1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Múmia egípcia de criança de 8 anos guardava item misterioso sob o peito, revela análise inédita de corpo preservado por mais de 2 mil anos em museu da Polônia
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Múmia egípcia de criança de 8 anos guardava item misterioso sob o peito, revela análise inédita de corpo preservado por mais de 2 mil anos em museu da Polônia

Publicado em 22/04/2026 às 12:13
Atualizado em 22/04/2026 às 12:17
Mumia, Múmia Egípcia
Imagem: Ilustração
  • Reação
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

A análise inédita da múmia egípcia preservada na Polônia revelou um objeto ritual sob o peito do menino e abriu novas pistas sobre origem, mumificação, identidade e contexto histórico antigo

Preservada no Museu Arquidiocesano de Wrocław, na Polônia, desde 1914, a múmia egípcia de um menino que viveu há mais de 2 mil anos passou por análise detalhada, publicada em março de 2026, ampliando o entendimento sobre técnicas de mumificação.

Múmia, Múmia egípcia
Exames de tomografia permitiram que os pesquisadores estudassem as estruturas internas da múmia sem danificar o material conservador por mais de 2 mil anos — Foto: Marzena Ożarek-Szilke/Universidade de Wrocław

Estudo recupera pistas perdidas na guerra

As informações sobre a múmia haviam sido perdidas durante os conflitos da 2ª Guerra Mundial. Sem esses registros, os pesquisadores buscaram formas de reconstruir a origem e a vida do corpo preservado.

O novo estudo foi publicado na revista científica Digital Applications in Archaeology and Cultural Heritage.

A pesquisa realizou a primeira análise detalhada da múmia mantida no museu polonês desde o início do século XX.

Objeto ritual chama atenção na múmia egípcia

Entre os achados, os cientistas identificaram um objeto ritualístico preservado sob o peito do menino.

O elemento estava oculto e passou a integrar as descobertas que ajudam a ampliar a compreensão das práticas egípcias de mumificação.

Uma radiografia revelou a presença de outro objeto na região do peito. Agata Kubala, da Universidade de Wrocław e uma das autoras do estudo, afirmou que ele pode ser um papiro com o nome do menino.

Múmia, Múmia egípcia
O rosto da criança é visível, mas provavelmente também havia sido coberto por bandagens e até mesmo uma máscara — Foto: Marzena Ożarek-Szilke/Universidade de Wrocław

Exames indicam idade, sexo e embalsamamento

Para obter as novas informações, a equipe utilizou exames de radiografia, tomografias computadorizadas e estudos dos tecidos moles preservados.

Os métodos permitiram estimar idade, sexo e identificar sinais de doenças sem causar danos ao corpo.

A pesquisa apontou que a múmia pertencia a um menino que morreu por volta dos oito anos. As alterações de embalsamamento incluíram a retirada do cérebro pela cavidade nasal e da maioria dos órgãos internos.

Os pesqusadores também observaram que a cabeça e o pescoço estão parcialmente descobertos e escuros, com crostas brancas de sal. O rosto da criança é visível porque a maior parte das bandagens foi removida.

Há ainda uma camada perceptível de substância de embalsamamento marrom-escura na cabeça e no pescoço, reforçando as bandagens.

A equipe trabalha com a possibilidade de que o rosto da criança tenha sido coberto por uma máscara.

Origem provável e causa da morte seguem em estudo

Como o corpo não apresenta traumas físicos nem sinais claros de doenças, a causa da morte segue incerta.

Mesmo assim, as análises ajudaram a estimar que o menino provalvemente veio de uma família de classe média no Período Ptolomaico.

Esse período abrange cerca de 332 a 30 a.C. Os dados obtidos até agora sustentam a hipótese de que o jovem tenha origem na região de Aswan, no sul do território egípcio, às margens do rio Nilo.

Pesquisa continua com cautela

Os cientistas informaram que o trabalho ainda não terminou. Novos estudos estão sendo feitos sobre a iconografia da cartonagem que envolve o corpo para reunir mais provas sobre a origem do menino.

A equipe também precisa agir com cuidado ao examinar cada detalhe. Os materiais analisados têm milhares de anos de história e permanecem extremamente vulneráveis a danos durante o manuseio e a investigação científica.

Com informações de Revista Galileu.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x