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Mineradora australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais e aposta em potencial bilionário com nióbio em região estratégica do Brasil

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 30/04/2026 às 18:30
Atualizado em 30/04/2026 às 19:13
área de mineração de terras raras em Minas Gerais
Projeto Serra Negra atrai investimento estrangeiro para exploração mineral
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Investimento estrangeiro acelera disputa por minerais críticos no Brasil e reforça papel de Minas Gerais no cenário global de terras raras e nióbio

A corrida global por minerais críticos ganhou força no Brasil. A informação foi divulgada por “Mineração Brasil”, com base em comunicados ao mercado e materiais para investidores. A mineradora australiana Oceana Metals anunciou a compra do projeto Serra Negra, em Minas Gerais. Esse movimento reforça o interesse estrangeiro em terras raras no país.

A empresa adquiriu 100% da Songeo Mineração. A companhia brasileira controla totalmente o projeto Serra Negra. A Oceana descreve o ativo como um depósito de terras raras hospedado em carbonatito. Além disso, a área também apresenta potencial relevante para nióbio.

Estrutura do acordo envolve milhões e depende de metas técnicas

A Oceana estruturou o negócio com pagamentos diretos e metas futuras. A empresa pagará US$ 2,95 milhões em dinheiro. Além disso, emitirá 20 milhões de ações, avaliadas a A$ 0,36 por papel.

O contrato também prevê pagamentos adicionais. A empresa pagará US$ 750 mil após declarar um recurso mineral inicial. Caso confirme um recurso mínimo de 100 milhões de toneladas com teor médio de 4%, pagará mais US$ 1,5 milhão.

Os vendedores manterão um royalty de 2,5% sobre os minerais extraídos. Isso mostra confiança no potencial do projeto no longo prazo.

Além disso, a Oceana levantou cerca de A$ 20 milhões no mercado. A captação ocorreu em duas etapas institucionais. Desse total, aproximadamente A$ 14 milhões financiarão sondagens, geofísica e estudos técnicos no Serra Negra e em outros ativos.

Projeto ainda é inicial, mas dados indicam potencial relevante

Apesar do interesse, o projeto Serra Negra ainda está em fase inicial. Ele não possui recurso mineral declarado. A empresa precisa avançar em várias etapas antes de iniciar uma operação.

Primeiro, será necessário confirmar a escala e o teor da mineralização. Depois, a companhia deverá realizar estudos metalúrgicos e avaliar a viabilidade econômica. Além disso, precisará obter licenças ambientais e garantir financiamento.

Mesmo assim, dados antigos indicam potencial relevante. Em um dos furos, 17 amostras apresentaram média de 3,4% de terras raras. Os resultados variaram entre 0,39% e 8,4%.

Em outro furo, cinco amostras registraram média de 4,4%. Esses números chamam atenção no mercado.

Além disso, a empresa identificou nióbio no projeto. Algumas amostras superaram 1% de Nb₂O₅. Esse mineral aparece próximo às zonas de terras raras. Isso aumenta o valor estratégico do ativo.

Localização favorece logística e desenvolvimento

O projeto fica na Província Ígnea do Alto Paranaíba. Essa região é conhecida por seus complexos carbonatíticos.

O complexo de Serra Negra possui cerca de 10 quilômetros de diâmetro. A Oceana o considera o maior e menos estudado da região.

A localização também favorece o desenvolvimento. O projeto fica próximo a Patrocínio, em Minas Gerais. A área possui acesso a rodovias, ferrovias, energia, água e mão de obra.

Além disso, o ativo está perto de regiões consolidadas. Araxá, Catalão e Tapira concentram projetos importantes. Em Araxá, a CBMM opera com nióbio. Outros projetos de terras raras também avançam na região.

Brasil ganha destaque na corrida global por terras raras

O interesse estrangeiro cresce rapidamente. O Brasil surge como alternativa à China na produção de terras raras.

Esse movimento ganhou força após a compra da Serra Verde pela USA Rare Earth. O mercado passou a ver ativos brasileiros como oportunidades estratégicas.

As terras raras são essenciais para várias indústrias. Elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são usados em ímãs de alto desempenho. Esses ímãs equipam veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos.

Apesar do potencial, o Brasil ainda enfrenta desafios. O país precisa avançar em etapas industriais. Entre elas estão separação de óxidos, metalização e produção de ligas.

Próximos passos incluem até 20 mil metros de sondagem

A Oceana já definiu o plano inicial. A empresa revisará cerca de 8 mil metros de sondagens antigas.

Além disso, pretende realizar até 20 mil metros de novas perfurações. Também fará levantamentos geofísicos e testes metalúrgicos.

O objetivo é validar os dados antigos. A empresa quer confirmar a continuidade das zonas mineralizadas. Depois disso, pretende estimar o primeiro recurso mineral.

Mesmo com resultados positivos, a companhia adota cautela. Ainda não há garantia de sucesso. Os dados atuais dependem de validação técnica.

Portanto, a compra do Serra Negra representa uma aposta estratégica. Ao mesmo tempo, exige execução técnica precisa.

Você acredita que o Brasil vai conseguir se tornar uma potência global na produção de terras raras ou ainda estamos longe disso?

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Jefferson Augusto

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