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Milhões de pessoas comem inhame há séculos sem saber que esse tubérculo humilde contém um composto chamado diosgenina que cientistas agora descobriram que pode melhorar a memória e ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/03/2026 às 15:13
Atualizado em 28/03/2026 às 15:19
O inhame é um tubérculo que contém diosgenina, composto que pode melhorar a memória e controlar o açúcar no sangue. Veja o que a ciência já descobriu sobre ele.
O inhame é um tubérculo que contém diosgenina, composto que pode melhorar a memória e controlar o açúcar no sangue. Veja o que a ciência já descobriu sobre ele.
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O inhame é um tubérculo rico em amido consumido há séculos na África, no Caribe e na Ásia que agora desperta interesse científico por conter diosgenina, um composto que em estudos iniciais mostrou potencial para melhorar funções cognitivas e de memória em adultos saudáveis e para ajudar no controle da glicemia, embora os resultados ainda sejam preliminares

O inhame é um tubérculo que aparece em ensopados caribenhos, no fufu da África Ocidental e, cada vez mais, nas prateleiras de supermercados e feiras brasileiras. Milhões de pessoas o consomem há séculos como alimento básico sem saber que ele contém um composto chamado diosgenina. Pesquisadores descobriram que esse composto presente no tubérculo pode influenciar o crescimento e a comunicação das células nervosas, e um ensaio clínico já testou seus efeitos na memória de adultos saudáveis.

Segundo a Revista Nutrients, além da memória, o tubérculo também está sendo estudado por seu potencial no controle dos níveis de açúcar no sangue. O inhame é rico em fibras e amido resistente, componentes que retardam a digestão e podem evitar os picos de glicemia que causam aquela sensação de sonolência após as refeições. A ciência não classifica o inhame como superalimento, mas os estudos iniciais sugerem que esse tubérculo pode oferecer benefícios mensuráveis que vão além de ser apenas mais um carboidrato no prato.

O que é o inhame e por que esse tubérculo gera tanta confusão

O inhame é um tubérculo que contém diosgenina, composto que pode melhorar a memória e controlar o açúcar no sangue. Veja o que a ciência já descobriu sobre ele.

O inhame verdadeiro pertence ao grupo Dioscorea e é um tubérculo de casca áspera e polpa rica em amido, diferente da batata-doce alaranjada que muitos confundem com ele.

Esse tubérculo é cultivado e consumido em toda a África, no Caribe, em partes da América do Sul e nas ilhas do Pacífico.

No Brasil, o inhame é presença comum em feiras e supermercados, embora muitas pessoas não saibam exatamente o que estão comprando quando veem nomes como cará e inhame usados de forma intercambiável.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA, uma porção de 100 gramas de inhame cru tem 118 calorias, 28 gramas de carboidratos, 4,1 gramas de fibra e 1,5 gramas de proteína.

O tubérculo é especialmente rico em potássio (816 miligramas por 100 gramas), vitamina C e vitamina B6. Essa combinação nutricional é o que levou os cientistas a olhar para o inhame com mais atenção: um alimento básico de milhões de pessoas que também pode conter compostos bioativos relevantes.

O composto do tubérculo que pode afetar a memória: o que a diosgenina faz

O inhame é um tubérculo que contém diosgenina, composto que pode melhorar a memória e controlar o açúcar no sangue. Veja o que a ciência já descobriu sobre ele.

A diosgenina é uma substância química vegetal encontrada em alguns tipos de inhame. Em termos simples, é um composto que os pesquisadores suspeitam poder influenciar o crescimento e a comunicação das células nervosas no cérebro.

Em 2017, Chihiro Tohda, da Universidade de Toyama, no Japão, liderou um ensaio clínico controlado por placebo que testou um extrato de inhame rico em diosgenina em adultos saudáveis.

O estudo analisou 28 participantes e relatou que o extrato do tubérculo pareceu melhorar o desempenho em testes cognitivos padronizados de forma segura após semanas de uso.

O resultado é interessante, mas os próprios pesquisadores apontam que o estudo é pequeno e que são necessários ensaios maiores para confirmar se o consumo regular desse tubérculo protege o cérebro a longo prazo.

A diosgenina é promissora, mas ainda estamos nos estágios iniciais de compreensão do que ela realmente faz no organismo humano.

Como o tubérculo pode ajudar no controle do açúcar no sangue

O inhame é rico em carboidratos complexos, mas dois componentes específicos do tubérculo fazem diferença no controle da glicemia: a fibra e o amido resistente. A fibra retarda a digestão e prolonga a sensação de saciedade.

