Descoberto nos últimos dias da mina Diavik, no Canadá, diamante amarelo de 158 quilates chama atenção pela raridade, origem de dois bilhões de anos e simbolismo no encerramento da operação
Um diamante amarelo com mais de 158 quilates foi encontrado no início de abril na mina Diavik, no Canadá, pouco antes do fechamento da operação, tornando-se uma das descobertas mais raras do país.
Achado inesperado no fim da atividade
A descoberta ocorreu em área remota do planeta, a poucos quilômetros do Círculo Polar Ártico. A mina atravessava seus últimos dias quando revelou uma pedra capaz de mudar o significado de seu encerramento.
O episódio ganhou força por reunir tamanho incomum, cor rara e um momento simbólico. Onde a extração parecia pertencer ao passado, o solo ainda guardava uma peça formada em tempo quase impossível.
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O diamante amarelo foi apresentado como mais que uma ocorrência geológica. Pela dimensão e pelo contexto, passou a representar um dos últimos marcos de uma operação iniciada mais de duas décadas antes.
Diamante amarelo está entre os maiores do Canadá
Com mais de 158 quilates, a pedra está entre os maiores diamantes amarelos já descobertos no Canadá. Esse tipo de gema é excepcional no país e apareceu poucas vezes em tamanho comparável na história da mina.
Em mais de vinte anos de atividade, apenas algumas pedras semelhantes haviam sido encontradas. Por isso, a descoberta entrou em uma categoria quase inédita dentro da produção de Diavik.
A raridade aumenta porque diamantes amarelos representam menos de um por cento do que foi extraído na mina. O achado chamou atenção pelo peso e pela baixa frequência desse tipo de gema.
Origem remonta a dois bilhões de anos
O valor da pedra também está ligado à sua origem. Pesquisadores explicaram que o diamante amarelo se formou há aproximadamente dois bilhões de anos, nas profundezas da Terra, por processos geológicos lentos.
Essa formação permaneceu intocada até ser retirada no fim da vida produtiva da mina. A idade quase inimaginável reforça o caráter incomum da descoberta, ligada ao tempo geológico e ao encerramento da operação.
A cor amarela vem da presença de nitrogênio em sua estrutura cristalina. Esse detalhe acrescenta singularidade à peça, que já se destacava pelo tamanho, pela raridde e pelo momento em que apareceu.
Mina Diavik fechou após mais de 150 milhões de quilates
A mina Diavik funcionava desde 2003 e foi fechada após mais de vinte anos de atividade. Nesse período, produziu mais de 150 milhões de quilates, consolidando sua presença no norte do Canadá.
O surgimento do diamante amarelo pouco antes do fim transformou a descoberta em encerramento simbólico. A pedra apareceu quando a mina caminhava para concluir sua trajetória produtiva.
Esse contexto deu ao achado um peso que vai além da mineração. A peça acabou associada ao último momento de uma área que concentrou tecnologia, trabalho e extração em ambiente extremo.
Operação exigiu engenharia em ambiente subártico
A importância da descoberta também passa pelas condições da mina. Diavik operava em clima subártico, com temperaturas extremas e isolamento geográfico, o que tornou cada etapa de extração um desafio técnico e humano.
A operação exigiu soluções avançadas, incluindo barragens em águas geladas e sistemas híbridos de energia com fontes renováveis. Esse cenário mostra que a mineração dependia de estrutura complexa, não apenas da retirada das pedras.
Ao longo de sua existência, a mina também movimentou a economia regional. Gerou milhares de empregos, estimulou atividade industrial significativa e manteve parcerias com comunidades indígenas locais para gestão da terra e futura restauraçao.
Com o fechamento concluído, começa a recuperação ambiental. Nesse momento, o diamante amarelo surge como último grande sinal deixado por Diavik, reunindo natureza, tecnologia, tempo e mineração em um desfecho simbólico.
Com informações de Xataka.

