Dragon CRS-34 da SpaceX decola em 13 de maio com mantimentos e experimentos para a Estação Espacial Internacional após adiamento de meses
A NASA e a SpaceX confirmaram, em 12 de maio de 2026, o lançamento da Dragon CRS-34, a 34ª missão comercial de reabastecimento da SpaceX à Estação Espacial Internacional (ISS), segundo a NASA. O lançamento da Dragon CRS-34 está previsto para 13 de maio às 18h50 ET (horário leste dos EUA), com acoplagem à ISS prevista para 14 de maio às 7h35 ET.
De acordo com a agência espacial americana, a missão usa Falcon 9 a partir da plataforma SLC-40 em Cape Canaveral, Flórida. Em paralelo, a Dragon CRS-34 transporta carga de suprimentos científicos, alimentos, equipamentos médicos e experimentos de microgravidade. Conforme cronograma anterior, essa é a 14ª missão Dragon em 2026 — cadência recorde no programa Commercial Resupply Services (CRS).
O Falcon 9 usado é reaproveitado: o primeiro estágio já voou outras vezes, o que reduz custo unitário. Em comparação, a SpaceX cobra à NASA cerca de US$ 165 milhões por missão CRS — bem abaixo dos US$ 280 milhões da Northrop Grumman pelas missões Cygnus. Por isso, a SpaceX domina mais de 70% das missões de reabastecimento da ISS desde 2020.
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O que vai dentro da Dragon CRS-34
A Dragon CRS-34 transporta cerca de 2.500 quilos de carga, divididos entre suprimentos da tripulação, hardware do laboratório espacial e experimentos científicos. Em primeiro lugar, há alimentos liofilizados, frutas frescas e itens pessoais. Em segundo lugar, viajam ferramentas para reparos de painéis solares e do sistema de cooling externo.
Conforme dados do Spaceflight Now, mais de 20 experimentos científicos de universidades e empresas viajam na cápsula. Em consequência, áreas como medicina, biotecnologia, ciência de materiais e física de fluidos serão estudadas em microgravidade.
Em paralelo, há experimentos brasileiros: a Universidade Federal do ABC tem uma plataforma de teste de células-tronco e a Embraer enviou amostras de liga metálica para análise de comportamento em microgravidade. Da mesma forma, parte dos experimentos americanos investiga novos antibióticos para combater bactérias resistentes.

14ª Dragon de 2026: cadência alta e o futuro pós-ISS
A SpaceX bate recorde de cadência em 2026. Conforme cronograma divulgado, a empresa já realizou 13 missões com Dragon antes desta. Em primeiro lugar, há 9 missões Crew Dragon ainda planejadas para o ano. Em segundo lugar, há 4 missões CRS adicionais até dezembro.
De acordo com cronograma da NASA, a ISS está prevista para se aposentar em janeiro de 2031. Em consequência, novas estações espaciais comerciais devem assumir o papel: a Axiom Station (Axiom Space), a Orbital Reef (Blue Origin + Sierra Space) e a Starlab (Voyager Space + Airbus). Por outro lado, a China já opera a Tiangong com tripulação rotativa contínua.
Em paralelo, a Rússia anunciou retirada da ISS até 2028 — gradualmente, módulo a módulo. Por isso, a NASA precisa garantir cadência de cargas confiável nos próximos 5 anos enquanto a transição para órbita comercial acontece. Para entender a escala, isso significa 30+ missões Dragon ainda no programa.
Experimentos a bordo: do câncer à mineração lunar
Entre os experimentos mais notáveis está um teste de imunoterapia contra câncer em microgravidade, conduzido por Roswell Park Comprehensive Cancer Center. Em primeiro lugar, células T podem se comportar diferente sem gravidade, o que pode revelar caminhos para terapias mais eficazes. Em segundo lugar, há experimentos de bioprinting 3D de tecidos vivos.
Da mesma forma, a Northrop Grumman enviou módulos de teste para sistemas de mineração lunar autônoma. Conforme cronograma do programa Artemis, mineração de gelo de água em crateras lunares começa em 2029. Por consequência, validação prévia em microgravidade é etapa obrigatória.
- 13 de maio às 18h50 ET — lançamento
- 14 de maio às 7h35 ET — acoplagem ISS
- 34ª missão CRS da SpaceX desde 2012
- 2.500 kg de carga estimada
- 20+ experimentos científicos
- Falcon 9 reutilizado com primeiro estágio reaproveitado
O Falcon 9 reutilizado: economia que mudou a indústria
O primeiro estágio do Falcon 9 usado na CRS-34 já voou mais de 5 missões anteriores. Em consequência, a SpaceX economiza cerca de US$ 30 milhões por reuso. Por isso, a indústria espacial inteira foi forçada a desenvolver lançadores reutilizáveis para competir.
De acordo com análise do SpaceNews, hoje há mais de 15 lançadores reutilizáveis em desenvolvimento no mundo, incluindo a Long March 9 chinesa, o Neutron da Rocket Lab e o New Glenn da Blue Origin. Da mesma forma, agências governamentais europeias e japonesas têm projetos paralelos.
Em comparação, antes da era SpaceX o custo médio de lançar 1 kg para órbita baixa era US$ 20 mil. Hoje, o Falcon 9 reduziu para US$ 2.700. Em consequência, dezenas de empresas viáveis surgiram — desde Planet Labs (imagens de Terra) até startups de internet de satélite concorrentes da Starlink.

Implicação para Brasil e startups espaciais nacionais
Para o Brasil, a cadência alta da SpaceX importa por diversas razões. Em primeiro lugar, a Agência Espacial Brasileira (AEB) já firmou parcerias para experimentos com a NASA. Em segundo lugar, startups brasileiras como Lunasonde e Stellaris têm acesso indireto à ISS via consórcios universitários americanos.
Conforme dados oficiais, o Brasil investe cerca de US$ 100 milhões/ano em programa espacial — muito abaixo dos US$ 25 bilhões da NASA. Por outro lado, parcerias internacionais permitem que pesquisadores brasileiros enviem experimentos sem custo direto. Da mesma forma, isso fortalece a base universitária de engenharia aeroespacial.

Ressalva: clima e janela de lançamento
Embora todas as condições estejam alinhadas, lançamentos espaciais dependem do clima. Em primeiro lugar, frentes frias na Flórida podem atrasar a missão em até 48 horas. Em segundo lugar, ventos de altitude superior a 100 km/h interrompem a contagem regressiva.
De acordo com previsão da NOAA, há 70% de probabilidade de céu limpo em Cape Canaveral em 13 de maio. Da mesma forma, a janela de lançamento é instantânea — falhar no horário exato gera adiamento de pelo menos um dia. Outras coberturas de lançamentos espaciais estão no acervo do Click Petróleo e Gás. Será que a SpaceX vai bater 17 missões Dragon em um único ano?

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