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Produtor rural de Urubici chora ao mostrar 50 toneladas de ameixa jogadas no chão porque ninguém quis comprar e em desespero grava vídeo pedindo para qualquer pessoa ir até a propriedade pegar as frutas antes que apodreçam

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 28/03/2026 às 15:04 Atualizado em 28/03/2026 às 20:30
Produtor de Urubici descartou 50 toneladas de ameixa no chão porque não conseguiu vender. Gravou vídeo pedindo para irem buscar. Entenda por que isso acontece.
Produtor de Urubici descartou 50 toneladas de ameixa no chão porque não conseguiu vender. Gravou vídeo pedindo para irem buscar. Entenda por que isso acontece.
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Um produtor rural de Urubici, na Serra catarinense, descartou 50 toneladas de ameixa porque não conseguiu vender a produção e gravou um vídeo emocionado colocando as frutas à disposição de quem quisesse ir até a propriedade buscá-las antes que apodrecessem no chão, expondo um problema que atinge produtores de frutas em todo o Brasil

Um vídeo de um produtor rural de Urubici, na Serra catarinense, viralizou nas redes sociais ao mostrar 50 toneladas de ameixa jogadas no chão da propriedade. Emocionado, o agricultor explica que não conseguiu vender a produção e pede que qualquer pessoa vá até o local pegar as frutas antes que apodreçam. “É isso, 50 toneladas de ameixa fora, porque não tem comércio. Quem quiser vir pegar, pode vir pegar”, diz o produtor na gravação, visivelmente abalado diante de meses de trabalho descartados no chão.

Segundo reportagem do NDMais, o caso expõe um problema que vai muito além de uma propriedade em Urubici. Produtores de frutas em diversas regiões do Brasil enfrentam a mesma situação: colheitas fartas que não encontram comprador porque o mercado não absorve o volume, os preços não cobrem os custos e a logística de escoamento é cara demais. A ameixa que apodrece no chão da Serra catarinense é o retrato de um sistema que produz alimentos em abundância mas não consegue fazê-los chegar à mesa de quem precisa.

O que aconteceu com as 50 toneladas de ameixa em Urubici

Produtor de Urubici descartou 50 toneladas de ameixa no chão porque não conseguiu vender. Gravou vídeo pedindo para irem buscar. Entenda por que isso acontece.

O produtor rural colheu a safra de ameixa no período esperado, mas não encontrou comprador para o volume produzido. A ameixa é uma fruta perecível que precisa ser comercializada rapidamente após a colheita, e quando o mercado não absorve a produção, o produtor tem poucas alternativas.

Armazenar 50 toneladas de ameixa em câmara fria custa mais do que muitos pequenos agricultores conseguem bancar, e o frete até centros consumidores distantes pode inviabilizar o negócio.

Sem comprador e sem condições de armazenar, o agricultor tomou a decisão de descartar a produção e gravar o vídeo como forma de pelo menos evitar o desperdício total. Ao colocar a ameixa à disposição de quem quisesse buscar, o produtor transformou uma perda em um gesto de solidariedade.

O vídeo circulou rapidamente nas redes sociais e gerou comoção, mas também levantou uma pergunta incômoda: como é possível que 50 toneladas de fruta fresca não encontrem destino em um país com milhões de pessoas passando fome?

Por que a ameixa de Urubici não encontrou comprador

Urubici é uma das regiões mais frias do Brasil e possui condições climáticas ideais para a produção de frutas de clima temperado como ameixa, maçã e pêssego.

O problema é que a Serra catarinense está longe dos grandes centros consumidores, e o custo do frete para transportar ameixa fresca até São Paulo, Rio de Janeiro ou Curitiba pode consumir toda a margem de lucro do produtor.

Além da logística, há o fator de mercado: quando a safra é boa em toda a região produtora, a oferta de ameixa sobe ao mesmo tempo e os preços despencam.

O produtor que investiu meses de trabalho no cultivo se depara com uma fruta que vale menos do que o custo para colhê-la e transportá-la.

É nesse ponto que 50 toneladas de ameixa saudável e madura acabam no chão em vez de chegar à mesa de alguém. O problema não é falta de produção; é falta de estrutura para escoar o que se produz.

O desperdício de frutas no Brasil é muito maior do que um vídeo mostra

O caso da ameixa de Urubici viralizou por causa do vídeo, mas situações como essa acontecem todos os anos em diferentes regiões produtoras do Brasil. Frutas perecíveis como ameixa, morango, pêssego e tomate são especialmente vulneráveis porque têm prazo curto de validade e exigem refrigeração durante o transporte.

Quando o produtor não tem acesso a câmara fria, veículo refrigerado ou contrato de venda antecipado, o descarte no campo se torna a única opção.

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas também é um dos que mais desperdiça. O problema não é exclusivo da ameixa nem de Urubici; é estrutural.

