Competição militar em West Point colocou cadetes brasileiros diante de provas extremas de resistência, liderança e operações táticas, incluindo deslocamentos de 48 quilômetros com equipamento completo, missões com drones, tiro de fuzil e exercícios realizados ao lado de equipes de 17 países.
Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) representaram o Brasil na Sandhurst Military Skills Competition 2026, realizada em 1º e 2 de maio na United States Military Academy, em West Point, nos Estados Unidos.
A disputa reuniu 48 equipes e colocou militares em formação diante de provas de resistência, liderança e habilidades operacionais.
A competição é considerada uma das principais avaliações internacionais de aptidão militar para cadetes.
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Durante dois dias, os participantes enfrentaram atividades que exigiram preparo físico, capacidade de decisão sob pressão e aplicação de técnicas usadas em cenários de alta complexidade.
Cadetes da AMAN enfrentam provas de resistência em West Point
A equipe brasileira percorreu cerca de 48 quilômetros com equipamento completo, em um percurso marcado por deslocamentos longos, obstáculos e atividades sucessivas.

Entre os desafios, estiveram travessias no reservatório Lusk com embarcações, pistas de assalto e exercícios de orientação.
Além do esforço físico, a programação incluiu atendimento pré-hospitalar em combate, tiro de fuzil, defesa química, operações com drones e orientação noturna.
As provas testaram a integração entre os cadetes e a capacidade de cumprir missões mesmo sob desgaste acumulado.
Ao todo, os brasileiros participaram de 14 oficinas operacionais, conforme a divulgação do Exército Brasileiro.
A organização de West Point informou que a edição de 2026 contou, na programação geral, com 15 eventos voltados a habilidades militares, liderança e trabalho em equipe.
Competição internacional reuniu equipes militares de 17 países
A Sandhurst 2026 contou com representantes de academias militares, programas de formação do Exército norte-americano e equipes estrangeiras.

A organização registrou 17 equipes internacionais, além de grupos de West Point, de academias de serviço dos Estados Unidos e de unidades do Army ROTC.
A presença brasileira ocorreu em um ambiente de intercâmbio militar com delegações de países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Reino Unido e Coreia do Sul.
Para os cadetes da AMAN, a participação permitiu contato direto com doutrinas, métodos de treinamento e padrões operacionais adotados por outras forças.
Criada em 1967, a competição é realizada em West Point e reúne, anualmente, equipes submetidas a tarefas que combinam resistência física, coordenação de grupo e execução técnica.
A edição de 2026 teve duração aproximada de 36 horas, com atividades distribuídas entre 1º e 2 de maio.
Formação militar da AMAN inclui preparo físico e liderança operacional
Localizada em Resende, no Sul do estado do Rio de Janeiro, a AMAN é o principal centro de formação de oficiais combatentes do Exército Brasileiro.
A instituição prepara cadetes para funções de comando, com ênfase em condicionamento físico, instrução militar, liderança e tomada de decisão.
A ida a West Point integra a política de intercâmbio da Academia com instituições estrangeiras.

Esse tipo de participação aproxima os futuros oficiais brasileiros de ambientes multinacionais e permite comparar práticas de instrução em situações controladas, mas de alta exigência.
Na Sandhurst, o desempenho não depende apenas da conclusão das provas.
As equipes são avaliadas pela forma como coordenam deslocamentos, distribuem tarefas, reagem a obstáculos e mantêm a eficiência operacional durante atividades sucessivas.
Drones, simulações de combate e tiro de fuzil elevaram nível das provas
A edição de 2026 também incorporou atividades relacionadas ao uso de drones e simulações de combate, refletindo mudanças observadas em conflitos recentes.
Em West Point, esse tipo de exercício passou a compor o conjunto de avaliações aplicadas aos cadetes.
As tarefas com drones exigiram leitura rápida do ambiente, coordenação entre integrantes da equipe e adaptação a recursos tecnológicos.
Já as provas de tiro, defesa química e atendimento em combate reforçaram a necessidade de combinar técnica, segurança e precisão em situações de pressão.
Para o Exército Brasileiro, a participação da AMAN reforça a inserção dos cadetes em um contexto de cooperação internacional.
A experiência amplia o contato com padrões de treinamento estrangeiros e contribui para a preparação de oficiais que poderão atuar em missões conjuntas ou ambientes multinacionais.

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