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A ferrovia mais íngreme do planeta tem 48% de inclinação, cruza os 2.132 m do monte Pilatus em trajeto de 4.618 m e ainda carrega lendas sobre Pôncio Pilatos e dragões, oferecendo uma subida quase vertical que deixa turistas impressionados com a vista dos Alpes

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 20/11/2025 às 11:47 Atualizado em 20/11/2025 às 11:48
Assista o vídeoMonte Pilatus, Ferrovia, Ferrovia mais íngreme
Imagem: Reprodução / Youtube
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A montanha Pilatus, perto de Lucerna, abriga a ferrovia mais inclinada do planeta e oferece uma combinação rara de engenharia, paisagens alpinas e tradições que seguem encantando viajantes de diversas regiões

Localizada abaixo da Cordilheira dos Alpes, a Suíça combina verões amenos e invernos rigorosos porque está cercada por montanhas imponentes. Esse cenário mistura cidades modernas e natureza preservada, criando um dos ambientes mais admirados da Europa. O país reúne tradição, inovação e obras emblemáticas. Entre elas está a ferrovia mais íngreme do planeta, instalada no monte Pilatus. Ela funciona há mais de um século e recebe visitantes de diversas regiões.

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A imponência do monte Pilatus

Pilatus é uma das montanhas mais procuradas da Suíça Central. Fica próxima de Lucerna e alcança 2.132 metros em seu ponto máximo.

O maciço possui vários picos. Entre eles estão o Tomlinson, com 2.128 metros, e o Weidenfeld, com 2.076 metros. Essas estruturas formam um conjunto impressionante que atrai viajantes durante todo o ano.

A região também ficou marcada por histórias antigas. Uma lenda afirma que o corpo de Pôncio Pilatos teria sido lançado no lago de Oberalp. Por isso, o local foi considerado assombrado durante séculos.

O conselho de Lucerna proibiu o acesso ao Pilatus em 1837. A restrição durou dois séculos e reforçou a ideia de que a montanha guardava segredos perigosos.

Outra narrativa popular diz que dragões benevolentes viviam em cavernas no topo do maciço. Eles teriam poderes de cura e ajudaram um jovem ferido que subiu ao local por engano, segundo a tradição.

Essas histórias ainda movimentam a imaginação de quem visita a montanha.

A criação da ferrovia impossível

No fim do século XIX, o engenheiro Eduard Locher decidiu criar uma ferrovia capaz de vencer a grande inclinação do Pilatus.

Muitos duvidaram do plano porque os sistemas tradicionais não suportariam o ângulo acentuado. Ele, portanto, desenvolveu uma solução inédita para tornar a obra possível e evitar acidentes.

Locher apresentou um projeto com bitola padrão e inclinação de 25%, mas ele não era viável economicamente.

Para seguir adiante, o engenheiro criou um mecanismo que cortava a roda ao meio e permitia ampliar a inclinação para 48%, algo inovador para a época.

Ele instalou um rack duplo horizontal entre os trilhos, com dentes voltados para os dois lados. As rodas dentadas dos eixos verticais se encaixavam no sistema, garantindo aderência e segurança.

Além disso, o método eliminou o risco de tombamentos durante o trajeto.

A linha que virou símbolo suíço

A construção levou 400 dias. A inauguração ocorreu em 4 de junho de 1889 e marcou o início de um percurso de 4.618 metros ligando Alpnachstad Lucerna ao topo do Pilatus.

O trajeto tinha inclinação média de 38% e chegava a 48% nos trechos mais íngremes.

As primeiras locomotivas a vapor viajavam entre 3 e 4 Km/h. Elas levavam mais de uma hora para alcançar o cume.

O sistema, portanto, exigia paciência dos passageiros, mas entregava uma vista espetacular por toda a extensão do caminho.

A ferrovia ainda opera com o sistema original. A manutenção é frequente para preservar a segurança. Os vagões a vapor foram substituídos em 1937 por trens elétricos que viajam a 9 Km/h e reduzem o tempo do percurso.

O trajeto fica disponível entre maio e novembro. A viagem se tornou um dos passeios mais tradicionais da Suíça e segue encantando quem deseja conhecer o Pilatus de perto.

A experiência que conquista viajantes

Os visitantes sobem a montanha porque querem observar a paisagem única formada pelos lagos e pela cadeia alpina.

Muitos aproveitam para registrar fotos no alto do maciço, além de caminhar pelos mirantes espalhados na região.

A experiência combina história, engenharia e natureza. Portanto, o passeio integra diferentes perfis de turistas.

Alguns preferem apenas descansar nos pontos de observação, enquanto outros buscam explorar trilhas curtas.

A estrutura foi planejada para receber esse fluxo variado e garantir conforto durante toda a permanência. Assim, o roteiro permanece entre os favoritos.

Com informações de Amantes da Ferrovia.

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Romário Pereira de Carvalho

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