O amido resistente é um tipo de amido que resiste à digestão e se comporta mais como fibra, o que ajuda a evitar os picos de açúcar no sangue que ocorrem com carboidratos simples.

Uma revisão sistemática publicada no British Journal of Nutrition analisou se o inhame ou extratos desse tubérculo poderiam ajudar a controlar o açúcar no sangue.

A conclusão foi cautelosa: há evidências de benefícios potenciais, mas os resultados variaram conforme o tipo de inhame, o preparo e o desenho do estudo.

Na prática, o preparo faz toda a diferença: inhame cozido no vapor ou em água fervente mantém suas propriedades, enquanto frito com molhos doces perde a vantagem glicêmica que torna esse tubérculo interessante para quem monitora os níveis de açúcar.

Os antioxidantes do tubérculo e o que a ciência ainda não provou

O inhame também contém antioxidantes, compostos que ajudam a proteger as células contra danos relacionados à inflamação. Pesquisadores da Universidade das Índias Ocidentais publicaram resultados de laboratório sugerindo que extratos de inhame roxo jamaicano afetaram o crescimento de células cancerígenas em ambiente controlado.

Mas atividade antioxidante em laboratório não significa automaticamente prevenção de doenças na vida real, e os próprios pesquisadores classificam esses resultados como estágio inicial de investigação.

O mesmo cuidado vale para as alegações sobre menopausa. O tubérculo é por vezes comercializado como produto para menopausa porque a diosgenina é mencionada junto com hormônios. Um estudo clínico de 2005 com mulheres na pós-menopausa analisou os efeitos do consumo de inhame sobre hormônios como estrona e estradiol.

Os resultados sugerem que pode haver efeitos mensuráveis relacionados a hormônios, mas isso não significa que o tubérculo substitua tratamento médico convencional. Suplementos de inhame selvagem também não são a mesma coisa que comer o alimento: extratos concentrados podem ter efeitos diferentes no organismo.

Como preparar o tubérculo para aproveitar melhor seus compostos

O inhame pode ser cozido, assado, adicionado a sopas e ensopados ou transformado em farinha e amido para uso como espessante em receitas sem glúten.

As variedades mais comuns incluem o inhame branco e amarelo da África Ocidental, o inhame aquático (Dioscorea alata), que pode ser roxo, e o inhame chinês usado na culinária e medicina tradicional asiática.

O preparo mais indicado para preservar os compostos benéficos do tubérculo é o cozimento em água ou vapor, sem frituras nem adição de açúcar.

Chips de inhame existem, mas são alimentos processados que alteram rapidamente o perfil nutricional do tubérculo. O mesmo vale para preparações com molhos pesados ou coberturas doces.

No fim das contas, o inhame é um tubérculo rico em amido que pode fazer parte de uma dieta equilibrada, especialmente quando preparado de forma simples e combinado com proteínas e vegetais. Não é superalimento, mas é um alimento com potencial que a ciência está apenas começando a entender.

Um alimento de séculos que a ciência só agora começou a levar a sério

O inhame é um tubérculo que alimenta milhões de pessoas há séculos e que agora chama a atenção da ciência por conter diosgenina, um composto com potencial efeito sobre a memória e o controle do açúcar no sangue.

Os estudos ainda são iniciais, os resultados são promissores mas não definitivos, e ninguém está dizendo que esse tubérculo cura doenças.

O que os pesquisadores estão dizendo é que vale a pena estudar mais, e que um alimento básico e acessível pode guardar benefícios que ninguém mediu até agora.

Você come inhame com frequência? Sabia que esse tubérculo contém compostos que estão sendo estudados para memória e controle de açúcar? Ou acha que é exagero atribuir poderes especiais a um alimento tão comum? Deixe nos comentários e compartilhe com quem se interessa por alimentação e saúde.

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Dirceu Neves de oliveira
Dirceu Neves de oliveira
05/04/2026 10:28

É ótimo, tudo , mas sem vcs passarem tudo isso para nós leitores, eu seria ignorante no assunto com prejuízo, levo a sério esse trabalho de vcs que está sendo de grande valor para mim, que vou incluir infame no meu prato, que DEUS lhes cubra de bênçãos, OBRIGADO. NÃO acho botão p/ enviar

Eliane Cardoso Marques
Eliane Cardoso Marques
04/04/2026 22:04

Eu quero saber de tudo eu tenho diabetes e estou com muita esquecimento e Faso do enhem

Andrico
Andrico
03/04/2026 06:29

Eu uso infame ralado
quando faço pe de galinha
e quando faço costela de ****
coloco o tempero a gosto
ralo 200 gramas de inhame
Colo 300 ml de água
Fica um caldo bem cremoso
E super gostoso

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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