A falta de infraestrutura de armazenamento a frio na zona rural, a concentração de intermediários que controlam preços e a ausência de políticas públicas eficientes para conectar produtores a bancos de alimentos transformam safras fartas em montanhas de desperdício.

O que poderia ter sido feito com 50 toneladas de ameixa

Cinquenta toneladas de ameixa são o suficiente para alimentar dezenas de milhares de pessoas. Com essa quantidade, seria possível abastecer bancos de alimentos, programas de merenda escolar, abrigos e instituições de caridade em toda a região.

O problema é que a logística para fazer essa ameixa chegar do campo até quem precisa exige transporte refrigerado, coordenação e dinheiro que o produtor sozinho não tem.

Outra alternativa seria o processamento da ameixa em polpa, geleia, suco ou fruta desidratada, produtos que têm validade longa e podem ser transportados sem refrigeração.

Mas agroindústrias de pequeno porte próximas às regiões produtoras são raras, e quando existem, muitas vezes não têm capacidade para absorver volumes de 50 toneladas de uma vez.

A transformação da ameixa em produto processado poderia ter salvado toda essa produção, mas a infraestrutura simplesmente não existe na escala necessária.

Um produtor que chora, 50 toneladas no chão e um sistema que não funciona

O vídeo do produtor de Urubici com 50 toneladas de ameixa no chão é mais do que uma cena triste.

É a imagem de um sistema que produz alimentos em abundância mas falha em distribuí-los, que obriga agricultores a descartar o resultado de meses de trabalho e que permite que frutas saudáveis apodreçam enquanto milhões de brasileiros não têm o que comer.

A ameixa que o produtor ofereceu de graça para quem quisesse buscar é a prova de que o problema não é falta de alimento. É falta de conexão entre quem produz e quem precisa.

Você já viu ameixa ou outra fruta sendo descartada na sua região? Acha que falta infraestrutura, falta política pública ou falta vontade de resolver? O que poderia ser feito para evitar que isso se repita? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem precisa ver o que está acontecendo no campo brasileiro.

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antonio vian
antonio vian
31/03/2026 14:06

o maior responcavel por isso estar acontecendo sao aqueles politicos que ao inves de valorisar o que e prodizido aqui no nosso pais preferem importar de outros paises, so voce pegar um fruto daqui voce vai sentir a diferenca no sabor na qualidade de quem produs com muito amor e com muita despesa pra dar o melhor e pega um fruto que vem de fora que por sinal e uma tentacao na aparencia mais vai consumir e uma esponja nao tem sabor algum tem gosto de nada, nao presta, so preco, vergonha, governantes que mandam e decidem por tudo nesse pais acordem, valorizem o que e daqui, amanha voces vao precisar desses produtores e de todos, voces terao a resposta que merecem, isso e muito triste, alo presidente, alo senadores e outros que so fazem leis pra ferrar todo mundo, abram os olhos enquanto e tempo.

José Dias
José Dias
Em resposta a  antonio vian
31/03/2026 19:38

bla bla bla, o que o Presidente de um país tem a ver com a perda de um produtor rural? Leia a matéria pelo menos antes de dizer bobagem. Houve uma superprodução “colheitas fartas que não encontram comprador porque o mercado não absorve o volume”. Fruta simplesmente não dá pra estocar

Marcos Menezes
Marcos Menezes
Em resposta a  José Dias
02/04/2026 06:08

Não, o Presidente não é o único responsável pelo desperdício dos produtos agrícolas. Porém uma política voltada ao processamento e armazenamento da nossa produção agrícola geraria valor agregado, consequentemente mais empregos e ganhos para todos envolvidos na **** produtiva e de processamento, diminuindo casos como esses que são muito comuns no nosso país.

Alex
Alex
Em resposta a  Marcos Menezes
03/04/2026 16:55

Políticas do governo existem pra vários casos, como por exemplo em enchentes e outros problemas que atingem regiões. Mas ai se trata de um problema de um produtor

rrangel
rrangel
Em resposta a  antonio vian
04/04/2026 20:18

Você está com a razão, o estado de Santa Catarina está infestado de líderes bolsonaristas e esse é o maior problema. O governador não faz nada pelo produtor e embolsa os milhões retidos do famigerado “orçamento secreto”, assim como as dezenas de prefeitos desse mesmo estado, que foram presos por desvio de recursos públicos.

Fernando
Fernando
31/03/2026 03:26

É só eliminar os intermediaros desonestos que ganham muito dinheiro sem pegar na “enxada” Se o governo diminuir salários de deputados, governadores e senadores,muito dinheiro vai sobrar pra quem produz alimentos.

Laerte de lucca
Laerte de lucca
30/03/2026 21:23

Na verdade os políticos que as vezes muitos dele colocaram políticos **** ,tipo esse caiado.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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