço, paleontologia e arqueologia.

Em comparação, o Brasil também noticiou descobertas marcantes nos últimos anos. O Tapuiasaurus macedoi, encontrado em Minas Gerais, alcançava cerca de 13 metros.

Da mesma forma, o Maxakalisaurus topai, do Triângulo Mineiro, atingia 13 metros. Conforme dados de Anchieta e do Museu Nacional, ambos pertencem ao Cretáceo Superior.

Por outro lado, o gigante brasileiro Austroposeidon magnificus, descrito em 2016, chega a 25 metros de comprimento. Naquele momento, foi anunciado como o maior dinossauro do país.

De acordo com o Museu Nacional da UFRJ, a Bacia do Bauru abriga um dos depósitos cretáceos mais ricos da América do Sul. Por consequência, comparações com sítios asiáticos como Khok Kruat ganham relevância científica.

Próximos passos: análises adicionais e busca por novos ossos no nordeste da Tailândia

A equipe pretende continuar a escavação na Khok Kruat Formation. Em seguida, planeja análises geoquímicas dos sedimentos ao redor dos ossos.

De acordo com a publicação, novos exames podem revelar pistas sobre dieta e habitat do Nagatitan. Naquele momento, a expectativa é reconstruir o ambiente cretáceo do Sudeste Asiático.

Por consequência, mais espécies de sauropodes asiáticos podem ser descritas nos próximos anos. Conforme a comunidade científica, a Tailândia consolida-se como um dos centros de paleontologia regional.

Há limitações reconhecidas. Apenas parte do esqueleto foi recuperada até agora.

Conforme a equipe de pesquisa, faltam vértebras e parte da cintura pélvica. Da mesma forma, o crânio ainda não foi localizado.

Em outras palavras, dimensões e peso ainda podem aumentar com novos achados. Por consequência, escavações sucessivas no sítio Khok Kruat permanecem prioridade.

De acordo com cientistas locais, dezenas de outros fragmentos já foram identificados em campo. A análise preliminar sugere possível presença de juvenis e adultos no mesmo depósito.

Será que escavações futuras revelarão um Nagatitan ainda maior do que os 27 metros já confirmados? A resposta depende dos próximos anos de pesquisa em campo na Tailândia.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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